Quais as novas tendências da Gestão de Pessoas?

RH do Futuro tem sido uma das maiores tendências nos negócios e tem ganhado força devido a sua importância para o RH estratégico. Suas ações tem impactado diretamente em todas as áreas da organização e suas metodologias tem ganhado força nos últimos tempos, se estendendo além do setor de RH.

A Gestão de Pessoas tem se tornado cada vez mais estratégica, trazendo inovações tecnológicas para a rotina de trabalho e transformando o futuro do setor de Recursos Humanos com a ajuda de novas ferramentas e softwares para otimizar as tarefas, aumentando a produtividade.

Entenda agora sobre as mudanças esperadas, as tendências mais utilizadas e os novos desafios que o RH do Futuro trouxe para o departamento pessoal!

Como surgiu o RH do futuro?

O profissional de recursos humanos parou de ser apenas sobre recrutamento e seleção a muito tempo, agora sua atuação tem sido cada vez mais estratégica. As funções tem sido menos burocráticas e o papel do gestor de RH se tornou mais analítico, com o foco direcionado para o futuro.

transformação veio a partir do entendimento que um profissional valorizado produz muito mais e, tem maior motivação para alcançar os resultados. Por isso, o departamento pessoal passou a adotar um comportamento mais humano e automatizou as tarefas administrativas.

O RH do futuro surgiu para se aproximar das pessoas e dos negócios, acompanhar o andamento das atividades e atingir os resultados esperados. O RH do futuro é estratégico, com uma cultura organizacional e um ambiente colaborativo. Isso eleva o crescimento dos profissionais e da empresa em si.

Quais as expectativas para o RH do futuro?

O futuro do setor está mais próximo do que se imagina, afinal o uso de Tecnologias no RH já tem tomado conta da rotina de trabalho. Exemplos disso são o controle de ponto com aplicativos, holerites virtuais, recrutamento e seleção por filtragem de currículos nas redes sociais, entrevistas por vídeo chamadas, entre outros sites que auxiliam no processo.

As funções do gestor de RH, no entanto, não se resumem apenas a estas tarefas. As empresas precisam passar pela transformação digital e reestruturar sua forma de fazer negócios, trazendo inovações e a acompanhando as tendências de mercado para não ficar para trás.

As expectativas para o RH do futuro são voltadas para impulsionar a motivação, desenvolver as competências e talentos individuais dos colaboradores. Além disso, atrair e reter os melhores profissionais, implantar a cultura organizacional e analisar os recursos disponíveis para que a maior preocupação seja mais humana.

O uso de softwares de gestão, por exemplo, tem sido uma das estratégias mais utilizadas para tomar decisões mais assertivas e ter uma visão de longo prazo em relação ao futuro das organizações. Com essas ferramentas de RH é possível otimizar o tempo e automatizar as funções mais mecânicas.

7 novas tendências do setor de Gestão de Pessoas

Algumas ferramentas tem ganhado força nos últimos anos, moldando o futuro da gestão de pessoas, transformando os processos e otimizando as tarefas. Confira agora as principais tendências do RH do futuro.

1.     Onboarding

Onboarding, ou “embarque” em português, é utilizado na área de RH como o processo de realizar os primeiros passos do novo funcionário na empresa. É feito a integração dessa pessoa com a rotina que será desempenhada.

No Onboarding realiza o alinhamento da pessoa com a empresa, além das atividades, da cultura organizacional, a apresentação do propósito da companhia e as regras. É também mostrado os benefícios e toda a equipe de trabalho. Esse processo mostra uma maior preocupação e torna os primeiros dias daquela pessoa mais agradável.

2.     Big Data

O Big Data transforma um grande volume de dados em informações, respondendo todo tipo de problema dentro da organização. Com o Big Data é possível analisar e armazenar os dados em um único lugar.

Algumas aplicações mais comuns do Big Data dentro do setor de RH são nas análises e triagem de currículos, dentro do People Analytics, auxiliando a identificar candidatos em potencial para promoções ou cargos de sucessão, além de outros processos que podem ser otimizados com a ferramenta.

3.     People Analytics

O People Analytics auxilia no futuro do RH, desde a coleta, a organização até o diagnóstico dos dados, analisando informações que podem ser usadas como ações estratégicas. Esse processo faz o cruzamento dos dados de todos os colaboradores e podem influenciar no plano de sucessão, promoções ou até melhorias no setor.

Com esse processo, é possível também compreender o comportamento e as expectativas dos funcionários e realizar avaliações para descobrir a satisfação, o nível de motivação, entre outras informações valiosas.

4.     Automação dos processos

Automatizar os processos é fundamental para ter uma alta performance na organização. Atividades que levavam horas para serem realizadas, com uma plataforma ou software, tudo se resolve com mais rapidez e agilidade.

Alguns exemplos de automação de processos são os softwares de gestão de RH, ferramentas de ponto online, aplicativos de recrutamento, plataforma integrada para controlar as metas e a performance dos colaboradores, além de treinamentos. Para o setor de RH ser estratégico é crucial que o tempo gasto seja menos operacional e mais focado nas pessoas.

5.     Inteligência Artificial

O uso de Inteligência Artificial (IA) possui sistemas que ajudam na avaliação dados para reconhecer padrões que auxiliam na tomada de decisão. É possível desenvolver soluções para os problemas com maior agilidade e melhorar a experiência dos colaboradores com mais praticidade.

As informações são em tempo real e é possível planejar ações de forma mais assertiva. As estratégias se tornam mais eficientes, seja para capacitação ou retenção de talentos, além de automatizar as tarefas. Essa tendência tem aumentado cada vez mais e é considerado um diferencial competitivo.

6.     Ferramentas de BI

As ferramentas de Business Intelligence (BI) coletam, monitoram, otimizam e organizam as informações. Assim como o próprio nome já diz, essa solução transforma dados em informação inteligente, realizando análises que beneficiam o setor de RH de diversas formas.

Exemplos disso são a tomada de decisão (que se torna mais clara e rápida), o monitoramento das métricas (em relação aos objetivos organizacionais), a identificação de novas oportunidades do negócio. Enfim, pode ser qualquer ação que otimiza o tempo, auxilia no desempenho dos funcionários e na identificação de comportamentos ou novas tendências.

7.     Plataformas de gestão de talentos

Ter uma plataforma de gestão de talentos que faça a integração de dados transforma o setor de RH e deixa a sua atuação muito mais estratégica dentro das empresas. Com o auxílio de um Software As a Service (SaaS), é possível ter uma estrutura analítica para que os profissionais possam planejar com mais agilidade seus processos e tomar melhores decisões.

 

Enfim, é complicado prever ao certo todas as tendências do RH do futuro, mas algo que podemos afirmar é que o futuro é tecnológico. Essas transformações simplificaram os processos e eliminara algumas barreiras. Utilizar recursos tecnológicos não só automatiza a rotina, mas também traz uma possibilidade de inovações para a empresa.

LGPD: como ajudar sua empresa a entrar na conformidade

Segundo pesquisa da Akamai Technologies, 24% das empresas entrevistadas ainda não sabem o que é LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados traz novos rumos para a segurança de dados no Brasil. Com o objetivo de estabelecer regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, a lei, que entra em vigor em agosto 2020, eleva o padrão de proteção e traz penalidades significativas para empresas que não cumprirem a norma.

De acordo com uma nova pesquisa da Akamai Technologies, a maior rede de distribuição de conteúdo da Internet (CDN) e provedora de serviços de segurança em nuvem, feita com mais de 400 empresas/tomadores de decisão pela Toluna, faltando menos de 3 meses para a lei entrar em vigor, 24% dos entrevistados ainda não sabe o que é LGPD, e dos que têm conhecimento sobre a lei, 43% não sabem quando ela entra em vigor.

Prazo curto para estar em conformidade

“As empresas estão em uma corrida contra o tempo”, acredita Claudio Baumann, Diretor Geral da Akamai no Brasil. “Com tão pouco tempo para entrar em vigor, segundo nossa pesquisa, 64% dos entrevistados ainda não estão totalmente em conformidade com a lei, um número alto já que temos menos de 90 dias para a vigência”, afirma.

Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados alegam que as informações dos funcionários e clientes estão seguras, em contrapartida, dizem que ainda não estão em total conformidade com a lei. O que levanta o questionamento: quais devem ser os próximos passos para cobrir essas lacunas?

A Akamai Technologies preparou 4 dicas para ajudar as empresas brasileiras a entrarem em conformidade a tempo.

1) Identifique os dados captados e defina uma equipe de controle

Como e quais informações são captadas de clientes e funcionários? Pessoal, sensível, pública, anonimizada? Ela é captada por meio físico ou digital? Quem são os operadores internos e externos para mensuração de exposição da empresa à LGPD? Crie uma equipe ou contrate um encarregado (Pessoa Física ou Jurídica) com capacitação para exercer as atividades previstas na LGPD.

2) Crie protocolos de consentimento

É fundamental exercer controle do consentimento e anonimização dos dados para atender possível solicitação do titular, além de revisar e criar documentos (contratos, termos, políticas) para uso interno e externo. A criação de um banco de dados para auxiliar o controle dos pedidos dos titulares dos dados – acesso, confirmação, anonimização, consentimento, portabilidade etc – também é necessária.

3) Segurança dos Dados

O objetivo da LGPD é proteger os usuários e seus dados de acessos não autorizados, em situações acidentais ou ilícitas. Para isso, é necessária a adoção de medidas de segurança para a conservação ou eliminação das informações, assim como a elaboração de documentos que evidenciem essas ações.

O acesso aos dados através da internet, seja de funcionários trabalhando remotamente, seja pelos clientes ou pelo público em geral, cria uma potencial vulnerabilidade importante, devido à exposição às ameaças cibernéticas. Há soluções de mercado para implementar essas proteções.

4) Tratamento dos dados

Educar funcionários é fundamental quando falamos de LGPD. É preciso estabelecer regras de boas práticas ao captar, administrar e tratar os dados internos da empresa. Estabelecer procedimentos, normas de segurança, diminuição de riscos no tratamento de dados pessoais é um dos primeiros passos para manter informações de funcionários e clientes seguras.

“É inevitável que o Brasil siga os passos de países europeus ao discutir a segurança de dados pessoais, principalmente com o número de roubo de informações acontecendo nos últimos anos. Vale lembrar que a lei europeia aplicou mais de R$ 684 milhões em multas desde que entrou em vigor. O quanto antes as empresas iniciarem o processo de conformidade, menos suscetíveis estarão à penalidades”, comentou Baumann.

Employee experience: vá além da satisfação dos colaboradores

Um novo ritmo de vida organizacional, com colaboradores que já não se sentem satisfeitos somente com remuneração e recompensas. Que precisam se sentir valorizados, em processo de ascensão e compreendidos em seu ambiente corporativo.

Se você já percebeu as mudanças no ambiente de trabalho, então está na hora de ir além e conhecer sobre a tendência que mais cresce globalmente: o employee experience

Mas o que ela de fato significa e por que é tão crucial ao RH? É o que vamos desvendar neste artigo.  Continue a leitura!

A experiência do candidato hoje

Para muitos colaboradores, as empresas onde atuam representam sua segunda casa. Muitas vezes esses profissionais passam mais tempo com seus colegas de trabalho do que com seus familiares.

Logo, é fundamental otimizar a experiência desses indivíduos no trabalho para promover um bem-estar físico, psicológico, financeiro e competitivo. Para isso, é ideal adotar o employee experience.

Essa metodologia coloca o colaborador como centro e faz com que a companhia invista todas as suas energias e promover equipes de alta performance.

Veja a seguir um pouco mais sobre a importância do employee experience e como implementá-lo em seu negócio!

O que é employee experience?

O employee experience, ou EX, significa ter o colaborador como foco central das decisões tomadas pelos Recursos Humanos. Seu objetivo é promover ações que visam o crescimento e bem-estar das equipes na corporação.

Mas atenção. A experiência do funcionário não é, por si só:

  • o engajamento do colaborador;

  • uma política de trabalho flexível;

  • um pacote de benefícios cheio de opções atraentes;

  • um escritório cheio de atrativos.

Ela não é um dos itens acima isoladamente (e, no entanto, pode abranger todos eles), e sim focada em rastrear como os colaboradores pensam e se sentem durante cada ponto de contato de sua jornada pela empresa – suas interações com a liderança, equipes e centenas de outras coisas.

Essa atenção ao profissional deve ser dada desde o momento do processo seletivo, até o momento de seu desligamento. E, para otimizar as experiências do colaborador com a empresa, é preciso pensar em 3 forças:

  • Ambiente físico. Aqui, a companhia deve oferecer um espaço de atuação agradável, com boas refeições e uma infraestrutura acessível, segura e confortável.

  • Ambiente tecnológico. A organização deve comprometer-se com os avanços tecnológicos e oferecer ferramentas modernas e que otimizam a rotina de trabalho do colaborador, tais como plataformas de treinamento online, por exemplo. Dessa forma, o funcionário poderá se atualizar no momento em que for mais oportuno a ele, tornando-se mais qualificado e engajado.

  • Ambiente cultural. A empresa deve cuidar de seu estilo de liderança, para que ele seja o mais justo e alinhado a cultura organizacional possível, promovendo influência positiva na maneira de pensar, sentir e atuar do time.

Logo, como você pode ver, o employee experience está focado na conexão das pessoas e no impacto de suas atitudes no coletivo. É uma ferramenta que proporciona o entendimento dentro dos setores da empresa e faz com que os profissionais sintam-se mais compreendidos e valorizados.

Porém, sua adoção ainda é tímida. De acordo com pesquisa da Social Base, somente 13,4% das corporações afirmam estar dispostas a ter um orçamento voltado a execução de estratégias direcionadas ao público interno.

Portanto, optar pelo employee experience é uma forma de estar a frente dos concorrentes e tornar-se cada vez mais competitivo no mercado, gerando maiores resultados e conquistando mais clientes e profissionais talentosos.

Qual a sua importância?

O employee experience é importante para fidelizar os colaboradores e otimizar o trabalho da corporação, bem como aprimorar inúmeros indicadores. Além disso:

  • fortifica a cultura organizacional;

  • melhora o clima da empresa;

  • aumenta a acessibilidade dos colaboradores;

  • reduz a rotatividade;

  • amplia o engajamento;

  • diminui os erros;

  • melhora a comunicação interna.

Por isso, essa metodologia é tão importante e deve ser aplicada por toda empresa que deseja ter sucesso.

Quais são suas principais vantagens?

Veremos a seguir as principais vantagens que o employee experience garante à empresa. Confira!

Maior engajamento e produtividade

Quando os colaboradores percebem que são valorizados e que tem chances de ascensão na empresa, eles aumentam seu engajamento e produtividade.

Logo, o employee experience faz com que os profissionais se sintam mais estimulados a prestar um trabalho de qualidade para a empresa.

Aumento na atração e retenção de talentos

O employee experience está presente nas etapas de recrutamento e seleção. Assim, torna-se mais simples promover aumento na atração e retenção de talentos.

Afinal, os candidatos que não foram admitidos vão se sentir inclinados a tentar novamente e vão informar a outros profissionais sobre a excelente experiência que a empresa proporciona. Logo, novos talentos vão se interessar em fazer parte do quadro de colaboradores dessa companhia.

Já os profissionais que forem contratados darão seu melhor para manter-se na empresa, pois se sentem bem e engajados a realizar uma excelente atuação.

Melhoria na qualidade de vida do colaborador

Quando o profissional atua em um ambiente no qual o espaço físico, cultural e as condições psicológicas são favoráveis, sua qualidade de vida é melhorada.

Isso se explica pelo fato de que os níveis de estresse são reduzidos drasticamente, tornando-se exclusividade das cobranças em relação ao desempenho e em relação às condições de mercado.

Essas cobranças são menos complexas, pois já é o que o profissional espera do ambiente corporativo. Além disso, com boas condições de desenvolvimento, líderes compreensivos e um ambiente físico acessível e higiênico, é mais simples se empenhar para cumprir com as metas propostas.

Aumento na satisfação do cliente

Por fim, o employee experience promove o aumento na satisfação do cliente. Afinal, todo cliente deseja ser atendido por um profissional preparado, confiável e engajado.

Ou seja, o trabalho prestado terá maior qualidade e os consumidores também terão sua experiência otimizada com a empresa.

Como implantar a estratégia de employee experience?

A seguir veremos as formas mais sábias de implantar a estratégia de employee experience na empresa. Confira!

Escute e conheça os seus colaboradores

Um dos grandes mitos que existem nos ditados populares é dizer que o outro deve ser tratado da maneira como gostaríamos de ser tratados. Isso não é verdade porque as nossas necessidades são diferentes das necessidades dos outros.

Logo, devemos tratar as pessoas como elas gostariam de ser e, para isso, é primordial conhecê-las. Por isso, escute e conheça os seus colaboradores, peça feedbacks, saiba quais são suas aspirações pessoais e profissionais e tenha abertura à suas ideias e desabafos.

Alinhe os interesses dos colaboradores com os da empresa

Após conhecer os anseios de seus profissionais, alinhe-os com os anseios da empresa. Claro que devemos admitir que nem todos os desejos dos colaboradores poderão ser atendidos pela corporação.

No entanto, é possível alinhar os objetivos do funcionário aos objetivos da companhia. Desse modo, mesmo que seus interesses não se realizem em totalidade, ele verá que a organização se esforça por compreendê-lo e dar espaço a suas ideias.

Construa um ambiente de trabalho favorável

Muitas vezes o ambiente de trabalho é a segunda casa do profissional. Por isso é fundamental que se construa um ambiente de trabalho favorável e bem estruturado.

Isso significa que o ambiente precisa ser arejado, acessível, seguro e higiênico. Assim, os colaboradores se sentirão mais à vontade em seus postos de atuação.

Por fim, não se esqueça de acompanhar os resultados e observar se o employee experience está sendo aplicado de maneira eficiente.

Conclusão

Como vimos, o employee experience é extremamente positivo em diversos aspectos. Essa metodologia é útil para gerar sucesso sistêmico e a empresa que investe nela, está investindo em sua competitividade e boa reputação no mercado.

5 in 5 Research: As cinco tendências que devem mudar a maneira como vivemos e trabalhamos, segundo a IBM

Todos os anos, a IBM analisa dados e informações globais através da IBM Research, que ajudam a montar uma visão sobre as tendências tecnológicas que devem afetar o modo como vivemos, trabalhamos e interagimos.

O relatório de 2019 “5 in 5”, que foi oficialmente apresentado na quarta-feira (13/02), durante a conferência global Think 2019, apresenta 5 tendências que têm fortes chances de mudar as nossas vidas nos próximos cinco anos.

Entre os destaques, temos o uso da tecnologia Blockchain “para o bem”, ajudando a diminuir o desperdício de alimentos e a quantidade de lixo produzido por pessoa. E por falar em lixo, outra aposta da empresa é que o descarte de lixo será cada vez mais diferente, aumentando consideravelmente a forma como as indústrias o reutilizarão.

Confira as 5 tendências tecnológicas da IBM para os próximos 5 anos:

1. Reciclagem radical
Segundo a empresa, o descarte de lixo e a fabricação plásticos serão bem diferentes nos próximos anos. Todo plástico será reciclável graças a inovações como o VolCat, processo químico que sintetiza o poliéster em uma substância reutilizável na fabricação de novos produtos.

Essa transição impulsionada por inovações deverá revolucionar completamente a forma como descartamos o lixo, promovendo uma reciclagem bem maior do que fazemos hoje.

2. Digital Twin ajudando na produção de alimentos
Digital Twin é uma versão virtual de um objeto real. Uma espécie de duplicação digital feita através de Inteligência Artificial. Segundo o relatório da IBM, essa duplicação usada na agricultura ajudará a alimentar a população utilizando menos recursos.

O resultado seria uma economia de recursos compartilhados, que permitirá o aumento do rendimento das culturas e a segurança alimentar, a um custo ambiental menor.

3. Blockchain do bem
As tecnologias Blockchain, IoT e IA unirão forças para evitar o desperdício de alimentos. Isso porque essas tecnologias serão usadas para colocar mais alimentos em nossos pratos e reduzir a quantidade de lixo que produzimos, já que cada participante do ecossistema alimentar saberá exatamente quanto plantar, encomendar e distribuir, reduzindo o desperdício e
tornando os alimentos mais frescos.

4. O mapeamento do microbioma protegerá nossa saúde
O acesso a informações sobre milhões de bactérias aliado à análise da constituição genética dos micróbios (microbioma), nos ajudará na proteção contra bactérias ruins, principalmente nas presentes em produtos que consumimos, também nos dizendo muito sobre a segurança do que compramos.

5. Telefones como detector de bactérias
Ainda no campo da saúde, a IBM garante que com o uso de qualquer celular, as pessoas poderão detectar agentes contaminantes perigosos nos alimentos. Para isso serão usados poderosos sensores portáteis de Inteligência Artificial, que permitirão que testes de patógenos sejam realizados em segundos, em vez de dias, possibilitando a identificação, sem esforço, de agentes contaminantes perigosos nos alimentos.

Algumas das previsões de anos anteriores da IBM já viraram realidade. Entre elas, o avanço das cidades inteligentes, os “computadores que te ouvem” e o “seu DNA na rede” que, em 2013, já afirmava que o sequenciamento completo do DNA estava a caminho de se tornar procedimento de rotina. Pouco tempo depois da previsão, o New York Genome Center e a empresa começaram uma colaboração para acelerar a corrida para um tratamento personalizado e que poderia salvar vidas de pacientes com câncer no cérebro.

Estaremos de olhos nos próximos 5 anos!

Recursos Humanos: 10 tendências da área para 2019

As tecnologias, mudanças da cultura organizacional, novos tipos de liderança… O que esperar para o setor de RH em 2019?

O profissional de Recursos Humanos passou por muita coisa em 2018, definitivamente um ano de aprendizagem.

Primeiro, foi necessário implantar e precisar aprender a lidar com a Reforma Trabalhista, que trouxe novas formas de contratação e mudança no dia a dia dos funcionários. Em seguida, veio a implantação do eSocial, que, no fundo, envolvia rotinas que o departamento já estava acostumado, mas com processos totalmente diferentes e envolvimento de outras áreas das empresas. Como se não bastasse, a rotina da folha de pagamento, de retenção de funcionários, de desenvolvimento de programas de benefícios e de diversidade continuaram à tona no RH. E já é hora de pensar em 2019.

Todos os anos, o HR Trend Institute, instituição com sede na Holanda, divulga uma relevante lista no apontando as próximas tendências para a área de Recursos Humanos.

As previsões para 2019, assinadas pelo diretor do instituto, Tom Haak, já saíram e, para você ficar de olho nas novidades, copilamos os principais pontos.

1. Personalização
Historicamente, o RH sempre se concentrou em práticas e processos padronizados. Mudar a abordagem voltada às necessidades, desejos e competências individuais dos funcionários parece ser um ponto de partida difícil, mas um caminho sem volta.

Um exemplo é o recrutamento: temos uma estrutura organizacional com uma hierarquia e cargos bem definidos.

Próxima etapa: como encontramos os candidatos que podem preencher as respectivas vagas?
Outro exemplo, a maioria dos processos de integração são projetados de cima para baixo: o que queremos que os novos funcionários saibam quando entram na organização? A pergunta inversa raramente é feita: o que podemos aprender com os novos funcionários que entram na organização. Ainda vemos muitos programas direcionados a grupos, semelhante a uma sala de aula. No entanto, a maioria dos novos projetos de escritório leva em conta as diferentes necessidades dos usuários, repensando os layouts dos escritórios. Se você trabalha melhor perto de outras pessoas e precisa regularmente de conselhos de colegas, pode trabalhar em espaços abertos. Quando você precisa se concentrar em um relatório complicado, você pode se sentar sozinho em uma sala silenciosa. Para uma chamada com um cliente, você pode encontrar uma das pequenas cabines telefônicas.

Em 2019, a personalização receberá muita atenção e os funcionários e organizações serão beneficiados.

2. A confiança na organização
As pessoas confiam nas organizações em que trabalham? Os funcionários confiam na tecnologia? As pessoas confiam que as organizações usarão a tecnologia para seu benefício? Recentes pesquisas apontam que não. A questão da confiança precisa estar na agenda do RH em 2019 porque muitas das iniciativas do setor são projetadas com a suposição de que os funcionários confiam na organização e na tecnologia. Infelizmente, o HR Trend Institute alerta que o nível de confiança parece ser menor do que se tem imaginado.

3. Desenvolvimento como serviço
O HR Trend Institute fez uma comparação interessante com o futebol.
No esporte, os melhores jogadores contratam empresas para auxiliá-los no seu crescimento e desenvolvimento profissional. Essas empresas analisam o desempenho do atleta, discutem juntos os resultados e apontam caminhos para o contratante, sem que os clubes se envolvam, afinal, os interesses são diferentes. Se por um lado, o clube quer se tornar campeão este ano, do outro o jogador quer se transformar em um dos atacantes mais valiosos do mundo. A empresa contratada está focada nos mesmos objetivos de quem o contratou, ou seja, funcionando como um coaching de carreira do jogador. No meio empresarial vimos pouco disso. O trabalho de desenvolvimento como serviço, principalmente baseado em dados, é uma grande perspectiva de futuro que parece estar surgindo aos poucos e deve se destacar no RH em 2019.

4. Mapa da jornada do empregado
Essa “jornada de experiência do empregado” dentro da empresa promovida pelo RH é exagerada, segundo o HR Trend Institute. Nela, os profissionais do setor buscam incorporar essa experiência dentro de seus projetos e intervenções. Porém, são experiências para agradar gestores, sem foco real no funcionário. Esse mapa pode parecer uma estrada de mão dupla, mas, na realidade, só existe um caminho e as empresas geralmente esperam que o funcionário nunca encontre a saída, baseada na linha era “Queremos atrair e reter nossos talentos”. O conceito de experiência do funcionário é muito bom: como podemos oferecer aos funcionários uma experiência que atenda às suas necessidades, expectativas e capacidades? A tendência para o RH em 2019 – talvez mais desejada do que observada pelo instituto – é de transformar esse conceito em prática, voltada honestamente para o benefício dos colaboradores.

5. Chega de paternalismo
Frequentemente o RH adota uma abordagem muito paternalista, cheia de normas e imposições. Algo que pode ser observado em projetos de coaching, no treinamento e desenvolvimento de gerentes. Mas sabemos que, na prática, muitos gerentes não conseguem ser bons treinadores.

O RH projeta processos obrigatórios, que forçam os gerentes a ter sessões de coaching com seus subordinados diretos pelo menos duas vezes por ano, com o mau uso de novas tecnologias de chatbot, por exemplo, orientando preenchimento de formulários e fornecendo outras instruções. Para o HR Trend Institute, essa abordagem não funciona, pois ninguém sai satisfeito com estes processos. Por que forçar as pessoas a fazer coisas de que não gostam e elas não são muito boas? O RH em 2019 deve considerar outras abordagens.

6. Análise de pessoas
Na análise de pessoas, o ponto de partida é geralmente as necessidades da organização:
Como podemos reduzir a rotatividade de pessoal? Os níveis mais altos de produtividade são possíveis? Podemos medir o nível de risco nas diferentes partes da organização?
Os benefícios para o funcionário, individualmente, sempre recebem menos atenção. E é preciso rever isso no RH em 2019.
A questão da propriedade de dados também precisa ser abordada. A maioria dos funcionários não trabalha em algum lugar por toda a vida. Eles seguem em frente. O que acontece com os dados coletados sobre o funcionário? Permanecerá com a organização ou o funcionário poderá levar seu arquivo de dados pessoais? A expetativa do HR Trend Institute é que os funcionários possam se beneficiar com esse monitoramento de dados.

7. Menos é Mais
A percepção de que a área de Recursos Humanos está fazendo muito e que a lista de iniciativas é muito longa está prejudicando as organizações. O HR Trend Institute lembra que os funcionários e a gerência sênior devem procurar mais impacto com menos esforço.

8. Os grandes estão melhores
Os grandes players em soluções de negócios de RH estão ficando ainda maiores.
No passado, alguns eram céticos sobre a capacidade dos grandes players incorporarem novas tecnologias e serem flexíveis o suficiente para atender às diferentes necessidades das organizações. Agora o ceticismo parece diminuir e a expectativa é de que, os grandes players, especialmente, serão capazes de ajudar o RH a fazer uma completa transformação digital.

9. Laboratórios de Inovação
Experimentar novas tecnologias e novas soluções inovadoras de Recursos Humanos pode ser aprimorada com a instalação de um “Laboratório de Inovação de RH”.
Grandes organizações inovadoras, como a Deutsche Telekom e o banco RABO, estão investindo em laboratórios com equipes que se concentram em inovações tecnológicas de RH. O HR Trend Institute considera isso um desenvolvimento positivo: é bom para as organizações, pois elas aumentam o ângulo da curva de aprendizado. Os provedores de tecnologia de Recursos Humanos também se beneficiam, pois podem trabalhar e aprender com clientes sofisticados. Isso ajuda a mudar a imagem do RH, de lento e tradicional para rápido e inovador.

10. RH em 2019 é sobre pessoas
As expectativas de análise e tecnologia da força de trabalho costumam ser muito altas, três elementos devem ser considerados:
Em primeiro lugar, o comportamento humano não é tão fácil de prever, mesmo se você tiver acesso a muitos dados de pessoas.
Em segundo, a questão é em que medida gerentes, funcionários e profissionais de RH se comportam de maneira racional? Todos os seres humanos são propensos a vieses cognitivos, que influenciam a maneira como eles interpretam os resultados dos projetos de análise da força de trabalho.
O terceiro elemento mostra que os desenvolvimentos da Inteligência Artificial estão indo rápido, mas há muitas tarefas em que a tecnologia tem grande dificuldade de se aproximar do desempenho dos seres humanos. O RH pode agregar muito valor porque é o departamento mais especializado em pessoas e como elas podem se beneficiar de todas essas transformações.

Gostou das tendências para o RH em 2019 apontadas pelo HR Trend Institute? Acha que esse é o caminho que o departamento deve seguir mesmo?