Ansiedade no trabalho: por que ela é uma problema e como lidar!

Além do esgotamento natural do cotidiano de trabalho, por inúmeras situações nos deparamos com momentos que nos fogem do controle. Essas adversidades geram estresse, comprometendo nossa performance profissional e até mesmo nossa saúde (física e mental). Nesse sentido, o papel do RH é investir cada vez mais em programas para reduzir a ansiedade no trabalho, a fim de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores, mantendo-os dispostos, motivados e produtivos.

Algumas dessas soluções promovidas pelas companhias não demandam grandes investimentos financeiros, e mesmo as que direcionam uma parte do seu capital trazem bons resultados, recompensando o capital gasto.

Neste conteúdo, você vai entender por que o estresse e a ansiedade no trabalho são um problema e como lidar com eles. Acompanhe e confira!

Qual é o papel do RH na garantia do bem-estar da equipe?

Os efeitos da ansiedade no trabalho não impactam somente os colaboradores. Nesse sentido, empregado e empregador são prejudicados, uma vez que o funcionário angustiado tem seu desempenho comprometido, perdendo parte de sua performance estratégica. Com essa baixa, caem também os resultados, e isso afeta o desenvolvimento da empresa. Sem falar na chance de os relacionamentos no ambiente de trabalho ficarem abalados.

Assim, é importante que o RH identifique as manifestações de ansiedade nas equipes e, caso seja preciso, ajude os profissionais a contornarem o problema com agilidade. Isso porque esse sentimento pode evoluir para quadros mais graves.

Ao elaborar um plano com metas atingíveis e realistas, os gestores podem controlar a ansiedade do time e deixar o fluxo de trabalho mais fluido. Atender às demandas e necessidades das partes envolvidas com empatia pode deixar o clima organizacional mais calmo e próspero.

Identificando estresse e ansiedade no trabalho

Esses sinais podem passar batidos pelos líderes e pelo RH, mas existem alguns sintomas que podem são percebidos em funcionários que sofrem estresse elevado durante a jornada laboral. Veja alguns exemplos:

  • adoecimento frequente;

  • apatia;

  • atrasos e faltas constantes;

  • baixa autoestima profissional;

  • comportamento ansioso;

  • diminuição na socialização e isolamento;

  • falta de engajamento;

  • queda na produtividade.

Caso não sejam detectados e tratados imediatamente, a ansiedade pode levar a quadros de debilidade psicológica, como depressão e síndrome do pânico. Outra consequência gerada na empresa é o aumento no índice de turnover, levando ao crescimento da rotatividade.

Como reduzir o estresse e a ansiedade dos colaboradores?

O segredo para amenizar a frequência desses problemas é focar no bem-estar da equipe. Veja as dicas a seguir.

Incentivar atividades físicas

Exercícios físicos diminuem os níveis de estresse e favorecem o equilíbrio mental e físico graças ao aumento no nível de serotonina (hormônio regulador do humor). Dessa forma, a pessoa tem melhoras consideráveis em seu estado psicológico, bem como a redução na fadiga e aumento da concentração.

Prezar por uma comunicação eficiente

Em geral, a ansiedade no trabalho surge por conta de demandas que poderiam ser resolvidas por meio de uma conversa aberta com a liderança. Porém, uma cultura hierárquica rígida presente em algumas organizações faz com que muitos colaboradores prefiram guardar o problema a ter que discutir com seus superiores. Com frequência, essa condição pode gerar estresse e desmotivação.

Companhias que zelam pela qualidade de vida de seus profissionais investem pesado na qualidade da comunicação interna. É importante gerar uma cultura de diálogo constante, permitindo que todos se sintam confortáveis para se posicionar e fazer críticas ou sugestões quando necessário.

Dar feedbacks

O feedback é indispensável para que o time saiba se está no caminho certo. Não dar retorno referente às atividades desempenhadas e entregues pode gerar angústia nos colaboradores, pois eles não sabem se os serviços prestados estão agradando.

Aqui, vale mencionar que o feedback coletivo é muito importante para gerar motivação na equipe. Caso seja preciso dar instruções mais rígidas para alguns integrantes, faça individualmente para evitar constrangimentos e ganhar a confiança do funcionário.

Reconhecer e valorizar os funcionários

Todo bom trabalho não pode ser ignorado. Se um colaborador ou time se destacar, diga o quanto a empresa está satisfeita com o trabalho realizado, tanto por e-mail quanto pessoalmente.

Quando um talento percebe que as horas dedicadas ao projeto valeram a pena, ele se sente menos esgotado, pois entra em um estado de relaxamento. Se ele entregar algo e não for reconhecido por isso, pode ficar desapontado.

Além disso, é importante recompensar a equipe toda com benefícios para funcionários. Para isso, crie um programa de recompensas de acordo com a categoria e o perfil de cada um.

Avaliar se a capacidade produtiva é adequada

Uma conduta que pode agravar a ansiedade no trabalho é a sobrecarga de funções e responsabilidades. Carregar um caminhão nas costas não é nada agradável, ainda mais se houver pressão por parte da liderança.

Para evitar esse problema, separe as atividades entre a equipe. Analise a jornada de trabalho de cada integrante para identificar suas aptidões e limitações. Por fim, dê autonomia para que eles possam tomar decisões operacionais sem burocracia.

Proporcionar momentos de descontração

Monte espaços dentro da empresa para promover momentos de relaxamento e socialização. Coloque móveis confortáveis, mesas para as refeições e objetos para entretenimento, como baralhos, jogos de tabuleiro, videogame etc. Pode não transparecer no primeiro momento, mas isso costuma gerar felicidade no trabalho.

Quais são os benefícios de garantir o bem-estar da equipe?

Confira os retornos positivos ao garantir o bem-estar dos profissionais que fazem parte da sua empresa.

Diminui o absenteísmo

Situações que afastam o colaborador do ambiente de trabalho por alguns momentos, ou mesmo dias, são diminuídas. Bons ambientes laborais sofrem menos com atrasos, doenças, faltas não justificadas e saídas.

Quando uma pessoa se sente bem na empresa, ela passa a jornada de trabalho sem olhar para o relógio. Com isso, a concentração aumenta e a convivência melhora significativamente.

Ameniza custos de contratação de novos colaboradores

Com a retenção de talentos, o caixa da empresa não sofrerá prejuízos com turnover e, por consequência, não terá de gastar tanto com recrutamentos e desligamentos a todo momento.

É claro que os processos seletivos são necessários, mas se estão sendo feitos com frequência, certamente há problemas. Além disso, a saída de colaboradores insatisfeitos e doentes pode levar a processos trabalhistas que podem encarecer ainda mais as demissões.

Reduz acidentes de trabalho

Um funcionário insatisfeito — seja por ansiedade, seja por estresse — é mais inclinado a cometer descuidos que causam acidentes de trabalho. Uma condição mental fragilizada prejudica a atenção no trabalho, reduzindo o rendimento laboral. Ao oferecer condições favoráveis na empresa, os profissionais se envolvem mais com suas obrigações e cuidam mais de si mesmos.

Maior produtividade

Um dos benefícios mais importantes e perceptíveis é o aumento do desempenho da equipe na execução das tarefas. Todas as vantagens trazidas pelo bem-estar corporativo contribuem para o aumento de produtividade e da lucratividade do negócio. Por fim, a companhia gera mais com o mesmo número de profissionais.

O sentimento de ansiedade no trabalho não deve ser negligenciado, mas sim banido do ambiente organizacional. Com as dicas mostradas, é possível manter sua equipe satisfeita com a experiência interna vivida durante a jornada laboral. Capital humano feliz é sinônimo de sucesso operacional e mercadológico.

3 livros sobre inteligência emocional para você começar a ler em maio

Você já deve ter ouvido falar em inteligência emocional. Nos últimos tempos, ela tem sido pauta de várias matérias, livros, palestras e usada em algumas organizações. Mas você sabe qual a real importância de aprender a usar a inteligência emocional em sua vida, seja ela pessoal ou profissional?

Inteligência emocional é a capacidade de saber identificar suas emoções com o objetivo de gerenciá-las melhor. E, acredite, isso pode fazer uma diferença e tanto! Dentre as características, destaca-se a habilidade de aprender a lidar com frustrações e a não desistir, apesar dos fracassos. Tudo isso tem se tornado cada vez mais importante no ambiente corporativo.

Por isso, se você gostaria de se aprofundar no assunto, confira nossa lista com 3 livros sobre inteligência emocional e que você pode aproveitar para começar a ler já neste mês!

Inteligência emocional, de Daniel Goleman

A maioria dos brasileiros ainda não sabe como lidar com as próprias emoções de modo saudável e produtivo. Por isso, uma ótima maneira de começar a entender melhor como a inteligência emocional funciona é pelo livro do renomado psicólogo Daniel Goleman. Nele, Goleman ensina que o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo, além de afirmar que essa é uma capacidade essencial para obter sucesso nos relacionamentos e na vida profissional.

Mindset, de Carol S. Dweck

Ao longo de sua carreira como professora de psicologia na Universidade de Stanford e especialista internacional em sucesso e motivação, Carol S. Dweck desenvolveu um conceito fundamental para obter sucesso, que se baseia na atitude mental com que encaramos a vida. Segundo ela, mindset não é mero traço de personalidade, é a explicação de por que somos otimistas ou pessimistas, bem-sucedidos ou não. Ele define nossa relação com o trabalho e com as pessoas e a maneira como educamos nossos filhos. É fator decisivo para que todo o nosso potencial seja explorado.

Agilidade emocional, de Susan David

Em seu livro, a psicóloga e professora de Harvard Susan David defende o conceito de agilidade emocional como forma de aprender a lidar melhor com as transformações de um mundo cada vez mais ágil. Essa capacidade implica aceitar o estado emocional, seja ele de alegria ou sofrimento, tentar entendê-lo para gerenciá-lo melhor. Segundo Susan, é preciso entender nossas emoções para que não nos deixemos ser dominados por elas.

Agora é só escolher por qual deles começar e boas leituras!

Como manter a conexão social durante o distanciamento social

É muito difícil separar nossos corpos de nossos corações. Na semana passada, setecentas pessoas em New Rochelle – o epicentro em quarentena do surto de Covid-19 em Nova York – realizaram uma reunião online na cidade. Enquanto cada um deles estava confinado em suas casas, sozinhos ou com a família, a comunidade se reuniu nesse espaço virtual.

Decisões foram tomadas. Os alunos com computadores e iPads em casa puderam continuar suas aulas via videoconferência. Seria necessário adquirir esses eletrônicos para as crianças que não tinham seus próprios. Um fornecedor local, que já havia preparado comida para um Bar Mitzvah, se ofereceu para dividir a refeição em 152 caixas e entregá-las aos necessitados. Pais perguntavam se poderiam tocar em seus filhos. Um marido e uma mulher à beira da separação teriam que encontrar uma maneira de trabalhar juntos em casa. “Até uma casa grande fica pequena quando você está trancada nela”, a esposa me disse.

Na era de Covid-19, um novo “normal” chegou. À medida que nos isolamos como indivíduos e famílias, precisamos ativar a resiliência de nossas comunidades para reunir informações, planejar intervenções em escolas e hospitais e elaborar estratégias sobre como continuar trabalhando, aprendendo, socializando, amando e desejando, através de telas. Este é um território desconhecido para muitos de nós, e é a primeira vez em nossas vidas que a ordem de distanciamento social* foi uma norma em nível global.

China e Europa, bem como cidades americanas como Seattle e New Rochelle, embarcaram nessa jornada algumas semanas antes do resto do mundo. No momento da produção deste artigo, estima-se que os EUA, Inglaterra, França, Espanha e Alemanha estejam aproximadamente 9 a 10 dias atrás da Itália na progressão do COVID-19.

Ouçam o que os italianos gostariam de saber há dez dias – O conselho deles segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde, que enfatiza a necessidade de se distanciar socialmente o mais cedo possível para retardar a propagação do vírus e achatar a curva. Mesmo que uma pessoa infectada tenha um caso leve, ela pode ter um impacto significativo se infectar acidentalmente outra pessoa que é mais vulnerável a esta doença. Portanto, devemos perguntar: quando a coisa mais socialmente responsável que podemos fazer é evitar outras pessoas, como podemos manter a conexão social?

Nós estamos juntos nessa – Devemos reconhecer que estamos entrando em um período de prolongado estresse agudo, de incertezas e que será uma realidade compartilhada – com nossas famílias, comunidades, colegas e toda a humanidade. Devemos estar fisicamente separados, mas estaremos emocional e psicologicamente nisso juntos! Embora as circunstâncias sejam diferentes, essa situação induziu rapidamente um pânico psicológico, não muito diferente do que historicamente ocorreu em resposta a ataques terroristas, desastres naturais e vida nas zonas de guerra, especialmente quando há falta de recursos, as informações são ambíguas e instruções não são claras. É fácil sentir-se impotente. Ativar os recursos de cura coletiva de nossas comunidades – compartilhando histórias e informações precisas, ajudando uns aos outros e elevando o espírito dos outros – é o antídoto mais poderoso para o medo, a solidão e o isolamento.

Nos anos oitenta, eu e meu marido Jack Saul – um psicólogo especializado em trauma psicossocial em larga escala e resiliência coletiva – ensinamos juntos no Centro Psicossocial para Refugiados, em Oslo, sobre a vida familiar em guerra e exílio. Compartilhamos como condições extremas afetam a comunicação e a proximidade entre casais, pais, filhos e vizinhos.

Usei de ponto de partida o meu trabalho com judeus que estavam “escondidos” durante a Segunda Guerra Mundial e o que aprendi sobre como a situação afetava a intimidade emocional, sexual e intelectual deles. Jack, por sua vez, ensinou que essas situações não provocavam apenas o trauma do indivíduo, mas de comunidades inteiras. Grande parte do trabalho dele envolve a realidade de que o trauma coletivo requer cura coletiva, um processo dependente da ativação de nossas comunidades, não apenas a nós mesmos. Isso eleva a todos e tira certas pressões de nossos parceiros e famílias para fazer tudo sozinhos, um feito esmagador e quase impossível.

Depois do 11 de setembro, Jack e eu realizamos workshops para residentes, professores, alunos e pais em nossa comunidade no centro de Manhattan. Em vez de rastrear indivíduos para TEPT, reconhecemos que o trauma coletivo estava ocorrendo. Ele enfatizou a necessidade de explorar os pontos fortes e os recursos da comunidade para lidar com medos comuns, como por exemplo, sobre como ajudar as crianças a se sentirem seguras. Estávamos todos discutindo juntos como viver com a incerteza de um estresse ambiental prolongado, deslocamento e perda – de pessoas, lares, escolas, renda e inocência. Foi um período de grande incerteza e coesão comunitária sem precedentes. Algo semelhante está acontecendo aqui e agora. Muitas das lições que aprendemos são aplicáveis, mas há uma reviravolta: em vez de precisar sair de nossas casas, devemos permanecer confinados a elas.

Conexão social em meio ao distanciamento social* – Para tornar o distanciamento social* suportável, e não uma grande fonte de tensão, precisamos insistir em manter nosso apoio social e emocional. As mídias sociais nunca foram tão importantes para fornecer conexão e contexto, pois muitas de nossas comunidades ficam totalmente online. Recentemente, participei de um culto de Shabat com 900 pessoas, no Facebook Live. Cantamos juntos e praticamos os rituais compartilhados que nossos ancestrais também mantinham em situações de crise, injustiça, pobreza e pavor. Fomos atraídos por nosso rabino, Amichai Lau Lavie, que nos convidou com a mensagem: “Saiba que estamos juntos nisso, que temos maneiras de nos comunicar e que nossos ancestrais nos deixaram histórias e ferramentas para nos ajudar a lidar com essas realidades mais dramáticas.”

Todos nós, em todas as partes do mundo, carregamos esses tipos de histórias de vulnerabilidade e triunfo. As histórias são nossas diretrizes sobre como se adaptar no presente. Como Jack Saul escreveu em seu livro “Trauma coletivo, cura coletiva”, a resiliência é tão eficaz quanto diversa. Ela deve se basear na perspectiva de todas as raças, credos e classes, bem como em várias tradições indígenas, tanto seculares quanto religiosas. Quanto mais histórias compartilharmos, melhor estaremos.

Ações práticas:
– Inicie um bate-papo em grupo com sua família para obter atualizações e incentivo. Discuta as melhores práticas para cuidar de familiares idosos e mais jovens. Compartilhe planos, faça ligações telefônicas e até videoconferências.

– Jack Saul aconselha a criação de um ecomap dos seus recursos. Quem você conhece? Onde eles estão? Quem pode ajudá-lo com o que? E quem você pode ajudar?

– Participe do grupo da sua comunidade local no Facebook ou NextDoor para obter informações sobre o ambiente e participar de conversas em grupo com os vizinhos. (Em um grupo do Facebook para mães de Long Island, um membro alertou o grupo sobre lojas locais terem ficado sem papel higiênico e incluiu um link com onde poderiam comprar da Amazon)

– Sugira uma ceia digital aos domingos com os amigos por meio de uma videoconferência. Inicie um clube de livros ou filmes. Compartilhe música. É importante continuar a se conectar culturalmente de maneiras que não são definidas compartilhando atualizações sobre o Coronavírus.

– Evento importante cancelado? Veja se ele pode ser realizado virtualmente por meio de bate-papo em grupo ou transmissão ao vivo, como festas de aniversário e óperas. É mais divertido do que parece.

– Se você tem filhos em idade escolar, crie estrutura e rotina para ajudar a apoiar o aprendizado. Entre em contato com outros pais para solucionar problemas, compartilhar idéias criativas e se solidarizar. Não seja duro consigo mesmo se precisar quebrar as estruturas que você criou; é uma experiência de aprendizado para todos nós.

– Se você puder, seja voluntário para ajudar professores, administradores e alunos na transição para o aprendizado virtual.

– Se você puder se voluntariar virtualmente para ajudar centros de idosos locais, instalações de atendimento domiciliar, hospitais e centros de atendimento de urgência, ligue ou envie um e-mail para descobrir como fazê-lo.

– Encontre fóruns virtuais abordando situações semelhantes. Por exemplo, Sub-Reddits para pessoas em quarentena.

– Interaja com a natureza.

– Cheque notícias para evitar a disseminação de informações erradas.

O estresse econômico e a solidão são dois dos determinantes sociais mais importantes para saúde. Se você estiver em condições de contribuir financeiramente, considere fazer uma doações.

Se você estiver em condições de doar sua energia e tempo, entre em contato com vizinhos idosos para ver se você pode deixar suprimentos ou alimentos do lado de fora da porta. Considere iniciar um levantamento de fundos virtual entre seus amigos e familiares para arrecadar dinheiro para ONGs. Mantenha-se atualizado com contas de mídia social que compartilharão maneiras de apoiar aqueles em situações difíceis.

No mundo ocidental, nossa tendência é ver a resiliência como um conjunto de características individualistas, e não as capacidades e recursos combinados e diversos de uma comunidade. Está na hora de mudar isso. Apesar da necessidade de permanecer fisicamente separados, temos a oportunidade de ativar o tipo específico de resiliência coletiva que pode surgir quando confrontados com incerteza prolongada com potencial de trauma generalizado. Um poderoso antídoto para a solidão e o medo é ter objetivos. Pratique um mantra para esses tempos estranhos: estamos todos juntos nisso.

*Distanciamento social não é o termo correto para o momento em que estamos vivendo atualmente, você pode entender melhor sobre aqui.

Artigo escrito pela psicóloga belga Esther Perel. Ela é considerada uma das principais vozes mundiais sobre relacionamentos individuais e coletivos.

Psicologia do trabalho e psicologia organizacional: entenda as diferenças

Você já deve ter ouvido falar sobre a psicologia do trabalho e a psicologia organizacional, mas sabe o que difere esses dois termos? Pois é, apesar de uma complementar a outra, existem diferenças entre essas áreas.

A psicologia do trabalho estuda o homem em seu ambiente ocupacional — o que não depende, necessariamente, de ele estar empregado em uma empresa. Seu conceito está ligado à capacidade de o indivíduo produzir, além de proventos, um ambiente onde possa socializar e realizar atividades que colaborem para o seu desenvolvimento.

Já a psicologia organizacional estuda a empresa em seus diferentes aspectos, integrando pessoas e recursos, os quais possibilitam o seu funcionamento.

A integração dessas duas disciplinas é responsável por levar às organizações importantes diferenciais competitivos, além de, juntas, fornecerem diversos indicadores para a área.

O que é a psicologia do trabalho?
O trabalho é de fundamental importância para a psicologia, pois é um elemento que circunda toda a vida humana. Assim, a psicologia do trabalho tem como função principal estudar e melhorar a qualidade de vida laboral dos trabalhadores.

Exercer uma atividade e ter uma ocupação faz parte da nossa rotina desde os tempos mais remotos, e vai além de prover recursos financeiros. É dar significado à nossa existência, gerando valor para a sociedade em que se está inserido e conhecimento sobre si mesmo. Nesse contexto, existem hoje várias maneiras de exercer atividades profissionais — e as condições, circunstâncias e ocorrências das pessoas nos ambientes ocupacionais afetam diretamente as suas questões e relações interpessoais.

Podemos entender, então, a psicologia do trabalho como a disciplina da psicologia que se dedica a estudar e a executar ações direcionadas ao saber nesse ambiente de trabalho (seja ele qual for), bem como todas as relações e manifestações que estão envolvidas no processo.

Como essa área surgiu?
As relações de trabalho foram amplamente modificadas depois da Revolução Industrial. Esse marco histórico colaborou com grandes transformações nas relações trabalhistas, partindo das formas de administração da força de trabalho, passando pelos perfis de trabalhadores, até a capacitação dos profissionais.

Foi também durante esse período que surgiu a psicologia industrial, inicialmente com processos voltados para a seleção de pessoas e pesquisas de produtividade em relação ao esforço (output e input). Só em 1925 a psicologia industrial começou a estudar questões mais subjetivas, empenhando-se na pesquisa da comunicação, motivação e comportamento nas organizações.

Com o passar do tempo e a modificação das relações trabalhistas, outras habilidades foram sendo exigidas dos profissionais, devido principalmente à modificação dos processos. Isso fez com que a psicologia industrial se desmembrasse em duas diferentes vertentes: a psicologia do trabalho e a organizacional.

Impulsionada pela evolução do período após a Segunda Guerra Mundial — fato histórico que favoreceu diversas mudanças na sociedade, a psicologia do trabalho ganhou força e até hoje faz parte dos processos das empresas, contribuindo para a construção e manutenção de ambientes mais saudáveis.

Qual é a sua importância?
É fato que o local de trabalho pode ser bastante estressante, principalmente quando se trata de um ambiente corporativo. Nada mais natural, então, que os profissionais busquem formas de lidar com esse estresse.

Até porque, se eles estão descontentes no trabalho, o seu rendimento pode ser comprometido, o que afeta não só a eles mesmos, mas a todos os envolvidos no processo. Além disso, profissionais insatisfeitos podem optar por se ausentar ou mesmo deixar o trabalho — o que resulta no temido absenteísmo nas organizações, a exemplo dos atestados médicos, das licenças e das faltas não programadas.

Nesse contexto, uma empresa que implanta efetivamente a psicologia do trabalho percebe um grande impacto positivo no rendimento dos seus funcionários, além do próprio clima organizacional. Isso envolve, por exemplo:

  • trabalho em equipe e fenômenos grupais;

  • índices de absenteísmo e rotatividade;

  • comportamento humano;

  • saúde e segurança;

  • comunicação e Feedback;

  • motivação e satisfação;

  • competência e gestão por competência;

  • liderança.

Quais são os objetivos da psicologia do trabalho?
Atualmente, apesar de também serem importantes, os resultados e lucros advindos da produtividade são fatores secundários no âmbito da psicologia: a saúde e o bem-estar do trabalhador é que são os principais objetivos da disciplina.

Nesse contexto, o sucesso das atividades organizacionais envolve a seleção do candidato mais aderente ao perfil do cargo, para que essa pessoa consiga se sentir bem em suas atividades — eliminando as chances de desenvolver doenças ocupacionais, por exemplo.

Também vale dizer que a inserção da psicologia do trabalho no cotidiano das organizações é importante em diferentes níveis, sendo fundamental tanto para a prevenção (de acidentes, insatisfação, mal-estar no trabalho etc.) quanto para a melhoria do próprio ambiente e das suas condições, contribuindo com diagnósticos capazes de evidenciar o comprometimento da saúde do trabalhador. Para tanto, ela oferece esclarecimentos e orientação para que o profissional possa buscar tratamento médico ou encaminhamento à psicologia clínica.

O que é e como atua a psicologia organizacional?

A psicologia organizacional, por sua vez, está relacionada à gestão de pessoas nas empresas, sendo de fundamental importância para o sucesso dessas organizações, que nada mais são do que o resultado da seguinte equação:

pessoas + equipamentos e máquinas + recursos financeiros = produção do serviço ou produto

Ela se dedica, portanto, a pesquisar e a estudar os comportamentos e fenômenos psicológicos que ocorrem nas organizações, além de mensurar o contexto do ambiente de trabalho no qual as pessoas (seus objetos do estudo) estão inseridas. Mas ela não se resume à teoria, envolvendo ainda:

  • o aumento e a manutenção da qualidade de vida nesse trabalho;

  • a conquista de um bom clima organizacional;

  • o desenvolvimento das pessoas;

  • a segurança de condições favoráveis para o trabalho, bem como a boa convivência entre os funcionários.

Grosso modo, os profissionais de Recursos Humanos são os que representam a psicologia nas empresas. Eles atuam com os conhecimentos teóricos e práticos da área com o objetivo de melhor essa relação entre a empresa e os seus funcionários. Em outras palavras, gerenciam os fatores emocionais e sociais relacionados ao trabalho, com o objetivo de promover saúde e contribuir para que o ambiente de trabalho seja um espaço de realização das pessoas.

Como se dá a sua atuação nas empresas?
Dentro de uma organização, o foco da psicologia organizacional atua nas seguintes frentes.

Recrutamento e seleção
O profissional que atua com a psicologia organizacional é o responsável por conduzir os processos de recrutamento e seleção de novos colaboradores, além de aplicar os testes psicológicos necessários.

Para isso, ele analisa cada cargo oferecido na empresa para identificar melhor as habilidades necessárias e traçar um perfil das vagas, construindo assim um perfil ideal para cada função. Isso ajuda a compor as descrições de trabalho e os anúncios mais adequados, por exemplo, aumentando as chances de sucesso da contratação.

Além disso, selecionar as pessoas certas para o negócio é, obviamente, uma etapa fundamental para construir uma empresa bem-sucedida. Para isso, contudo, é necessário avaliar alguns fatores, como:

  • a personalidade dos candidatos;

  • a complementaridade de seus pontos fortes e capacidades com o negócio;

  • sua adequação à missão e estratégia da empresa.

Nesse contexto, os profissionais de recrutamento e seleção podem contar com as pesquisas em psicologia positiva, especialmente porque elas estão conectadas com os pontos fortes, a identidade do trabalho e o design das atividades, alinhados ao perfil da empresa.

Diminuição do turnover
Com a contratação de pessoas que apresentam as características certas para cada cargo, a rotatividade de pessoal tende a diminuir. E isso é muito importante, pois um alto turnover dos funcionários é custoso para as empresas, já que diminui o seu capital intelectual e aumenta a carga financeira com gastos referentes à rescisão e contratação de novos colaboradores.

Treinamento e desenvolvimento da equipe
A psicologia organizacional também colabora para identificar as possíveis necessidades de treinamento e desenvolvimento das equipes. Assim, serve como um guia para entregar o treinamento necessário de uma maneira interessante e envolvente para os funcionários, aumentando seus índices de sucesso.

Avaliação de desempenho
A avaliação de desempenho está dentro do escopo de atividades da psicologia do trabalho, servindo para oferecer aos profissionais um feedback construtivo acerca do seu desempenho.

Lembre-se de que esse tipo de retorno deve ser sempre voltado para o desenvolvimento e aprimoramento do profissional nas suas ações diárias, tendo como objetivo elevar a produtividade da equipe como um todo. A avaliação de desempenho também pode ajudar a estabelecer metas profissionais e identificar necessidades de treinamento, assim como contribuir para facilitar linhas de comunicação entre a alta gestão da empresa e os seus funcionários.

Produtividade e motivação
A psicologia organizacional revela que ações como avaliações de desempenho, concursos, pagamento de comissões e cotas de vendas podem aumentar a motivação de modo geral, resultando em maior produtividade e comprometimento dos colaboradores. Esse é, portanto, outro de seus focos.

Planos de cargos e salários
Por falar em motivação, a remuneração é uma parte crítica da satisfação do empregado — algo especialmente importante, então, quando você deseja pagar com base no desempenho. Pois a psicologia também pode ajudar aqui, auxiliando a criação de políticas de compensação, por exemplo.

Gestão de conflitos
Embora a gestão de conflitos e a preocupação com um funcionário pareça razoável para você, isso ainda pode ser enfrentado com resistência pelas partes envolvidas. Então, se a resolução de conflitos é uma questão recorrente na sua empresa, talvez o melhor a fazer seja contratar um psicólogo organizacional que possa avaliar a sua situação específica.

Ao contrário de um mediador, um psicólogo não se concentrará aqui nas questões apresentadas, mas sim levantará outras situações psicológicas, como a eficácia, a necessidade de dignidade, o empoderamento e o respeito.

Resumindo: quais são as diferenças entre a psicologia organizacional e a do trabalho?

Como vimos ao longo deste post, a psicologia organizacional e a psicologia do trabalho participam da mesma disciplina de atuação — por isso os cursos de especialização abordam esses temas de forma correlacionada. Mesmo havendo questões que as distinguem, portanto, elas são desenvolvidas de forma conjunta no que diz respeito à pesquisa e prática.

A chave para entender suas aplicações e complementações está na caracterização de cada uma, no reconhecimento dos seus resultados e na consciência do que é feito. Então, para concluir, vejamos um esquema com as principais semelhanças e diferenças entre elas!

O objeto de estudo
Como dissemos, o objeto de estudo da psicologia do trabalho é o homem no trabalho. Já o da psicologia organizacional é a empresa, envolvendo as pessoas que participam dela.

A prática
A psicologia do trabalho atua nas medidas preventivas de saúde e segurança, na ergonomia, na melhora das relações interpessoais, entre outras questões. Já a psicologia organizacional atua dentro da empresa por meio de um diagnóstico organizacional, de processos seletivos, da aplicação de treinamentos de liderança e outras habilidades.

Os objetivos
O objetivo da psicologia do trabalho é proporcionar e garantir a saúde e a segurança do homem no seu trabalho, não importando se essa atividade é desempenhada em um ambiente empresarial ou não. Já o da psicologia organizacional é aperfeiçoar o recurso humano em benefício da empresa — e, para isso, trabalha aprimorando o trabalhador.

Enfim, não importa qual seja o ambiente de negócios, as pessoas serão sempre o ativo mais importante de uma empresa. Por isso, saber extrair o melhor delas garante fatores competitivos importantes, o que resulta em mais produtividade e otimização de recursos.

É nesse cenário que as empresas empenhadas em se destacar no mercado estão investindo na área de Recursos Humanos, apostando também em ferramentas capazes de automatizar os processos e incluir a psicologia do trabalho e a organizacional. 

A atuação da psicologia no RH

A psicologia no RH atua principalmente para promover a qualidade de vida das pessoas no trabalho. Essa área de conhecimento é responsável por desenvolver ações estratégicas para organizações de todos os portes. O intuito é gerar benefícios que favoreçam o aumento da produtividade e o lucro da empresa.

As funções mais importantes da psicologia organizacional são entender as necessidades dos colaboradores e manter um ambiente de trabalho colaborativo. Para alcançar seu objetivo, ela precisa contar com o esforço da empresa para promover condições favoráveis, de modo que seja possível trabalhar com mais motivação e bem-estar.

Neste post, separamos as principais informações para você entender como a psicologia atua no RH.

Qual o papel da psicologia no RH?
Como a rotina de trabalho, cada vez mais, tem se agregado à rotina pessoal, as relações trabalhistas ganharam aspectos pessoais também. Assim, as empresas já entenderam que precisam ter, criar e manter um ambiente corporativo saudável e harmonioso. Isso, é claro, se quiserem conquistar a máxima eficiência de seu capital humano.

Voltada para o trabalho no âmbito empresarial, a psicologia tem o objetivo de pesquisar o comportamento humano dentro das empresas. O responsável por essa área faz parte do setor de Recursos Humanos das companhias, e a principal finalidade é proporcionar bem-estar aos colaboradores.

Para tanto, o comportamento organizacional passa por uma avaliação ampla, que leva em consideração o ser humano enquanto indivíduo. Para uma gestão efetiva, o psicólogo que atua nesse ambiente precisa compreender o perfil das pessoas que fazem parte da organização. A partir daí, ele consegue entender qual a maneira mais eficiente de lidar com cada uma.

Além disso, a psicologia no RH busca promover o alinhamento entre os interesses da empresa com as necessidades dos profissionais que trabalham nela.

Como a gestão de pessoas atua por meio da psicologia?
As empresas já perceberam que são as pessoas as responsáveis por gerar diferenciais competitivos para os negócios. Sendo assim, é preciso gerenciar tudo aquilo que possa influenciar o desempenho de cada colaborador. São pontos que envolvem emoções, sentimentos, ideais e valores.

Claro que os fatores pessoais também colaboram para esse resultado, mas saber aproveitar a psicologia no RH é fundamental para desenvolver os profissionais nas empresas. Como consequência, toda a corporação sairá ganhando, uma vez que atingirá os resultados esperados.

Nesse sentido, vale a pena destacarmos que a participação da psicologia no setor de RH vai muito além dos processos de recrutamento e seleção. E é sobre essa questão que vamos falar agora. Confira os tópicos abaixo para entender melhor as demais formas de atuação dessa ciência.

Gestão de clima organizacional
Toda empresa precisa de informação para melhorar cada vez mais seus processos e resultados. É aí que entra a pesquisa de clima. Por meio dela, são identificadas informações que podem revelar pontos de insatisfação ou oportunidades de melhorias — muitas vezes, desconhecidas pela gestão da empresa.

A pesquisa de clima organizacional tem como objetivo verificar o engajamento e a satisfação dos colaboradores. Por esse motivo, ela funciona como uma aliada para que a gestão de pessoas consiga aproveitar ao máximo o potencial do capital humano disponível.

Avaliação de desempenho dos colaboradores
A postura de cada colaborador e o seu conhecimento técnico precisam ser avaliados de forma constante, a fim de que seja possível criar um plano de capacitação. A ferramenta ideal para isso é a avaliação de desempenho, que pode ser feita com a ajuda de um profissional de psicologia.

Esse recurso, utilizado como um instrumento para conhecer melhor as pessoas, traz benefícios para a empresa e para os funcionários. Afinal, fornece à gestão as informações necessárias para a elaboração de estratégias que auxiliem na busca por resultados mais satisfatórios (como veremos mais adiante).

A avaliação de desempenho pode ser aplicada de modo individual ou por equipe. Além disso, é possível utilizá-la tanto para a promoção de profissionais quanto para a escolha adequada de candidatos no mercado (seleção).

Treinamento e desenvolvimento de pessoas
O diagnóstico da avaliação de desempenho permite traçar o melhor plano de treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. Essa atividade é ainda mais importante hoje em dia. Com a competitividade do mercado, manter um time de profissionais atualizados é essencial para uma organização obter sucesso em seu segmento de atuação.

Dessa forma, a psicologia no RH atua na promoção de treinamentos, cursos e reuniões com o objetivo de desenvolver equipes. Todos os esforços empregados no treinamento e desenvolvimento influenciam positivamente a empresa. São medidas que colaboram para que ela se torne uma marca empregadora.

Todas essas linhas de trabalho que acabamos de citar têm como objetivo aumentar a qualidade de vida dos funcionários e, com isso, a performance da organização. Os processos são baseados em técnicas e conceitos da psicologia, e contribuem para a formação de determinado comportamento.

Como a psicologia é utilizada no processo de recrutamento?
A seleção de capital humano tem um papel importantíssimo no que diz respeito à otimização dos recursos das empresas. Isso porque o bom andamento das funções e a harmonia da equipe dependem de contratações bem-sucedidas. Nesse aspecto, o psicólogo no RH também tem participação relevante.

O recurso que ele utiliza para contribuir nesse processo é a análise do ambiente de trabalho e do cargo, por meio da definição do perfil do profissional. Para escolher o perfil que mais se encaixa no cargo, o psicólogo define a metodologia de recrutamento e faz uso de técnicas de seleção de pessoal.

Já é possível contar com a ajuda da tecnologia para otimizar os processos de recrutamento e seleção, o que proporciona economia de tempo e recursos. Porém, o trabalho do psicólogo não pode ser substituído, já que é necessário um olhar mais sensível para realizar a análise e a compreensão dos resultados dos candidatos.

Por fim, vale ressaltar que os testes comportamentais são fundamentais para o sucesso dos processos de seleção. Eles só podem ser aplicados e avaliados por profissionais que atuam com a psicologia no RH.