EVP: qual sua importância na gestão de talentos?

Você sabe exatamente o que é EVP? A Employee Value Proposition é um conceito fundamental para conquistar talentos e construir vantagens competitivas sustentáveis e, logo, precisa ser conhecido por quem deseja um RH estratégico. 

Isso ocorre porque, quando buscamos atrair e reter os profissionais de maior potencial, a oferta financeira não é o único fator determinante. Há diversos outros elementos que podem ser o diferencial para manter ou contratar pessoas.

Para conhecer o conceito de EVP mais a fundo e entender sua relação com a gestão de talentos, continue lendo este conteúdo!

O que é EVP?

A proposta de valor para o empregado corresponde àquilo que a empresa oferece em troca dos serviços prestados em seu sentido global. A expressão abrange não apenas salário e bonificações, mas elementos imateriais, como cultura organizacional, marca empregadora e oportunidades de crescimento e qualificação profissional.

Desenvolver uma EVP atraente para os melhores profissionais traz diversos benefícios para a empresa:

  • ser mais competitiva para conquistar talentos em processos de recrutamento e seleção;

  • aumentar os níveis de retenção de colaboradores;

  • reduzir taxas de rotatividade;

  • gerar satisfação e motivação no trabalho;

  • contribuir com a estratégia de negócios, reduzindo os gaps de competência com a atração e manutenção de pessoas qualificadas.

Como construir uma boa EVP?

Como a proposta de valor abrange ganhos materiais e imateriais, diversas medidas do RH podem contribuir ou prejudicar seu potencial. Para não errar, ao construí-la, pense no colaborador como um cliente e busque entregas de valor que possam deixá-lo satisfeito. Listamos algumas dicas a seguir.

Trabalhe a cultura da empresa

Fortaleça um conjunto de crenças, hábitos e valores com os quais os profissionais possam se identificar. 

Invista em capacitações 

Disponibilize meios para que os profissionais desenvolvam conhecimentos, habilidades e atitudes úteis ao crescimento no cargo e na carreira.

Tenha competitividade salarial

Procure uma situação em que o ganho financeiro seja, pelo menos, próximo ao dos concorrentes — ou formas de compensar o gap.

Construa uma marca empregadora

Desenvolva sua imagem e reputação perante os profissionais, principalmente a de que sua empresa é um bom lugar para trabalhar.

Dê propósito e significado

Explore o impacto que sua organização gera ou pode gerar na comunidade, para que os talentos desejem participar.

Qual é a relação entre EVP e gestão de talentos?

As empresas de hoje precisam compatibilizar o interesse de diversas partes interessadas, como acionistas, fornecedores, clientes e empregados. 

A Employee Value Proposition reflete essa tendência de tratar o colaborar como um dos clientes a serem atendidos pela organização — alguém que precisamos satisfazer e fidelizar.

Escassez de talentos

Um ponto importante é que, ao fazerem esse movimento, as empresas investem em si mesmas. Isso, porque o capital humano é um dos principais ativos das organizações e um dos mais difíceis de desenvolver.

Além disso, a escassez de talentos é um dos desafios da atualidade. Por exemplo, em pesquisa do Manpowergroup, 52% dos recrutadores entrevistados relatam ausência de competências técnicas ou comportamentais como principal dificuldade para contratar.

Competitividade nos recrutamentos

A consequência é que as empresas competem entre si para atrair talentos e aumentar o capital humano, o que ocorre em dois pontos estratégicos:

  • meios empregados nos processos de recrutamento e seleção, como tecnologia, métodos de divulgação de vagas e técnicas;

  • proposta de valor ao empregado, ou seja, deixando a oferta veiculada pelos meios de recrutamento mais persuasiva.

Retenção de talentos

Outro processo de gestão de talentos afetado é a retenção. A decisão do colaborador pela permanência no negócio considera dois polos: a EVP da contratante atual e a melhor alternativa disponível. 

Por isso, dentro da Employee Value Proposition, os gestores pensam a experiência do colaborador — o equivalente ao pós-venda da contratação.

Resumidamente, assim como ocorre com um cliente, após fechar o contrato, é preciso realizar diversas entregas de valor para que o destinatário mantenha-se fiel e não busque uma marca concorrente. E parte disso depende da EVP.

Motivação e satisfação

Essa necessidade de fidelizar talentos deixa claro que a proposta não pode ser apenas um discurso, ela deve orientar as práticas da organização e, consequentemente, gerar as mencionadas entregas de valor no dia a dia.

Um efeito indireto dessa preocupação é manter os profissionais motivados e satisfeitos. Quando investimos em marca empregadora, cultura, qualificação, benefícios etc., influenciamos outros aspectos, como disposição e vontade do trabalhador.

Além disso, a EVP pode trazer um apelo específico capaz não só de atrair talentos, mas de manter a coesão em prol dos objetivos da empresa:

  • oferecer riscos, autonomia e grandes recompensas;

  • estar ligado ao trabalho socialmente relevante;

  • enfatizar a valorização das relações interpessoais;

  • focar oportunidades de crescimento, qualificação e planos de carreira;

  • veicular a chance de crescer com a organização. 

O segredo está na construção de uma cultura organizacional. A partir dos seus atributos, chega-se à marca empregadora e, posteriormente, ao apelo da proposta de valor ao empregado. 

Treinamento e desenvolvimento de pessoas

O impacto da EVP também pode ser visto na qualificação profissional. O motivo é simples: quanto maiores são os gaps de competência, maiores são os investimentos necessários para que a empresa deixe o colaborador em níveis adequados.

Logo, se uma organização atrai talentos, indiretamente, os desafios de treinar e desenvolver pessoas são amenizados.

Vantagens competitivas sustentáveis

Um último ponto é que a gestão de talentos é parte das tarefas do RH estratégico. Isso, porque as competências técnicas e comportamentais que integram o capital humano favorecerão o sucesso dos planos organizacionais.

Assim, como a proposta de valor para o empregado ajuda a reter talentos, a condição favorável será duradoura e permanecerá no médio e longo prazo.

Logo, essa é uma ferramenta à disposição da gestão de talentos para construir esse tipo de vantagem competitiva sustentável.

Por isso, a EVP deve ser tratada como prioridade na sua organização, como uma forma de aumentar e manter o capital humano. A prática tornará a gestão de talentos mais efetiva e contribuirá com o sucesso da estratégia de negócios.

Como inserir criatividade e inovação na cultura da sua empresa?

Naturalmente, um número cada vez maior de empresas aponta criatividade e inovação como catalisadores de crescimento. A conclusão é acertada e indica um caminho promissor, repleto de possibilidades, àqueles que se dedicam a criar e manter ambientes corporativos que endossem a busca incansável por soluções inovadoras e eficientes.

Esse tipo de postura faz toda a diferença no desenvolvimento sustentável da empresa, independentemente do porte ou do segmento de atuação. Por isso, desponta como uma das principais apostas gerenciais da atualidade.

Neste post, você entenderá um pouco mais sobre criatividade e inovação, reconhecendo a importância de fomentá-las na companhia. Em seguida, você terá acesso a dicas preciosas para incentivar comportamentos mais ousados e proativos em todos os membros da equipe. Boa leitura!

Qual é a importância da criatividade e da inovação nas empresas?

Antes de tudo, convém explicar que criatividade e inovação não são sinônimos. Enquanto a primeira está comumente associada ao potencial da mente e valoriza ideias que sobressaem o padrão, a segunda diz respeito a uma ação disruptiva, estimulando a implantação de algo criativo e extraordinário.

As duas posturas são interdependentes, complementares e têm muito em comum. Ambas desafiam o status — ou seja, as coisas como elas são — e estão focadas na construção de soluções não convencionais, o que as torna capazes de produzir resultados expressivos, quando não surpreendentes.

Na prática, a criatividade antecede e fortalece a inovação. É comum, por exemplo, que soluções criativas surjam a partir da associação entre conhecimento profundo do assunto, disposição para olhar o tema sob diferentes perspectivas e vontade genuína de resolver o problema de modo original.

Quando há potencial em uma ideia criativa e a decisão é incorporá-la ao cotidiano de processos, tem-se, portanto, a inovação. A importância desse movimento não é nova e, ainda em 2015, a inovação era uma das três prioridades empresariais para 79% dos grandes líderes mundiais.

De lá para cá, a mentalidade se expandiu e criou um movimento de CNPJs — grandes e pequenos negócios, com atuação nos mais diversos segmentos de mercados — que acredita no poder da criatividade e da gestão da inovação como uma forma eficiente de sobreviver e de diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo.

Como inserir criatividade e inovação na cultura da empresa?

Implantar uma cultura de estímulo à criatividade e à inovação demanda foco em estratégias integradas e transparentes. No esforço de tornar a equipe mais engajada aos objetivos de mudança e evolução da companhia, o departamento de RH desponta como um poderoso facilitador.

É preciso que os gestores da área se comprometam com o desafio e liderem o time de maneira coesa, efetiva e enérgica, catalisando a geração de ideias originais e acelerando a implantação das melhores soluções criativas.

Confira algumas das principais dicas para viabilizar um cenário de inovação na sua empresa!

Incentive a autonomia e a proatividade

O primeiro passo para gerar insights inovadores é dedicar-se a repensar modelos e soluções. Por isso, uma equipe proativa costuma ser mais produtiva e entregar um número maior de propostas criativas.

A dinâmica é, em teoria, bem simples: quando o colaborador tem autonomia para sugerir e sente-se compelido a dividir suas conclusões com uma liderança aberta a novas experiências, fica mais fácil obter a participação do time no desafio contínuo da inovação.

O panorama é diferente em organizações que limitam — ou pior, ignoram — a possibilidade criativa de seus funcionários. A falta de estímulo à proatividade compromete todo o fluxo disruptivo e prejudica os resultados da companhia no curto, médio e longo prazo.

Aposte na liderança participativa

Valorizar a liderança participativa, na qual a equipe tem a chance de participar ativamente das decisões corporativas, é um bom caminho para permitir que novas ideias fluam de modo espontâneo e recorrente pelo ecossistema de negócios.

Quando as deliberações sobre o futuro da empresa passam, também, pelas mãos daqueles que executam as tarefas operacionais, o senso de responsabilidade e de pertencimento são potencializados. Todos se sentem parte da estratégia, portanto, tendem a se dedicar ainda mais para a eficácia do projeto.

Em relação à criatividade e à inovação, vale mencionar que a liderança participativa, que integra as definições da gestão de pessoas, também é eficaz para incentivar a colaboração aberta e alavancar o volume de soluções criativas — e potencialmente inovadoras — no dia a dia de trabalho.

Crie uma cultura de feedback

Não seria equivocado dizer que o feedback, positivo ou construtivo, é o combustível da mudança. Ao criar um ambiente confortável e comunicativo, no qual as devolutivas de performance sejam recebidas como orientações de carreira, os líderes asseguram uma cultura focada da melhoria contínua.

Criatividade e inovação não escapam aos benefícios do feedback. Imagine, por exemplo, que um dos colaboradores da fábrica tenha submetido à Diretoria uma ideia criativa para reduzir os desvios de produção.

Caso a proposta seja viável, resultando em uma inovação importante no processo produtivo, é interessante que haja um feedback positivo e um agradecimento individualizado.

Da mesma forma, caso a implantação não seja possível, é preciso que o gestor se comprometa a agradecer pela ideia, a explicar a impossibilidade de aplicá-la e, claro, a incentivar que novas sugestões sejam compartilhadas internamente.

Trabalhe o RH da empresa

Finalmente, surge a necessidade de posicionar o RH como o grande maestro de uma cultura voltada à criatividade e à inovação. Os profissionais da área devem se comprometer com o desafio e, assim, criar estratégias aderentes para estimular comportamentos originais e disruptivos.

Por um lado, pense na possibilidade de criar programas de incentivo e de estabelecer um sistema de reconhecimento às boas ideias. Por outro, certifique-se de mobilizar a alta administração e de ressaltar a importância de receber, analisar e implantar soluções pensadas por quem está na linha de frente da operação — Financeiro, Marketing ou PCP.

Na prática, é cada vez mais valioso contar com uma equipe engajada na transformação e comprometida com o sucesso do negócio. Para isso, criatividade e inovação revelam-se como recursos essenciais para garantir o crescimento sustentável das empresas modernas.

Construção de cultura ágil

Mudanças rápidas no mercado, nas necessidades dos clientes, na tecnologia, na concorrência e nas regulamentações são cada vez mais comuns no ambiente corporativo. E isso demanda, mais do que nunca, que as organizações sejam capazes de responder e se adaptar rapidamente. A agilidade organizacional não deve ser vista como um diferencial, e sim uma necessidade.

Por que empresas como Magazine Luiza estão conseguindo superar a crise e retomar níveis de resultado muito próximos ao período anterior à crise? Somente por ter uma boa presença digital? Essa característica é determinante, mas não é tudo. A vantagem competitiva passou a depender da capacidade de agir de forma rápida, decisiva e eficiente na identificação, resposta e exploração das mudanças.

Para que um modelo de organização ágil seja um sucesso, as empresas devem projetar estruturas, governança e processos com um conjunto relativamente estável de elementos centrais:

Estrutura da organização – Migração de estruturas hierárquicas de gerenciamento para equipes que trabalham nas jornadas e mais perto dos clientes internos e externos, tendo mais controle sobre a tomada de decisões;

Equipes e projetos – Redes ou equipes montadas rapidamente com base em conjuntos de habilidades, e rapidamente desmontadas quando as melhorias nas jornadas são concluídas. Colaboradores passam a atuar em projetos que fazem uso de suas habilidades, permitindo que a equipe trabalhe em vários projetos de diferentes áreas;

Gestão de equipes – Os gestores não se concentram apenas em supervisionar pessoas, mas lideram projetos e patrocinam os colaboradores para suportar os requisitos do projeto.

Cultura – Indiscutivelmente o elemento mais importante para garantir que a organização ágil seja um sucesso, a cultura ágil da empresa terá influência em todas as áreas e todas as funções.

Manter a forma tradicional de atuar não é uma opção para empresas em meio a crises como a pandemia que atravessamos. É preciso que haja capacidade de implementar mudanças conforme o mundo se transforma.

Ao mudar a maneira como trabalhamos, incentivamos que as equipes se afastem do hábito de apontar culpados e estimulamos a colaboração e o pensamento em rede, com mais criatividade e uma entrega de valor mais rápida.

Essa mudança de mentalidade corporativa mantém a equipe em foco e os ajuda a se auto gerenciar. E isso pode ser alcançado através de um conjunto de atitudes que sustentam um ambiente de trabalho ágil:

Respeito – A maioria dos trabalhos em equipe precisa começar com respeito pelos colegas de equipe em todos os níveis da organização, no cliente e no próprio produto também é fundamental para manter um ambiente de trabalho ágil.

Colaboração – Com sistemas cada vez mais complexos sendo construídos e, posteriormente, problemas complexos sendo resolvidos, nenhuma pessoa seria capaz de manter todas as informações necessárias em sua cabeça para concluir uma tarefa. A facilitação da colaboração, por meio de ferramentas e comportamentos podem melhorar a qualidade e o número de discussões colaborativas.

Ciclo de Aprendizagem – Permitir que os indivíduos tentem algo novo e, sim, possivelmente falhar, dá à equipe a oportunidade de aprender e melhorar a si mesma. Os indivíduos não devem ser enganados por erros, mas sim apoiados por correr riscos e aumentar o conhecimento do grupo.

Foco na entrega de valor – O ponto principal de uma equipe ágil é agregar valor ao cliente. A equipe deve ser capaz de se concentrar no que é de maior valor no momento e entregar com o conhecimento de que outras pessoas na organização (gestores e scrum masters, por exemplo) estão lá para ajudar a remover quaisquer impedimentos.

Capacidade de adaptação à mudança – se o cliente ligar duas horas após uma reunião e quiser fazer alterações, a organização entrará em ação. Qualquer processo para gerenciar essa alteração não pode ser um impedimento para a mudança.

Cultivando e nutrindo essa mentalidade, seja antes, durante ou depois da adoção ágil, os colaboradores se mantêm comprometidos, entregando valor e deixando os clientes satisfeitos com os resultados.

Relacionamento entre RH e empreendedorismo vai gerar maior escalabilidade no negócio após a crise

Desde a Revolução Industrial, o RH é o centro estratégico de uma empresa, principalmente diante de um novo cenário global ocasionado por uma pandemia. Empreendedores que vão retomar seus negócios ou pôr em prática novos projetos precisam entender, antes de tudo, que as pessoas são o ativo mais valioso dentro de uma corporação e é por meio delas que se pode alcançar objetivos e vencer desafios.

A área de recursos humanos é responsável por fazer as coisas funcionarem. Sem pessoas e colaboradores que exercem suas funções com êxito, não há empresa que se sustente. Por esse motivo, é fundamental redobrar a atenção para esse setor, no momento em que um empreendimento for estruturado. O estudo Sólides Report levantou informações com as mais de 1.500 instituições parceiras e apontou que não é exagero dizer que o sucesso de qualquer negócio depende de seus funcionários, desde que cada um esteja na função adequada.

Em linhas gerais, o empreendedorismo e o RH não devem ser pensados como atividades distintas. Em meio a essa realidade que o mundo corporativo está vivendo, desenvolver um departamento de recursos humanos bem estabelecido dentro de uma companhia pode diminuir gastos, aumentar a produtividade, integrar funcionários, melhorar processos e proporcionar melhor comunicação interna. Existem tecnologias que corroboram com essa gestão e que podem ser utilizadas dentro do setor de RH, contribuindo para o sucesso.

É visível que as corporações estão lidando com uma nova Revolução Industrial onde a realidade dentro das empresas mudou completamente. Há um novo cenário sendo construído nas companhias onde o grande papel do gestor é focar, mais do que nunca, na eficiência operacional dos colaboradores e criar processos cada vez mais eficazes. Para garantir a retomada de um negócio neste momento de crise, é preciso que o empreendedor tenha esse enfoque.

É tempo de adaptação e criação de processos cada vez mais inteligentes, mas para isso, é preciso apostar na tecnologia – o jeito mais rápido, fácil e barato para se ganhar eficiência dentro das corporações.

Está mais do que na hora de revermos práticas, traçarmos avaliações mais constantes dos processos internos, pois não faz mais sentido seguirmos um modelo desconectado com a velocidade em relação ao tempo em que estamos vivendo. É preciso investir em modelos cada vez mais ágeis dentro das empresas. O RH precisa embarcar em uma era da tecnologia, pois historicamente é ela quem ajuda as corporações, sejam elas grandes ou pequenas a terem significativa redução de custo e eficiência corporativa e é exatamente a tecnologia que vai ditando o comportamento de como gerir pessoas ao longo do tempo.

O mundo em que vivíamos não existe mais. Estamos construindo um novo cenário e a grande sacada é aprendermos com as experiências do passado. Devemos praticar o desapego da vida corporativa que tínhamos antes para adotarmos novos modelos de negócios.

Quatro séries clássicas para refletir sobre o mundo corporativo

Não faltam listas e indicações de filmes e séries para ajudar a lidar com o isolamento social. Selecionamos quatro opções clássicas para refletir (e se divertir) com o mundo corporativo e aproveitar o final de semana.

“Parks and Recreation”
Reúne alguns dos principais talentos da nova geração americana de comediantes. De maneira leve, irônica e divertida, aborda temas como relações entre equipes, romance no escritório, movimentos feministas (e até mesmo a importância de ficar em casa quando se está doente).

“The Mary Tyler Moore Show”
Questões como igualdade salarial e igualdade de gênero já eram abordadas nessa série clássica dos anos 70. Considerada por muitos críticos de televisão e cultura como um das produções pioneiras do protagonismo feminino no ambiente de trabalho.

“The Office”
Considerada uma das melhores paródias já feitas sobre o universo corporativo, apresenta o lado mais infame da rotina do escritório – e como é possível encontrar um sentido profissional mesmo em ambientes burocráticos.

“Suits”
A famosa série com Meghan Markle. Os episódios abordam temas como a importância de encontrar um mentor e os caminhos que formam a personalidade de um líder.

Como aplicar o endomarketing na sua empresa?

Quando uma empresa quer conquistar e fidelizar clientes externos, ela investe em marketing. Quando ela entende a importância de fazer o mesmo com os clientes internos – ou seja, os colaboradores –, ela passa a investir em endomarketing.

O capital humano é um dos ativos mais importantes na corrida pela competitividade. Um time engajado e comprometido é capaz de gerar resultados além do esperado. Muitas pessoas pensam que comemorar o aniversariante do mês e colocar recados na cozinha é o suficiente para uma estratégia de endomarketing bem-feita.

Sentimos por avisar que esse é um engano. O endomarketing é muito mais que isso! Para que você fique por dentro do assunto, este artigo revela:

  • conceito de endomarketing;

  • exemplos de ações de endomarketing no RH;

  • benefícios de sua aplicação;

  • aplicação do endomarketing nas empresas;

  • cases de sucesso de uma boa estratégia.

Preparado para saber mais sobre o assunto ? Então, vamos lá!

Conceito de endomarketing

O endomarketing, também chamado de marketing interno, é uma estratégia de marketing focada no capital humano de uma empresa. A base do endomarketing é o relacionamento. Quando uma organização decide estabelecer uma relação saudável com seus colaboradores, ela está melhorando sua imagem e facilitando a fidelização desse público com o negócio.

Quando o público interno foi fidelizado, significa que a companhia estabeleceu uma forte marca empregadora e alcançou a retenção de talentos, elementos cruciais para o sucesso em um mercado tão competitivo.

Exemplos de ações de endomarketing no RH

Partindo do princípio de que um dos objetivos do endomarketing é fazer com que os colaboradores se sintam parte da empresa, são exemplos de ações:

  • treinamentos e capacitações;

  • incentivos ao diálogo e à troca de experiências;

  • eventos corporativos voltados aos colaboradores;

  • valorização do desempenho individual e coletivo;

  • melhorias nos processos de comunicação interna.

Benefícios de sua aplicação

Quando a empresa investe em estratégias de endomarketing bem-elaboradas, ela solidifica seu negócio até mesmo nos cenários mais competitivos. Isso porque sua aplicação traz diversos benefícios. Merecem destaque:

  • a satisfação dos colaboradores com a empresa;

  • a redução da rotatividade;

  • a otimização da motivação;

  • as melhorias na qualidade de vida no trabalho e no clima organizacional.

Aplicação do endomarketing nas empresas

Geralmente, quem trabalha com gestão de pessoas costuma ser bastante criativo quando o assunto são ações voltadas para o público interno. Contudo, a criatividade não é garantia de que as ações serão um sucesso. É necessário respeitar o perfil do público interno e a cultura organizacional.

Para que você acerte no programa de endomarketing, separamos 4 dicas que prometem trazer mais eficiência na aplicação. Confira!

1. Atenda às expectativas da equipe

Uma vez que o endomarketing se baseia no relacionamento entre a empresa e o capital humano, é importante que haja confiança. A confiança é um dos elementos principais em qualquer relação de sucesso. Por isso, tome cuidado para que a empresa prometa apenas o que pode cumprir.

Se os programas de marketing interno vão envolver recompensas e bônus, tenha cuidado para atingir as expectativas. Por exemplo, se a empresa vai fazer um sorteio na festa de final de ano, não estimule a imaginação das equipes com anúncios grandiosos. Deixe nítido o que será sorteado, ou não fale nada. Deixe que as pessoas descubram no dia.

2. Respeite a cultura organizacional

Em síntese, a cultura organizacional de uma empresa significa o conjunto de valores, crenças, posicionamentos, objetivos e regras de conduta adotadas por essa organização. É de extrema importância que os colaboradores sejam envolvidos nessa atmosfera, e que as estratégias de endomarketing respeitem essa cultura.

As ações de marketing interno também servem para manter os profissionais integrados a esses princípios e contribuem para que se identifiquem com os propósitos da empresa. Despertar esse senso de pertencimento é fundamental para que o público interno compre essa proposta e coloque tudo isso em prática.

3. Descubra o que os colaboradores esperam da empresa

Se as estratégias de endomarketing são voltadas ao público interno, deixe que os próprios colaboradores revelem o que os mantêm motivados e engajados ao negócio. Pergunte, pesquise, converse, escute o que é declarado abertamente e saiba ouvir nas entrelinhas.

Você pode descobrir que as demandas do seu time são muito mais simples do que parece e acertar em cheio nas escolhas para um marketing interno de sucesso.

4. Meça os resultados

Como qualquer estratégia, os resultados promovidos pelo endomarketing também devem ser medidos. Só assim a empresa pode saber se está acertando nas escolhas e garantindo seus benefícios.

A avaliação também dá oportunidade para modificar o que não está dando certo antes de levar prejuízo. Ou seja, você pode achar que mandou bem organizando eventos periódicos para os colaboradores, mas, quando calcula os índices de turnover dos últimos 6 meses, vê que nada mudou.

Por isso, é muito importante aderir aos indicadores de desempenho na rotina da empresa. Em relação às estratégias voltadas para gestão de gente, as principais são:

  • nível de satisfação medido pelas pesquisas de clima;

  • taxa de absenteísmo;

  • nível de produtividade;

  • retorno sobre investimento (ROI).

Cases de sucesso de uma boa estratégia de marketing interno

Grandes empresas nos ensinam muito sobre criatividade e inovação na hora de planejar as estratégias de endomarketing.

A FIAT é um exemplo disso. Você sabia que a empresa permite que os colaboradores sejam os primeiros a fazer um test drive nos modelos que ainda serão lançados no mercado? Outro é a operadora de planos de saúde Golden Cross, que também foi além e já destinou mais de 750 mil reais para o marketing interno.

As propostas de premiação incluem compra e reforma da casa própria, eletrodomésticos e outros artigos para casa – tudo para bonificar os melhores vendedores da empresa. A empresa garante que teve uma melhora expressiva nos resultados com a ação.

Quando você cria estratégias de marketing, está vendendo o produto e os serviços da empresa. Quando investe em endomarketing, está vendendo as metas, os objetivos e a cultura organizacional para a equipe.

Positividade em tempos de crise

Tenho conversado com mais de 100 profissionais por semana nesses tempos de quarentena. Para todos eu faço a mesma pergunta: o que estão fazendo para se manter positivos em meio ao cenário da covid-19? O interessante é que muitas respostas de pessoas que nunca se viram coincidem, por isso achei interessante de compartilhar com vocês os principais insights que recebi:

Pergunte para si mesmo sobre o que te faz feliz

Pense em pequenas coisas que podem te fazer feliz e inclua na rotina ao longo dos dias. Não precisa e nem deve ser algo grandioso. Eu, por exemplo, gosto de ler livros dos mais diversos assuntos e reservei um espaço na minha agenda para ler, pelo menos, uma hora por dia. Também gosto de fazer atividades com meus filhos e tenho feito sessões de culinária envolvendo os dois.

Não fique tão viciado em redes sociais

As redes sociais são importantes para socializar com os amigos, principalmente nesse momento de reclusão. No entanto, o excesso pode elevar o nível de estresse, seja pelo alto número de notícias alarmantes ou informações falsas, além do fato de corrermos o risco de ver postagem de pessoas em clima de férias e com privilégios contrários a realidade da maioria.

Pratique algo para esvaziar a sua mente

Considere aderir à meditação ou colocar em prática conceitos de mindfulness. Avalie se essas atividades fazem bem para o seu perfil. Caso não se adapte, tente algo mais dinâmico, como dançar, tocar um instrumento ou jogar uma partida de xadrez. Tudo, claro, dentro de casa.

Faça pausas ao longo do dia

A tendência do home office é trabalharmos mais, se compararmos à rotina que tínhamos antes da pandemia. Então, é bom se policiar. De tempos em tempos, faça uma pausa para um café, dê uma volta pela casa ou aprecie a vista da janela. Quando nos permitimos essa pausa, a tendência é retomarmos as atividades mais focados.

Não se force demais em ser positivo o tempo todo

Quando estamos demasiadamente focados na nossa própria felicidade tendemos a nos isolar de outras pessoas com a sensação que o outro possa interferir no nosso positivismo. No entanto, minha percepção é de que o distanciamento total do mundo externo pode nos levar a picos de desânimo e estresse, principalmente em pessoas perfeccionistas. O cenário não está fácil e não sabemos até quando ele será assim. Então, é importante ter a resiliência para aceitar que teremos dias mais positivos do que outros, e está tudo bem.

Faça uma lista das coisas boas que estão acontecendo na sua vida na quarentena

Já parou para pensar sobre as coisas que você não conseguia fazer por causa da correria do dia a dia e agora encontrou um tempo? Eu, por exemplo, não estou satisfeita com o distanciamento social, mas estou satisfeita por não ter que enfrentar o trânsito e estou adorando poder passar mais tempo em família participando mais da rotina de todos. Com certeza tem algo de positivo no que estamos vivendo. Faça uma reflexão a respeito.

Faça uma lista de tarefas 

Antes mesmo da pandemia, meu dia sempre era guiado pela lista de atividades que precisavam ser realizadas. Minha recomendação é que você tente fazer uma também porque é um ótimo método para visualizar o quanto o seu dia rendeu. A frequência pode ser diária ou semanal. O importante é que o processo exista e que você comemore sempre que conseguir concluir alguma ação. São pequenas vitórias que geram sentimentos bons ao longo do dia.

Organize a sua casa e o seu local de trabalho

Faça isso da forma que achar melhor. Algumas pessoas relataram para mim que se sentiram bem fazendo uma faxina na casa, enquanto outras adotaram o método da Marie Kondo. Enfim, cada um se adapta de uma forma particular de organização, mas é fato que um local organizado, limpo e agradável vai aumentar a produtividade e a sensação de felicidade.

Mantenha contato com os colegas de trabalho

Essa socialização pode ser por telefone ou chamada de vídeo, o importante é que ela aconteça. Entre os profissionais com os quais tenho conversado, a grande maioria afirmou que manter contato com outras pessoas da empresa, utilizando recursos de voz e vídeo, tem sido um ótimo investimento de tempo para se sentir melhor.

Não se cobre tanto

Todos iniciamos o ano de 2020 com metas agressivas, dentro de uma conjuntura de retomada da economia, um mercado demonstrando sinais de melhora e um PIB em crescimento. O cenário mudou e é natural que os entregáveis mudem também. Aceite isso e não fique chateado se os resultados do segundo trimestre forem ruins ou abaixo do que foi projetado inicialmente. É importante, nesse momento, fazer uma reavaliação de todas as metas em alinhamento com seu gestor direto. Tenha resiliência para aceitar que nem tudo vai sair conforme planejamos.

Espero, de verdade, que esses insights possam te ajudar a manter um clima positivo, na medida do possível. É importante ressaltar que a noção do que faz cada um feliz varia de pessoa para pessoa e cabe a cada um refletir no que pode te fazer mais feliz dentro do contexto atual. As notícias dos órgãos de saúde alertam que ainda temos muitos desafios pela frente, pois ainda estamos a caminho do pico da pandemia. Mas, não podemos nos deixar contaminar demais apenas com notícias catastróficas e negativas. Esse excesso não ajuda. Por isso, reflitam a respeito dos pontos que eu citei. Assim, será mais fácil agregar leveza para os próximos dias.

Por Isis Borges
Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Os conselhos de Charles Duhigg que podem melhorar a produtividade no home office

Nas últimas décadas, neurologistas, psicólogos, sociólogos e publicitários finalmente começaram a entender como os hábitos funcionam – e, o mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo eles têm enorme impacto na nossa saúde, produtividade, estabilidade financeira e felicidade.

Após três anos consecutivos na lista de best-sellers do New York Times, o livro “O Poder do Hábito” tornou-se uma das principais referências sobre o tema. A obra também rendeu ao americano Charles Duhigg o Prêmio Pulitzer de Reportagem Explicativa.

Duhigg ganhou notoriedade mundial ao apresentar uma visão fascinante sobre como somos patologicamente comandados pelos nossos hábitos. Sua linha de pesquisa é orientada por um argumento inovador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformar hábitos pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

Em tempos nos quais as pessoas atravessam a clausura em prol da sobrevivência — e tocam projetos profissionais e pessoais dentro de suas próprias casas —, o escritor nos dá demonstrações práticas sobre como a adoção consciente de hábitos pode ser determinante para nossos sucessos ou fracassos.

Charles compartilhou que passou os últimos anos de sua carre investigando por que algumas empresas conseguem ser mais produtivas do que outras. Em sua opinião, a resposta pode estar nos hábitos dos colaboradores. Assim, o grande desafio que um líder pode encontrar nos dias atuais é saber identificar quais hábitos podem acelerar a produtividade da equipe — e quais podem atrapalhar.

Do micro para o macro – “A cultura organizacional só muda a partir de indivíduos, da mudança individual de cada um de nós”, afirma. Ou seja, é fundamental que as empresas entendam que o engajamento e alinhamento de cada membro da equipe com o propósito da organização é um ponto fundamental para que essa ruptura do mundo como conhecíamos seja superada e até utilizada como mola propulsora para novos êxitos.

Segundo Duhigg, um grande erro que muitas empresas cometem é achar que quanto mais um funcionário está ocupado, mais produtivo ele é. Isso é um equívoco. Nosso cérebro se acostuma com a rotina que criamos, para que em dado momento façamos muitas dessas atividades no automático, sem que seja necessário parar para pensar. Por isso, realizar o maior número de tarefas nova no dia impede sua equipe de ser mais criativa e produtiva.

A pausa que leva ao crescimento – Não há inovação sem que haja uma quebra de paradigmas e transformações de comportamentos a fim de que caminhemos juntos em todo o processo de inovação que o mercado anda acompanhando. Entretanto, mudar um hábito não é fácil, ainda mais para nós que somos seres analógicos vivendo numa era digital. O que os como líderes podem fazer para mudar isso é tentar promover momentos de distração, que quebrem essa rotina, e façam o cérebro trabalhar melhor. Assim como nas receitas gastronômicas, as características profissionais também demandam um tempo de adaptação e descanso para que o crescimento adequado ocorra.

“As pessoas mais produtivas são aquelas que desenvolvem hábitos para reduzir o ritmo e focar em prioridades”, declara o escritor. Como mudar um hábito? Charles explica que ele é construído através de 3 fatores: um gatilho, uma rotina e uma recompensa. A recompensa é o que muda o hábito de uma pessoa. As mais poderosas, que criam hábitos mais fortes, são todas emocionais.

Pessoas movem pessoas – Criar laços emocionais dentro da sua equipe pode ser o melhor caminho para torná-la mais criativa e produtiva. Construir uma relação de confiança entre líderes e colaboradores, mostrar que está tudo bem em falhar, e aprender com os erros são atitudes positivas e transformacionais, que fazem da sua equipe um time bem sucedido.

Líderes ágeis são aqueles que entendem que todos somos humanos, e humanos falham, sentem, ficam tristes e com raiva. Mas de tudo isso sempre há um aprendizado. A inovação é um tiro no escuro, se não estivermos preparados para falhar, nunca iremos aprender a lidar com as mudanças de mercado.

Bem-estar corporativo e produtividade

Segundo uma pesquisa realizada pelo ISMA em nove países do mundo, o Brasil foi apontado como o segundo país com maior nível de estresse, cerca de 70% dos brasileiros sofrem deste mal. Normalmente o estresse leva a consequências como exaustão física e emocional, alinhadas ao sentimento de falta de realização profissional.

Desta forma, os programas de bem-estar corporativo devem fazer parte das organizações, pois colaboradores motivados e engajados proporcionam resultados melhores e aumentam a produtividade. Os colaboradores precisam se sentir parte da organização e caminhar junto com ela.

É neste ponto que os programas de bem-estar corporativo entram em cena, proporcionando mudanças positivas dentro do ambiente organizacional, gerando maior assertividade e melhorando o desempenho dos funcionários. Além disso, empresas que promovem o bem-estar reduzem custos com a saúde e auxiliam na prevenção de doenças crônicas.

As empresas devem direcionar seus esforços para a prevenção, e aplicar métodos adequados à cada realidade, alinhados aos valores e missão. Vemos um aumento significativo na pressão por resultados, tornando a saúde mental e física de todos os envolvidos um foco de atenção.

Os gestores devem aproveitar as novas tecnologias para criar uma cultura organizacional de bem-estar, incentivando hábitos saudáveis. Uma pesquisa da Sodexo, feita em sete países, revelou que as ações relacionadas à qualidade de vida implementadas nas organizações melhoraram o clima no trabalho para 91% delas, ocasionaram mais atração de talentos para 76%, e geraram mais produtividade para 86% e mais rentabilidade para 70%.

Os benefícios que uma rotina de atividades físicas e cuidados com a saúde trazem aos colaboradores dão um impulso fundamental para que as empresas possam se reinventar e enfrentar os desafios impostos pelo mercado, sem deixar de ser lado o fator humano.

Competências de um líder de sucesso

“Todo líder deve ser flexível, podendo inclusive mudar de opinião”

“Todo líder deve estar aberto e receptivo às tentativas de inovação, mesmo sabendo que isso pode ocasionar erros.”

O que essas duas afirmações têm em comum? Responda a primeira coisa que vier à sua mente!

Elas têm em comum o seguinte aspecto: se o líder tem essas duas características marcantes em sua condução, ele incentiva o aprendizado e o crescimento contínuo de sua equipe; se não as tem, provavelmente é um líder ultrapassado e com conceitos antigos e inadequados para os dias atuais.

Admitir erros nunca foi e nunca será uma tarefa das mais fáceis, mas posso afirmar que o líder que consegue lidar de maneira mais equilibrada com os erros, tem uma maior vantagem competitiva sobre outras empresas que não aplicam o mesmo conceito.

Para assegurar e encorajar essa postura de aprendizado e evolução dentro de sua equipe, os líderes devem garantir, de todas as maneiras, que estão abertos e sempre dispostos a aprender e mudar.

Na maioria dos casos, onde vemos que empresas, empreendedores e organizações conseguiram implementar mudanças que trouxeram grandes frutos, foram mudanças que surgiram após algum tipo de fracasso que ocorreu na própria organização ou com algum player do mercado, ou seja, na maioria das vezes, o resultado não tão bom é essencial para o aprendizado.

2 – Gerar conexão e pertencimento

Não preciso nem dizer que nós, humanos, somos uma espécie altamente sociável. Claro que uns mais, outros menos, mas afirmo com convicção que nascemos com a necessidade básica de pertencer aos mais diversos grupos sociais, seja no seu ambiente de trabalho, familiar, onde pratica algum hobby ou em qualquer outro lugar.

E onde você, como líder, consegue imaginar que pode potencializar seus resultados sabendo dessa informação?

Líderes que se comunicam abertamente, com frequência e que conseguem, de alguma maneira, criar sentimentos positivos em sua equipe conseguem construir uma base muito forte para a conexão e a interação entre seus colaboradores.

Sabemos hoje, através de estudos liderados pela Psicologia Positiva, que um profissional satisfeito e feliz pode render até 40% mais em seu trabalho e, se ele tiver um grande amigo dentro do ambiente de trabalho, pode render até 30% mais, ou seja, é cientificamente comprovado que gerar conexão e um senso de pertencimento na sua equipe irá alavancar seus resultados.

Dica de ouro:

Identifique de maneira singular que medidas podem ser tomadas para estabelecer conexão, como por exemplo:
•Sorrir
•Chamar a pessoa pelo nome
•Lembrar de seus interesses
•Perguntar sobre os membros de sua família

E se por acaso você é líder de uma equipe muito grande, e não consiga ter um contato diário com todos, foque sua atenção nos formadores de opinião, que serão seus embaixadores quando precisar desenvolver algum novo projeto ou mudança estratégica.

3 – Senso de ética e clareza

Nossa terceira competência combina dois atributos que costumo ouvir muito quando estou aplicando algum treinamento dentro das organizações. Liderados exigem ética de seus líderes, assim como a comunicação de expectativas e cobranças de forma clara e objetiva.

Juntas, essas competências têm a capacidade de criar um ambiente seguro e de alta confiança para todos. Afinal, a equipe é o reflexo do seu líder, não é verdade?

Portanto, se você conseguir manter seus padrões éticos claros, e comunicar suas metas e exigências de maneira objetiva, tenha certeza que seus colaboradores sentirão a confiança necessária para honrar todas as regras durante o processo.

4 – Inteligência emocional

Existe uma teoria, do escritor americano Stephen Covey, que vai de encontro ao que hoje chamamos de Inteligência Emocional.

Covey deu o nome de 90/10 para essa teoria. Ela nos ensina, basicamente, que 10% do que acontece com todos no decorrer de suas vidas realmente são obra do acaso ou do destino, mas que 90% de tudo o que acontece com cada um está diretamente relacionado às atitudes e aos comportamentos que temos quando somos impactados pelos 10% que não temos controle.

Ou seja, temos um alto nível de responsabilidade em relação a tudo o que acontece conosco. Trazendo isso para o ambiente de trabalho, quero te fazer algumas perguntas:

Alguma vez você já tomou alguma decisão precipitada por estar desequilibrado? Suponhamos que algo que te marcou de forma negativa no passado acontecesse novamente agora, você teria uma reação diferente? Qual seria essa reação?

O que estou tentando te dizer é o seguinte: você não tem como controlar todos os problemas que acontecem com você, mas pode, de maneira consciente, melhorar a maneira como reage a eles.

Ter sabedoria e autonomia, mesmo que de forma parcial, sobre seus sentimentos faz parte do processo de amadurecimento da inteligência emocional e, com toda certeza, isso te ajudará a potencializar seus resultados.

5 – Comprometimento e Execução

Eu diria que é praticamente impossível uma pessoa que deixa tarefas para a última hora e não consegue pensar nos resultados chegar ao topo em sua carreira. Muitas vezes, é extremamente complicado manter seu desempenho consistente, porque isso exige clareza total e absoluta sobre seus objetivos, o que para muitos é extremamente difícil.

Posso te afirmar que uma maneira de facilitar esse processo é justamente quando você enxerga no trabalho, na sua função, um meio para atingir um fim que te dê prazer e satisfação, e assim é mais fácil ter comprometimento. Se você não está cumprindo seus prazos com a eficiência e a rapidez que são necessárias, reavalie o que te impede de se envolver com aquela tarefa de maneira mais profunda e consistente.

Aplique o mesmo comprometimento para tudo na vida. Não se atrase para encontros e cumpra sua palavra, fazendo disso um hábito regular em sua vida. Como qualquer hábito, o senso de urgência funciona melhor quando entra na rotina de maneira natural.

6 – Relacionamento e Networking

Saber trabalhar em equipe, em busca de um objetivo comum, é requisito básico, não importa a sua posição atual. Se você não faz ideia de como o que você fala pode ser recebido pelos outros, tenho uma notícia para te dar: com certeza, isso é um é mau sinal para o bom desenvolvimento da sua carreira.

Quem tem uma boa capacidade de relacionamento não faz discriminação e trata todos os membros da organização do mesmo modo, do estagiário ao presidente, mantendo uma relação de respeito, atenção e empatia. Se você não está convencido sobre isso, pense também que as posições podem rapidamente se inverter, pois vivemos em um mercado altamente dinâmico. É de suma importância perceber o impacto que suas ações e seus comportamentos causam nas pessoas, e não buscar somente que o seu desejo prevaleça a todo momento.

Networking não está ligado diretamente a quantas pessoas estratégicas você conhece ou se coleciona cartões, mas quantas dessas pessoas reconhecem em você um profissional que realmente pode fazer a diferença.

7 – Propósito e Missão

Em qualquer área de atuação, é de suma importância ter clareza do que a equipe está buscando, entender com perfeição e de forma detalhada qual é o resultado ideal que estão buscando é muito importante para elevar os níveis de engajamento da empresa.

Podemos imaginar que a empresa é um barco e que cada colaborador pode pegar seu remo e forçar para que a embarcação vá para um lado diferente. Portanto, a função de um líder de sucesso é fazer com que todos entendam a missão e qual é o resultado que todos devem alcançar, fazendo com que todos remem para o mesmo lado.