Como se preparar para uma entrevista online?

Um candidato e um recrutador conversando. Um está em casa e outro na empresa. Imaginou a cena? Isso é possível graças às novas tecnologias aplicadas nos processos seletivos e, entre as mais comuns, está a entrevista online. Estamos nos acostumando a ver cada vez mais recrutamentos sendo executados pela internet, principalmente por pouparem tempo tanto de candidatos quanto da empresa. Uma entrevista virtual é muito parecida com a presencial, porém existem algumas diferenças e você precisa se preparar para aproveitar as oportunidades e não deslizar em detalhes que podem fazer a diferença na avaliação. Por isso, neste post, vamos te dar algumas dicas para se sair bem no processo seletivo online. Acompanhe!

DICAS PARA SE DAR BEM NA ENTREVISTA ONLINE

Fazer uma entrevista online traz algumas facilidades, como evitar o deslocamento até à empresa, mas não é por estar em um ambiente diferente que dá para descuidar da postura, do foco e do planejamento. Um exemplo é que, da mesma forma que para uma entrevista presencial você calcularia o tempo até chegar ao local, você também deve estar disponível com antecedência para garantir que tudo esteja funcionando para a hora marcada. Vamos ver mais algumas dicas como essa para te ajudar? 

PESQUISE SOBRE A EMPRESA

A primeira dica vale para todo e qualquer processo seletivo. Antes de qualquer coisa, se prepare conhecendo a empresa e a vaga para a qual você está se candidatando. Busque todas as informações que puder sobre ela e entenda o seu segmento. O site oficial e as redes sociais darão a você uma boa referência da cultura organizacional e do que esperar na entrevista. Se possível, converse com algum profissional que trabalha ou trabalhou na companhia. Assim, ficará mais fácil interagir na conversa quando o entrevistador contar sobre a oportunidade e, claro, mostrará a ele que você teve a iniciativa de pesquisar.

TESTE SUA CONEXÃO

A conexão com a internet é um problema muito mais comum do que deveria ser em uma entrevista online. Portanto, é importante que você faça testes antes do horário agendado com o recrutador. Se estiver em casa, prefira conectar o cabo de internet do seu computador diretamente no modem. Ou, se puder, vá para o ambiente com melhor sinal de WiFi.  Se a internet ficar instável ou caindo durante a entrevista, você terá dificuldades em manter uma conversa fluida, o que pode prejudicar o entendimento e prejudicar a avaliação.

DEFINA QUE EQUIPAMENTO USAR

É possível fazer sua entrevista online em diversos dispositivos, como celular, notebook ou tablet. Para decidir a melhor escolha, veja primeiro qual o canal proposto pelo entrevistador. Caso ele queira utilizar o WhatsApp, por exemplo, o ideal é usar um smartphone, mas se for o Skype, um computador com boa conexão pode ser a solução mais adequada.

De qualquer maneira, você deve definir isso com antecedência e testar se áudio, vídeo e conexão estão funcionando. Uma dica é fazer uma ligação de vídeo rápida com um amigo para ver se está tudo certo. Para evitar problemas, prefira usar fones de ouvido para escutar melhor!

Outra dica importante: esteja atento ao seu nome de usuário e foto. Na chamada, seja no WhatsApp, Skype, ou outro aplicativo, o entrevistador terá acesso ao seu perfil. Por isso, confira, antes de começar, se a imagem e o usuário que você está usando é minimamente profissional.

ESCOLHA O LOCAL DA ENTREVISTA ONLINE

Não é porque a entrevista não é presencial que você pode fazê-la em qualquer ambiente. O local escolhido deve levar em consideração, além da conexão, os ruídos que podem atrapalhar o desenvolvimento da conversa, por exemplo. É importante também que você se sinta à vontade nesse local, tenha onde se sentar e que o “cenário” seja sóbrio, sem muitas distrações. Então, nada de televisão, rádio ou notificações do celular ligados!

Tenha em mente que você não pode controlar o que acontece em locais públicos, então, se puder, evite cafés, bibliotecas etc. Uma opção para quem não pode se conectar em casa são os coworkings. Mas, mesmo nesse caso, peça por uma mesa reservada ou uma sala de reuniões para evitar interrupções, combinado?

FIQUE ATENTO AO VISUAL

Apesar de ser, geralmente, mais descontraída, a entrevista online é parte de um processo seletivo e a imagem que você passa conta muito. Então, aqui vale a mesma dica do processo presencial: estude a empresa para a qual você está se aplicando e se vista de acordo. Se é uma empresa mais formal, não precisa vestir um terno e gravata, mas uma camisa bem alinhada pode resolver o visual. Fique atento também ao cabelo, à maquiagem e à barba.

TODO O RESTO DEVE ESTAR OFFLINE

A entrevista será em um ambiente virtual e, portanto, você consegue controlar e evitar possíveis distrações. Feche outros programas ou abas do navegador antes de começar a conversa. Isso, além de impedir que você perca a atenção no que realmente importa, também deixa seu computador mais rápido. Seu celular também deve receber um cuidado especial: silencie as ligações e as notificações mais recorrentes mesmo que ele não seja o canal escolhido. Se não for mesmo utilizá-lo, deixe-o fora do alcance.

POSTURA É IMPORTANTE

Se portar bem na frente da câmera pode fazer você ganhar pontos na entrevista online. Independentemente do dispositivo escolhido, é importante seguir algumas dicas:

– Quando for falar, olhe sempre para a câmera e não para a tela ou o teclado. Assim, o entrevistador terá a sensação de contato visual.

– Comunique-se da maneira mais clara possível. Nem sempre o áudio ajuda em conversas virtuais, por isso, você deve falar calmamente, para ser melhor entendido. Evite, como sempre, gírias e palavras impróprias, ofensivas e agressivas. 

– Espere o entrevistador terminar as suas frases antes de responder. Na internet, pode haver delay (uma demora entre o envio e a chegada da informação), então, é importante esperar alguns segundos para manter uma conversa mais natural.

APROVEITE A COLA!

Uma vantagem que a entrevista online te dá é ter uma colinha ao seu lado! Anote todos os pontos que você gostaria de falar ao selecionador e deixe essas anotações próximas ao computador durante o processo. Essa “cola” pode ser um guia de tópicos, com suas realizações mais importantes, experiência, datas, ou até mesmo aqueles detalhes que você costuma esquecer. Deixe também uma caneta próxima para anotar algo que te chame atenção durante a conversa. Isso facilita, não é mesmo? 

HORA DE “LOGAR”

Depois de testar tudo e estar bem preparado, é hora de logar – entrar com usuário e senha – no aplicativo definido para a entrevista. Esteja online e com tudo pronto pelo menos 10 a 15 minutos antes do horário marcado. Isso te dá tempo de resolver algum imprevisto que possa aparecer de última hora.

Com essas dicas, você estará preparado para a próxima entrevista online que participar. E já que estamos falando de oportunidades de emprego e do mundo virtual, aproveite e cadastre seu currículo em nosso banco de talentos!

Recrutar, reter e engajar: a transformação digital e os três grandes desafios do RH

Três especialistas em gestão de pessoas indicam como ser bem sucedido nessas tarefas em tempos de velocidade, incerteza e mudança permanente.

A transformação digital bateu à porta dos departamentos de Recursos Humanos e criou demandas adicionais para as equipes das empresas nos últimos anos. 

Os perfis, as demandas e as aspirações de carreira dos profissionais estão mudando – e a adaptação aos novos tempos exige reflexão e ação imediata em todas as companhias. 

Nenhum segmento passa incólume: mesmo as atividades cotidianas de gestão de pessoas adquiriram uma camada extra de complexidade.

Quais são os maiores desafios do RH na era da transformação digital?

Para três especialistas em gestão de pessoas, recrutar, reter e engajar hoje demandam esforços adicionais e estratégias específicas, distintas do que era habitual na área. 

Confira o que eles sugerem para ser bem sucedido nessas tarefas em tempos de velocidade, incerteza e mudança permanente:

“Temos demandas inéditas no recrutamento, que é um processo por natureza limitado”

Basta olhar para a empresa ao lado: é raro achar alguma comemorando a farta disponibilidade de candidatos qualificados. 

Um levantamento da Catho mostrou que a atração de talentos foi um desafio para 53% dos profissionais de RH em 2019. 

Isso é ainda mais verdade nas áreas que demandam profissionais especializados e altamente qualificados, como tecnologia e projetos. 

“A transformação digital tem gerado demandas inéditas, funções bem diferentes das clássicas com as quais todos estávamos familiarizados. Para as equipes de RH, o desafio é duplo: elas agora precisam assessorar um trabalho inédito para si também”, diz Aparecida Morais, sócia da Recrutei, plataforma de recrutamento e seleção para consultorias de RH, headhunters e pequenas empresas. 

Ao mesmo tempo, o processo de busca, atração e captação de talentos é por natureza limitado. “Em uma interação muito rápida, o recrutador precisa extrair do candidato características comportamentais, sociais, técnicas e cognitivas, sem a experiência concreta da convivência com ele”, explica Aparecida. 

Como desatar esse nó?

Para a especialista, recrutamento e seleção devem estar genuinamente integrados aos demais processos de gestão de pessoas – é essa proximidade que garante conhecimento suficiente sobre o que se espera dos profissionais que serão selecionados. 

Além disso, é necessário agregar inteligência ao processo“Automatizar as fases de trabalho mecânico e volumoso, como a triagem de perfis, assegura a acurácia do trabalho, entregas mais rápidas e melhores resultados”, afirma.

“Desafio está em manter talentos multi-skills nas empresas”

Mais do que estimular a atualização de profissionais já consolidados na carreira ou provocar mudanças nas empresas tradicionais, a transformação digital coloca a gestão de pessoas no centro das estratégias das empresas nascentes, como as startups

Com seus negócios inovadores, elas buscam candidatos cada vez mais específicos, demandando mais do que a academia consegue formar. E é justo nessa transição que o fator RH é determinante para ditar os rumos do mercado. Segundo a empresa de pesquisa CB Insights, 23% das startups que quebram no mundo enfrentaram problemas na formação dos times.

O maior desafio na montagem do RH das startups é conseguir atrair e principalmente reter talentos “multi-skills” (múltiplas habilidades), capazes de contribuir em diferentes áreas da empresa.

A avaliação é de Daiane Andognini, especialista em gestão de pessoas e CEO da Hug, consultoria focada na formação de equipes e cultura em empresas de tecnologia. 

“É preciso contratar pessoas que entreguem valor para o negócio como um todo, e não apenas na competência exigida para a vaga no momento presente”, diz Daiane. “Também é difícil manter pessoas com capacidade de aprendizado rápido e que consigam acompanhar os diferentes estágios da empresa. Isso exige foco e determinação e, por vezes, é necessário ter o apoio de um profissional ou do líder para se desenvolver com tamanha agilidade”. 

Capacidade analítica, habilidade para testar alternativas (tentativa e erro) e agilidade na tomada de decisão diante de um resultado inesperado também são competências desejadas na era digital.

“O RH está sendo impulsionado a ser ainda mais sensitivo, com o apoio de dados”

Por muito tempo, o RH contava apenas com a sua intuição e um conhecimento avançado sobre comportamento humano como principais fatores de competição com os demais cargos da empresa. 

Mas as novas tecnologias estão impulsionando a área para uma mudança cultural do seu próprio papel nas organizações. 

A quantidade de informações que são possíveis de serem levantadas com ferramentas de people analytics permitem que o RH use os dados sobre pessoas para guiar suas decisões e confirmar sua intuição.

Cesar Nanci, CEO da Pulses, plataforma de people analytics que mede clima organizacional e engajamento de forma contínua, acredita que através dos dados é possível identificar aspectos de cultura e ser um grande sensor para mudanças sutis que os números podem revelar, atuando antes mesmo que eles ocorram. 

“Em vez de ‘confie em mim’, o RH está começando a dizer ‘venha, vou lhe mostrar os dados que confirmam nossa suspeita e revelam algo mais’, e indo além do óbvio “, comenta Nanci.