Quatro séries clássicas para refletir sobre o mundo corporativo

Não faltam listas e indicações de filmes e séries para ajudar a lidar com o isolamento social. Selecionamos quatro opções clássicas para refletir (e se divertir) com o mundo corporativo e aproveitar o final de semana.

“Parks and Recreation”
Reúne alguns dos principais talentos da nova geração americana de comediantes. De maneira leve, irônica e divertida, aborda temas como relações entre equipes, romance no escritório, movimentos feministas (e até mesmo a importância de ficar em casa quando se está doente).

“The Mary Tyler Moore Show”
Questões como igualdade salarial e igualdade de gênero já eram abordadas nessa série clássica dos anos 70. Considerada por muitos críticos de televisão e cultura como um das produções pioneiras do protagonismo feminino no ambiente de trabalho.

“The Office”
Considerada uma das melhores paródias já feitas sobre o universo corporativo, apresenta o lado mais infame da rotina do escritório – e como é possível encontrar um sentido profissional mesmo em ambientes burocráticos.

“Suits”
A famosa série com Meghan Markle. Os episódios abordam temas como a importância de encontrar um mentor e os caminhos que formam a personalidade de um líder.

A importância da gestão de talentos

A gestão de talentos humanos representa um compromisso estratégico e profundo das organizações atuais e dos profissionais de recursos humanos em atrair, desenvolver e reter os melhores profissionais do mercado.

Hoje em dia, as organizações entendem que, para manter a competitividade nos negócios e crescer de forma inovadora, é preciso investir na formação de equipes de alto desempenho, o que só é possível quando se conta com grandes talentos dispostos a vestir a camisa da empresa. 

Muitos estudos foram feitos para medir o impacto da gestão de talentos no desempenho organizacional, como o da Hackett Group, que, já em 2007, apontou que as empresas que investiram nos talentos humanos faturaram 15% a mais que suas concorrentes.

Entendemos que essa é uma tendência crescente e, por isso, preparamos este artigo com mais informações sobre o conceito e a importância da gestão de talentos. Vamos lá?

Como a gestão de talentos vem evoluindo ao longo dos anos?

O papel dos profissionais de Recursos Humanos mudou muito ao longo dos anos. Vamos acompanhar um pouco dessa evolução, de meramente administrativa para altamente estratégica, fundamental nas organizações.

RH Tradicional

O RH tradicional se restringia a postos administrativos, atuando em tarefas como contratações, folha de pagamento, gestão de benefícios e demissão de pessoal. A gestão das equipes de trabalho era feita individualmente, por cada líder, sem uma estratégia em conjunto para a obtenção de resultados.

Gestão de pessoas

A gestão de pessoas olha não apenas para a parte administrativa dos colaboradores de uma empresa, mas também se preocupa em treinar e desenvolver suas habilidades para que eles alcancem um bom desempenho em favor da organização.

Aqui, gestores de diferentes áreas começam a trabalhar junto aos profissionais do RH para desenvolverem estratégias eficientes de recrutamento e desenvolvimento de pessoas.

Gestão de talentos

A gestão de talentos vai muito além de olhar o trabalhador como uma ferramenta produtiva que precisa ser lapidada. Existe uma preocupação genuína com o fator humano, considerando as particularidades de cada profissional e suas potencialidades que podem ser atreladas aos objetivos estratégicos da organização.

As estratégias de gestão são planejadas a longo prazo e englobam não apenas profissionais de recursos humanos, mas todos os gestores, que precisam trabalhar juntos para garantir a atração, o desenvolvimento e a manutenção de equipes de alto desempenho, alinhadas com a cultura organizacional e que se sintam encaixadas e motivadas a darem seu melhor para colaborar com o crescimento do negócio.

Como aplicar o endomarketing na sua empresa?

Quando uma empresa quer conquistar e fidelizar clientes externos, ela investe em marketing. Quando ela entende a importância de fazer o mesmo com os clientes internos – ou seja, os colaboradores –, ela passa a investir em endomarketing.

O capital humano é um dos ativos mais importantes na corrida pela competitividade. Um time engajado e comprometido é capaz de gerar resultados além do esperado. Muitas pessoas pensam que comemorar o aniversariante do mês e colocar recados na cozinha é o suficiente para uma estratégia de endomarketing bem-feita.

Sentimos por avisar que esse é um engano. O endomarketing é muito mais que isso! Para que você fique por dentro do assunto, este artigo revela:

  • conceito de endomarketing;

  • exemplos de ações de endomarketing no RH;

  • benefícios de sua aplicação;

  • aplicação do endomarketing nas empresas;

  • cases de sucesso de uma boa estratégia.

Preparado para saber mais sobre o assunto ? Então, vamos lá!

Conceito de endomarketing

O endomarketing, também chamado de marketing interno, é uma estratégia de marketing focada no capital humano de uma empresa. A base do endomarketing é o relacionamento. Quando uma organização decide estabelecer uma relação saudável com seus colaboradores, ela está melhorando sua imagem e facilitando a fidelização desse público com o negócio.

Quando o público interno foi fidelizado, significa que a companhia estabeleceu uma forte marca empregadora e alcançou a retenção de talentos, elementos cruciais para o sucesso em um mercado tão competitivo.

Exemplos de ações de endomarketing no RH

Partindo do princípio de que um dos objetivos do endomarketing é fazer com que os colaboradores se sintam parte da empresa, são exemplos de ações:

  • treinamentos e capacitações;

  • incentivos ao diálogo e à troca de experiências;

  • eventos corporativos voltados aos colaboradores;

  • valorização do desempenho individual e coletivo;

  • melhorias nos processos de comunicação interna.

Benefícios de sua aplicação

Quando a empresa investe em estratégias de endomarketing bem-elaboradas, ela solidifica seu negócio até mesmo nos cenários mais competitivos. Isso porque sua aplicação traz diversos benefícios. Merecem destaque:

  • a satisfação dos colaboradores com a empresa;

  • a redução da rotatividade;

  • a otimização da motivação;

  • as melhorias na qualidade de vida no trabalho e no clima organizacional.

Aplicação do endomarketing nas empresas

Geralmente, quem trabalha com gestão de pessoas costuma ser bastante criativo quando o assunto são ações voltadas para o público interno. Contudo, a criatividade não é garantia de que as ações serão um sucesso. É necessário respeitar o perfil do público interno e a cultura organizacional.

Para que você acerte no programa de endomarketing, separamos 4 dicas que prometem trazer mais eficiência na aplicação. Confira!

1. Atenda às expectativas da equipe

Uma vez que o endomarketing se baseia no relacionamento entre a empresa e o capital humano, é importante que haja confiança. A confiança é um dos elementos principais em qualquer relação de sucesso. Por isso, tome cuidado para que a empresa prometa apenas o que pode cumprir.

Se os programas de marketing interno vão envolver recompensas e bônus, tenha cuidado para atingir as expectativas. Por exemplo, se a empresa vai fazer um sorteio na festa de final de ano, não estimule a imaginação das equipes com anúncios grandiosos. Deixe nítido o que será sorteado, ou não fale nada. Deixe que as pessoas descubram no dia.

2. Respeite a cultura organizacional

Em síntese, a cultura organizacional de uma empresa significa o conjunto de valores, crenças, posicionamentos, objetivos e regras de conduta adotadas por essa organização. É de extrema importância que os colaboradores sejam envolvidos nessa atmosfera, e que as estratégias de endomarketing respeitem essa cultura.

As ações de marketing interno também servem para manter os profissionais integrados a esses princípios e contribuem para que se identifiquem com os propósitos da empresa. Despertar esse senso de pertencimento é fundamental para que o público interno compre essa proposta e coloque tudo isso em prática.

3. Descubra o que os colaboradores esperam da empresa

Se as estratégias de endomarketing são voltadas ao público interno, deixe que os próprios colaboradores revelem o que os mantêm motivados e engajados ao negócio. Pergunte, pesquise, converse, escute o que é declarado abertamente e saiba ouvir nas entrelinhas.

Você pode descobrir que as demandas do seu time são muito mais simples do que parece e acertar em cheio nas escolhas para um marketing interno de sucesso.

4. Meça os resultados

Como qualquer estratégia, os resultados promovidos pelo endomarketing também devem ser medidos. Só assim a empresa pode saber se está acertando nas escolhas e garantindo seus benefícios.

A avaliação também dá oportunidade para modificar o que não está dando certo antes de levar prejuízo. Ou seja, você pode achar que mandou bem organizando eventos periódicos para os colaboradores, mas, quando calcula os índices de turnover dos últimos 6 meses, vê que nada mudou.

Por isso, é muito importante aderir aos indicadores de desempenho na rotina da empresa. Em relação às estratégias voltadas para gestão de gente, as principais são:

  • nível de satisfação medido pelas pesquisas de clima;

  • taxa de absenteísmo;

  • nível de produtividade;

  • retorno sobre investimento (ROI).

Cases de sucesso de uma boa estratégia de marketing interno

Grandes empresas nos ensinam muito sobre criatividade e inovação na hora de planejar as estratégias de endomarketing.

A FIAT é um exemplo disso. Você sabia que a empresa permite que os colaboradores sejam os primeiros a fazer um test drive nos modelos que ainda serão lançados no mercado? Outro é a operadora de planos de saúde Golden Cross, que também foi além e já destinou mais de 750 mil reais para o marketing interno.

As propostas de premiação incluem compra e reforma da casa própria, eletrodomésticos e outros artigos para casa – tudo para bonificar os melhores vendedores da empresa. A empresa garante que teve uma melhora expressiva nos resultados com a ação.

Quando você cria estratégias de marketing, está vendendo o produto e os serviços da empresa. Quando investe em endomarketing, está vendendo as metas, os objetivos e a cultura organizacional para a equipe.

Os conselhos de Charles Duhigg que podem melhorar a produtividade no home office

Nas últimas décadas, neurologistas, psicólogos, sociólogos e publicitários finalmente começaram a entender como os hábitos funcionam – e, o mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo eles têm enorme impacto na nossa saúde, produtividade, estabilidade financeira e felicidade.

Após três anos consecutivos na lista de best-sellers do New York Times, o livro “O Poder do Hábito” tornou-se uma das principais referências sobre o tema. A obra também rendeu ao americano Charles Duhigg o Prêmio Pulitzer de Reportagem Explicativa.

Duhigg ganhou notoriedade mundial ao apresentar uma visão fascinante sobre como somos patologicamente comandados pelos nossos hábitos. Sua linha de pesquisa é orientada por um argumento inovador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformar hábitos pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

Em tempos nos quais as pessoas atravessam a clausura em prol da sobrevivência — e tocam projetos profissionais e pessoais dentro de suas próprias casas —, o escritor nos dá demonstrações práticas sobre como a adoção consciente de hábitos pode ser determinante para nossos sucessos ou fracassos.

Charles compartilhou que passou os últimos anos de sua carre investigando por que algumas empresas conseguem ser mais produtivas do que outras. Em sua opinião, a resposta pode estar nos hábitos dos colaboradores. Assim, o grande desafio que um líder pode encontrar nos dias atuais é saber identificar quais hábitos podem acelerar a produtividade da equipe — e quais podem atrapalhar.

Do micro para o macro – “A cultura organizacional só muda a partir de indivíduos, da mudança individual de cada um de nós”, afirma. Ou seja, é fundamental que as empresas entendam que o engajamento e alinhamento de cada membro da equipe com o propósito da organização é um ponto fundamental para que essa ruptura do mundo como conhecíamos seja superada e até utilizada como mola propulsora para novos êxitos.

Segundo Duhigg, um grande erro que muitas empresas cometem é achar que quanto mais um funcionário está ocupado, mais produtivo ele é. Isso é um equívoco. Nosso cérebro se acostuma com a rotina que criamos, para que em dado momento façamos muitas dessas atividades no automático, sem que seja necessário parar para pensar. Por isso, realizar o maior número de tarefas nova no dia impede sua equipe de ser mais criativa e produtiva.

A pausa que leva ao crescimento – Não há inovação sem que haja uma quebra de paradigmas e transformações de comportamentos a fim de que caminhemos juntos em todo o processo de inovação que o mercado anda acompanhando. Entretanto, mudar um hábito não é fácil, ainda mais para nós que somos seres analógicos vivendo numa era digital. O que os como líderes podem fazer para mudar isso é tentar promover momentos de distração, que quebrem essa rotina, e façam o cérebro trabalhar melhor. Assim como nas receitas gastronômicas, as características profissionais também demandam um tempo de adaptação e descanso para que o crescimento adequado ocorra.

“As pessoas mais produtivas são aquelas que desenvolvem hábitos para reduzir o ritmo e focar em prioridades”, declara o escritor. Como mudar um hábito? Charles explica que ele é construído através de 3 fatores: um gatilho, uma rotina e uma recompensa. A recompensa é o que muda o hábito de uma pessoa. As mais poderosas, que criam hábitos mais fortes, são todas emocionais.

Pessoas movem pessoas – Criar laços emocionais dentro da sua equipe pode ser o melhor caminho para torná-la mais criativa e produtiva. Construir uma relação de confiança entre líderes e colaboradores, mostrar que está tudo bem em falhar, e aprender com os erros são atitudes positivas e transformacionais, que fazem da sua equipe um time bem sucedido.

Líderes ágeis são aqueles que entendem que todos somos humanos, e humanos falham, sentem, ficam tristes e com raiva. Mas de tudo isso sempre há um aprendizado. A inovação é um tiro no escuro, se não estivermos preparados para falhar, nunca iremos aprender a lidar com as mudanças de mercado.

Competências de um líder de sucesso

“Todo líder deve ser flexível, podendo inclusive mudar de opinião”

“Todo líder deve estar aberto e receptivo às tentativas de inovação, mesmo sabendo que isso pode ocasionar erros.”

O que essas duas afirmações têm em comum? Responda a primeira coisa que vier à sua mente!

Elas têm em comum o seguinte aspecto: se o líder tem essas duas características marcantes em sua condução, ele incentiva o aprendizado e o crescimento contínuo de sua equipe; se não as tem, provavelmente é um líder ultrapassado e com conceitos antigos e inadequados para os dias atuais.

Admitir erros nunca foi e nunca será uma tarefa das mais fáceis, mas posso afirmar que o líder que consegue lidar de maneira mais equilibrada com os erros, tem uma maior vantagem competitiva sobre outras empresas que não aplicam o mesmo conceito.

Para assegurar e encorajar essa postura de aprendizado e evolução dentro de sua equipe, os líderes devem garantir, de todas as maneiras, que estão abertos e sempre dispostos a aprender e mudar.

Na maioria dos casos, onde vemos que empresas, empreendedores e organizações conseguiram implementar mudanças que trouxeram grandes frutos, foram mudanças que surgiram após algum tipo de fracasso que ocorreu na própria organização ou com algum player do mercado, ou seja, na maioria das vezes, o resultado não tão bom é essencial para o aprendizado.

2 – Gerar conexão e pertencimento

Não preciso nem dizer que nós, humanos, somos uma espécie altamente sociável. Claro que uns mais, outros menos, mas afirmo com convicção que nascemos com a necessidade básica de pertencer aos mais diversos grupos sociais, seja no seu ambiente de trabalho, familiar, onde pratica algum hobby ou em qualquer outro lugar.

E onde você, como líder, consegue imaginar que pode potencializar seus resultados sabendo dessa informação?

Líderes que se comunicam abertamente, com frequência e que conseguem, de alguma maneira, criar sentimentos positivos em sua equipe conseguem construir uma base muito forte para a conexão e a interação entre seus colaboradores.

Sabemos hoje, através de estudos liderados pela Psicologia Positiva, que um profissional satisfeito e feliz pode render até 40% mais em seu trabalho e, se ele tiver um grande amigo dentro do ambiente de trabalho, pode render até 30% mais, ou seja, é cientificamente comprovado que gerar conexão e um senso de pertencimento na sua equipe irá alavancar seus resultados.

Dica de ouro:

Identifique de maneira singular que medidas podem ser tomadas para estabelecer conexão, como por exemplo:
•Sorrir
•Chamar a pessoa pelo nome
•Lembrar de seus interesses
•Perguntar sobre os membros de sua família

E se por acaso você é líder de uma equipe muito grande, e não consiga ter um contato diário com todos, foque sua atenção nos formadores de opinião, que serão seus embaixadores quando precisar desenvolver algum novo projeto ou mudança estratégica.

3 – Senso de ética e clareza

Nossa terceira competência combina dois atributos que costumo ouvir muito quando estou aplicando algum treinamento dentro das organizações. Liderados exigem ética de seus líderes, assim como a comunicação de expectativas e cobranças de forma clara e objetiva.

Juntas, essas competências têm a capacidade de criar um ambiente seguro e de alta confiança para todos. Afinal, a equipe é o reflexo do seu líder, não é verdade?

Portanto, se você conseguir manter seus padrões éticos claros, e comunicar suas metas e exigências de maneira objetiva, tenha certeza que seus colaboradores sentirão a confiança necessária para honrar todas as regras durante o processo.

4 – Inteligência emocional

Existe uma teoria, do escritor americano Stephen Covey, que vai de encontro ao que hoje chamamos de Inteligência Emocional.

Covey deu o nome de 90/10 para essa teoria. Ela nos ensina, basicamente, que 10% do que acontece com todos no decorrer de suas vidas realmente são obra do acaso ou do destino, mas que 90% de tudo o que acontece com cada um está diretamente relacionado às atitudes e aos comportamentos que temos quando somos impactados pelos 10% que não temos controle.

Ou seja, temos um alto nível de responsabilidade em relação a tudo o que acontece conosco. Trazendo isso para o ambiente de trabalho, quero te fazer algumas perguntas:

Alguma vez você já tomou alguma decisão precipitada por estar desequilibrado? Suponhamos que algo que te marcou de forma negativa no passado acontecesse novamente agora, você teria uma reação diferente? Qual seria essa reação?

O que estou tentando te dizer é o seguinte: você não tem como controlar todos os problemas que acontecem com você, mas pode, de maneira consciente, melhorar a maneira como reage a eles.

Ter sabedoria e autonomia, mesmo que de forma parcial, sobre seus sentimentos faz parte do processo de amadurecimento da inteligência emocional e, com toda certeza, isso te ajudará a potencializar seus resultados.

5 – Comprometimento e Execução

Eu diria que é praticamente impossível uma pessoa que deixa tarefas para a última hora e não consegue pensar nos resultados chegar ao topo em sua carreira. Muitas vezes, é extremamente complicado manter seu desempenho consistente, porque isso exige clareza total e absoluta sobre seus objetivos, o que para muitos é extremamente difícil.

Posso te afirmar que uma maneira de facilitar esse processo é justamente quando você enxerga no trabalho, na sua função, um meio para atingir um fim que te dê prazer e satisfação, e assim é mais fácil ter comprometimento. Se você não está cumprindo seus prazos com a eficiência e a rapidez que são necessárias, reavalie o que te impede de se envolver com aquela tarefa de maneira mais profunda e consistente.

Aplique o mesmo comprometimento para tudo na vida. Não se atrase para encontros e cumpra sua palavra, fazendo disso um hábito regular em sua vida. Como qualquer hábito, o senso de urgência funciona melhor quando entra na rotina de maneira natural.

6 – Relacionamento e Networking

Saber trabalhar em equipe, em busca de um objetivo comum, é requisito básico, não importa a sua posição atual. Se você não faz ideia de como o que você fala pode ser recebido pelos outros, tenho uma notícia para te dar: com certeza, isso é um é mau sinal para o bom desenvolvimento da sua carreira.

Quem tem uma boa capacidade de relacionamento não faz discriminação e trata todos os membros da organização do mesmo modo, do estagiário ao presidente, mantendo uma relação de respeito, atenção e empatia. Se você não está convencido sobre isso, pense também que as posições podem rapidamente se inverter, pois vivemos em um mercado altamente dinâmico. É de suma importância perceber o impacto que suas ações e seus comportamentos causam nas pessoas, e não buscar somente que o seu desejo prevaleça a todo momento.

Networking não está ligado diretamente a quantas pessoas estratégicas você conhece ou se coleciona cartões, mas quantas dessas pessoas reconhecem em você um profissional que realmente pode fazer a diferença.

7 – Propósito e Missão

Em qualquer área de atuação, é de suma importância ter clareza do que a equipe está buscando, entender com perfeição e de forma detalhada qual é o resultado ideal que estão buscando é muito importante para elevar os níveis de engajamento da empresa.

Podemos imaginar que a empresa é um barco e que cada colaborador pode pegar seu remo e forçar para que a embarcação vá para um lado diferente. Portanto, a função de um líder de sucesso é fazer com que todos entendam a missão e qual é o resultado que todos devem alcançar, fazendo com que todos remem para o mesmo lado.

Liderando em tempos de trabalho remoto

Profissionais que já estão acostumados a realizar trabalho remoto sabem que o modelo de home office é tão produtivo quanto o presencial.

Mas no momento atual estamos vivendo uma experiência diferente do dia a dia comum. Trabalhar em regime de isolamento é uma situação mais delicada e que exige mais das equipes e, principalmente, das lideranças.

Em primeiro lugar, gestores e lideranças precisam de sensibilidade e cuidado para perceber as diferenças entre o home office e o isolamento “obrigatório”.

Isolamento não é home office

No caso do home office, o colaborador vai trabalhar em casa por opção. Neste caso, pode estar em um café, cowork ou qualquer ambiente onde possa realizar as suas atividades de forma profissional.

Na situação provocada pela pandemia que estamos vivendo, em muitos casos o funcionário está confinado com toda a família. Precisa dar atenção aos filhos, à rotina do lar e vive um momento de pressão e tensão coletiva.

Percebida esta diferença, a gestão e as lideranças precisam também se adaptar e criar mecanismos para oferecer uma atuação eficiente às suas equipes. Separamos algumas dicas que podem ser úteis: 

O momento é de incerteza e adaptação

Até mesmo profissionais que já trabalham remotamente serão impactados. Aqueles que estão vivenciando a experiência pela primeira vez, precisarão de um certo tempo para se adaptarem e se tornarem produtivos. Seja paciente e flexível.

O período de adaptação também serve para você, que é líder e está coordenando equipes à distância pela primeira vez. 

Reflita sobre as suas habilidades de liderança

Passar por este momento vai exigir que as lideranças utilizem todo o seu repertório de gestão. Será necessário manter o foco, ter senso de prioridade, total capacidade de gerenciamento do tempo, trabalhar para manter as equipes motivadas e, ainda, ficar de olho nas metas estratégicas da organização.

Mais do que nunca, este é o momento para que líderes sejam uma inspiração para seus colaboradores e façam parte das equipes de forma genuína. 

Convívio diário fará falta

Sua empresa se esforçou para criar um clima organizacional e uma estrutura que envolvesse os colaboradores em um ambiente mais produtivo. Este ambiente fará falta e pode gerar dificuldades de adaptação.

Neste momento, uma boa iniciativa é compartilhar informações sobre o que você, que também é um colaborador, está fazendo para se adaptar. Procure ouvir queixas com atenção, ofereça soluções e compartilhe boas experiências. A mensagem é “estamos todos no mesmo barco”.

Fique atento a sinais e comportamentos que podem indicar desconforto psicológico ou estarem relacionados a questões de saúde mental. Ofereça ajuda.  

Conecte o time com pequenas reuniões e informação

Como líder, você tem acesso a informações importantes sobre o andamento da empresa. Compartilhe essa informação de maneira estratégica para dar clareza à situação do negócio e dos próprios colaboradores. Essa é uma medida importante que pode contribuir para reduzir a tensão.

Em metodologias ágeis são comuns as reuniões diárias realizadas para  avaliar ciclos curtos de atividades e planejar o próximo ciclo. Este é um modelo interessante, bastante comum em equipes de desenvolvimento de software, que faz ainda mais sentido agora.   

Engajamento virtual

Áudios e vídeos curtos, fotos e encontros virtuais em salas de reunião são uma ótima pedida para trazer todo mundo para mais perto. Além disso, um conteúdo menos denso vai tornar a comunicação mais leve e contribuir muito para o sentimento de pertencimento ao time. 

A Internet vai cair

Você conhece as operadoras e sabe que problemas técnicos de conexão vão atrapalhar. Seja paciente e não se estresse demais com isso. Nessas horas a melhor coisa a se fazer é ler um bom livro.

Entenda tudo sobre o que é admissão digital e aproveite vantagens

A admissão digital é mais uma das grandes sacadas do avanço da tecnologia para o setor de RH, buscando a excelência nos processos e a otimização do tempo dos gestores frente às leis trabalhistas.

Essa ferramenta faz algo que antes era inimaginável: dados e documentos dos recém-contratados podem ser recebidos via internet, dando fim as intermináveis idas dos profissionais a empresa contratante para levar a documentação antes do primeiro dia de trabalho.

Parece muita modernidade para você? Não se preocupe, hoje vamos te explicar certinho do que se trata. Você vai ver:

  • a importância de digitalizar o processo admissional;

  • as principais vantagens da admissão digital;

  • como ela funciona na prática.

Acompanhe e saiba mais sobre como ela pode ajudar você com a chegada de um novo funcionário!

A importância de digitalizar o processo admissional

A importância da admissão digital segue os mesmos preceitos da automatização de processos no RH: possibilitar que o gestor de pessoas deixa a parte burocrática para as máquinas enquanto se dedica a uma atuação cada vez mais estratégica.

Além disso, atende bem a um conceito cada vez mais difundido na área e uma das tendências para o próximo ano, que é a melhoria da experiência do candidato.

É no recrutamento e seleção que a empresa começa a construir uma relação sólida e motivacional com seu futuro novo colaborador. Por isso, proporcionar bons momentos antes que ele inicie sua jornada é essencial para garantir a produtividade desejada logo no início da jornada.

Facilitar a vida dessa pessoa permitindo que ele envie seus documentos pelo smartphone ou via internet — sem a necessidade de se deslocar até a empresa e tirar cópias e mais cópias dessas informações — conta muitos pontos a favor da organização e contribui logo de cara para que seja estabelecida uma boa relação.

As principais vantagens da admissão digital

Para que seja ainda mais fácil de visualizar todas as coisas boas que essa revolução na admissão de novos colaboradores pode trazer, separamos as principais vantagens para que você dê uma olhada. Confira!

Segurança

Quando você escolhe um software de gestão de Recursos Humanos de qualidade, você está garantindo que as informações sobre os colaboradores da sua empresa fiquem armazenados de forma segura.

Mais do que armazenar esses documentos em um local altamente apropriado, também é um meio prático, rápido e confiável de enviar os dados aos profissionais que cuidam das obrigações fiscais, como os contadores.

Isso sem falar na integração com o eSocial. Ao optar por um software que faça essa integração, você garante que todos os procedimentos relacionados a admissão de um colaborador esteja totalmente dentro dos parâmetros legais, evitando problemas com o Governo Federal.

Agilidade

Processos admissionais costumam ser longos e dependendo da rotina do profissional do RH, esse prazo pode se estender além do aceitável. Além disso, também deve se levar o nível do profissional contratado: a empresa pode perder essa pessoa para a concorrência.

Isso acontece porque o indivíduo pode entender que o novo contratante não está tão interessado nos seus serviços ou que é tão desorganizado a ponto de deixar a admissão para depois. Adotar um sistema automatizado evita esse tipo de situação e faz todo o processo de admissão digital melhor.

Praticidade

Tudo o que foi exposto acima vai de encontro a praticidade, tão importante em tempos como os atuais em que o mercado está cada vez mais competitivo e exigindo das empresas uma postura altamente estratégica.

Enquanto documentos são preenchidos, assinados e entregues online, o processo de admissão é agilizado e o custo por contratação diminui, sobra tempo para que os gestores de Recursos Humanos possam investir em estratégias de valorização do capital humano.

Vale lembrar que um bom software também pode auxiliar nos cálculos trabalhistas e realizar integrações com diversas ferramentas, tornando a rotina ainda mais prática.

Sustentabilidade

Em meio a segurança e a praticidade, não poderíamos esquecer de mencionar os benefícios que a admissão digital traz a natureza.

A sustentabilidade é assunto cada vez mais recorrente em nossa sociedade e uma tendência do mundo corporativo. Cuidar do planeta é tarefa de todos nós e digitalizar os processos de admissão contribui com isso e, por esse motivo, a vantagem deve ser valorizada.

É possível, inclusive, usar a ferramenta como um meio de conscientização, ao mesmo tempo em que agrega valor à marca.

Inovação

É impossível falar em tecnologia sem citar a inovação, e não há dúvidas de que permitir que o novo contratado inicie sua relação com a empresa acessando uma ferramenta moderna e inovadora pode garantir uma experiência única ao profissional.

Os colaboradores são os verdadeiros embaixadores da marca, suas percepções sobre o empregador se refletem para o mundo. Dentro disso, é muito importante garantir uma impressão positiva logo no primeiro contato. 

Relacionamento

A atuação estratégica do RH em prol da valorização do capital humano pode — e deve — contemplar o colaborador nos primeiros momentos da sua contratação.

Adotando a admissão digital, sobra mais tempo durante esse processo para que esse relacionamento seja trabalhado de forma estratégica.

Como o novo colaborador não vai precisar se preocupar com pilhas de papéis e a entrega de documentos, os encontros podem se refletir em integração, debates sobre a cultura organizacional, responsabilidades do cargo e demais assuntos pertinentes as atividades que serão realizadas no dia a dia.

Neste momento, cabe o gestor de Recursos Humanos ser criativo e aproveitar essa oportunidade da melhor forma.

Como ela funciona na prática

Na prática, tudo começa com a adoção de um software de gestão de RH que ofereça este recurso. Depois, acontece mais ou menos assim:

  • a empresa encaminha o procedimento para o candidato selecionado, que deve receber o formulado junto as informações sobre a vaga, funções que serão desempenhadas, salário e benefícios corporativos;

  • depois, é feito uma análise dos documentos para verificar se todos eles estão de acordo com as obrigações legais;

  • após o preenchimento e verificação, o RH encaminha os dados para o contado responsável pela parte fiscal da admissão e garante a integração dos dados ao eSocial.

Prontinho! Depois, basta que o colaborador leve consigo a Carteira de Trabalho no seu primeiro dia para que a empresa possa realizar as devidas assinaturas e o profissional está legalmente admitido. Surpreendente, não é mesmo?

E então, gostou de conhecer melhor a admissão digital? Está preparado para digitalizar esse processo de contratação e garantir todas as vantagens que a tecnologia pode trazer?

Esperamos que sim, afinal, acertar na contratação é um dos principais objetivos que um RH pode conquistar. Invista!

Um olhar sobre a saúde mental nas empresas

As relações e a dinâmica de funcionamento das pessoas com e nas empresas estão sendo radiografadas por novos estudos de psicossociologia, psicologia organizacional e do trabalho, psiquiatria social entre outros. São temas de estudo que as escolas de management não enfocam ou não pretendem enfocar: a saúde mental de profissionais nas empresas.

Esta é uma questão que está cada vez mais séria hoje. As estatísticas revelam um quadro preocupante quando apontam a doença mental como o terceiro maior motivo de afastamento do trabalho aqui no Brasil. Na Europa a preocupação dos estudiosos está se concentrando cada vez mais no suicídio no trabalho. São indicadores alarmantes que não podem ser ignorados. O tema obviamente incomoda, e sua discussão e enfrentamento vem sendo algumas vezes adiados ou delegados exclusivamente à área médica das empresas.

Em última instância são pessoas sofrendo no trabalho, portanto tema de interesse de todos que trabalham no desenvolvimento e no bem-estar delas no seu dia-a-dia. Não é uma questão de encontrar culpados ou causas impossíveis de serem trabalhadas.

Por outro lado, sabemos que o sofrimento mental não tem sido denunciado pelos que são acometidos por ele exatamente por medo do preconceito e ainda, pela pessoa não saber qual será a reação da empresa, do seu gestor imediato ou da equipe na qual trabalha. Poucos estão dispostos a dividir seu sofrimento com algum colega temendo não ser compreendido, quer dizer, além de sofrer as pessoas sofrem sozinhas e caladas.

É claro que muitas empresas têm feito esforços e apresentado algumas alternativas de solução e encaminhamento para o problema. Programas e campanhas de saúde, de qualidade de vida no trabalho, flexibilidade de horário e folgas são alguns exemplos específicos. No entanto é possível se fazer muito mais, desde que se recorra aos tais estudos e às ferramentas e ações que propõem para enfrentar a questão.

O mobbing por exemplo (toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se, sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pondo em perigo seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho Hirigoyen, 2000), ficou conhecido também como assédio moral, virou caso de justiça, de reclamação trabalhista.

Na verdade, poderia ser encarado como uma questão de clima, de ambiente de trabalho, de desenvolvimento de gestores ou de team building que são as velhas e conhecidas ferramentas de intervenção no espaço organizacional. Ou, se quisermos recorrer às novas ferramentas disponíveis, as clínicas do trabalho.

Outro exemplo o coping (estratégias de coping são esforços cognitivos e comportamentais para lidar com situações de dano, de ameaça ou de desafio quando o indivíduo não tem disponível no seu repertório uma rotina ou uma resposta automática para confrontar a situação Monat e Lazarus 1985), estudado pelas escolas citadas no início, indica a reação de pessoas saudáveis às pressões cotidianas e que poderiam ser desenvolvidas e fortalecidas com intervenções de caráter preventivo, sem recorrer ao “conceito” da “resiliência”.

Outra contribuição destas escolas teóricas e de investigação são os estudos de Fatores de Risco Psicossocial no ambiente de trabalho (características das condições de trabalho e, sobretudo, da sua organização que afetam a saúde das pessoas através de mecanismos psicológicos e fisiológicos a que também podemos chamar de fatores de stress) que podem ser utilizados como ferramenta de prospecção de problemas e consequentemente intervenções de caráter preventivo.

Os Fatores de Risco Psicossocial, como o próprio nome indica, enfocam aspectos específicos da organização e do ambiente de trabalho tais como: carga de trabalho excessiva, exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções e papéis, falta de participação na tomada de decisões que afetam o empregado, falta de controle sobre a forma como executa o trabalho, má gestão de mudanças organizacionais, insegurança laboral, comunicação ineficaz, falta de apoio da parte de chefias e colegas, assédio moral ou sexual, etc…

Estes são apenas alguns exemplos que indicam um “novo” olhar para o sofrimento humano nas empresas e sugerem uma mudança na forma de encará-lo. A complexidade da vida organizacional contemporânea nos impõe uma nova forma de entendê-la e abordá-la. Mais do que isso, já sabemos que a saúde mental nas empresas tem etiologia multicausal e se manifesta de diversas formas em cada indivíduo, grupo ou empresa.

Não será possível enfrentar esta realidade sem uma visão multidisciplinar que ajude a dar abrangência e peso ao tratamento e a prevenção destas doenças no trabalho. Diante deste tema sério e complexo parece não haver outra forma de tratá-lo senão com coragem e transparência. Até porque, sabe-se que sua manifestação no ambiente organizacional deve piorar se nada for feito, pois as pressões e as exigências feitas às pessoas no trabalho não devem diminuir nos próximos tempos.

Gestão em tempos de trabalho remoto

Em tempos de Covid-19, muitas empresas estão pedindo aos seus colaboradores para que trabalhem em casa. Mas trabalho remoto vai além de simplesmente orientar equipes para operar em casa (com a mesma rotina do escritório). Existem ações que as lideranças pode aplicar para fazer com que seu time possa prosperar durante esse período. Aí vão algumas delas.

Configurar um local adequado
Cada colaborador precisa de equipamento que permita que o trabalho continue de maneira eficaz, como laptops, conexão confiável à Internet, cadeiras com ergonomia adequada. O primeiro passo é a conectividade. A política da organização permite que laptops sejam levados para o trabalho em casa? Se sim, tudo resolvido. Caso negativo, será necessário oferecer suporte de TI para que eles possam acessar os sistemas protegidos da organização com suas próprias máquinas – o BYD – bring your own device entra aqui.

Home office não é sinônimo de isolamento
Mesmo que estejam remotos, isso não quer dizer que estão isolados como time. Ferramentas como Skype, Zoom, Whereby e Slack ajudam a manter reuniões virtuais e one-on-ones e também o contato clientes e fornecedores. O uso dessas ferramentas alivia a sensação de solidão e isolamento, um problema potencial quem faz trabalho remoto. Certifique-se de estar rotineiramente entrando em contato para ajudar a aliviar quaisquer desafios que sua equipe esteja enfrentando, pessoal ou profissionalmente. Isso pode incluir check-ins diários com funcionários individuais aumentar a frequência de reuniões rápidas de equipe.

Cuidado com a sobrecarga
Alguns estudos constatam que os trabalhadores remotos fazem menos intervalos e trabalham mais horas por mês. Como é muito fácil para os funcionários que trabalham em casa passar longas horas quando o trabalho é tão acessível, é essencial ajudá-los a estabelecer o equilíbrio. Você como líder deve dar o tom observando seus próprios hábitos de trabalho. Por exemplo, qual a mensagem você passa ao enviar e-mails fora do horário comercial?

Crie momentos de descontração
Você pode criar reuniões abertas para que as pessoas se reúnam sem uma agenda ou objetivo específico além de estarem juntos. Ver seus colegas promove uma maior conexão e permite ler expressões faciais e linguagem corporal. Momentos de descontração acontecem espontaneamente quando os filhos ou mesmo os pets aparecem no plano de fundo. Por que não criar um momento “oficial” em que as pessoas possam simplesmente mostrar um pouco do convívio com seus entes queridos, quebrando um pouco a “seriedade” das reuniões?

Atitudes que irão ajudar a melhorar sua comunicação para liderança

Na minha jornada como mentora trabalhando com líderes de diversas organizações há sempre uma dor comum que todos carregam: pessoas. Para alcançar o C-Level em suas carreiras, todos trazem histórias de horas de muito estudo e trabalho, muita luta, resiliência, dedicação e noites insones pensando nas melhores decisões para a sobrevivência e o futuro do negócio. Mas há uma habilidade que não se aprende nas universidades e cursos de MBA – a comunicação interpessoal, saber ouvir, respeitar a diversidade de opiniões, compreender o sentimento expresso muito além das palavras.

Você tem alguma ideia de como seus colegas te enxergam? Que imagem carregam da sua “personalidade corporativa”? O que suas atitudes no dia a dia revelam sobre você? Qual sua real capacidade de gerar empatia?

Para cada público, uma mensagem

O primeiro passo para melhorar sua comunicação é entender que cada interlocutor e cada situação demandam uma linguagem, uma abordagem diferente. Você não conseguirá ser compreendido e gerar conexão com um millenial usando o mesmo vocabulário de quando está na reunião com a Diretoria. Assim como não adotará um linguajar informal com seus clientes enquanto não tiver mais intimidade com eles.

Ao iniciar uma conversa com quem quer que seja, lembre-se que está em frente a um ser humano, que, como qualquer outro, tem sua própria história de vida, seus traumas e frustrações, suas idiossincrasias, seus dias bons, seus dias ruins.

A primeira impressão é mesmo a que fica. E esta percepção é criada a partir de inúmeros sinais, verbalizados ou não, que você passa quando se comunica com seu time. Ela é moldada a partir da forma como você se comunica ou não se comunica. Seus gestos, sua postura, sua expressão facial, sua respiração, seu olhar; tudo diz muito mais sobre você do que você pensa.

Tímido ou arrogante?
Se acha que te enxergam como uma pessoa tímida, sinto muito, tenho uma má notícia: é mais provável que a imagem que está passando é de arrogância. Uma boa comunicação é uma ferramenta estratégica que, se bem utilizada, pode ser decisiva para conseguir engajar sua equipe e conquistar suas metas ou, ao contrário, se mal trabalhada, pode exterminar qualquer chance de alcançá-las. Portanto, a timidez não irá te ajudar em nada.

E não pense que é fácil. Um líder que passa o dia trancado em sua sala tocando a gestão somente de olho nas planilhas e não circula pelos corredores corre o sério risco de ter uma visão deturpada da realidade em sua volta. Mudar esta atitude não é tarefa fácil; e não necessariamente por ser esnobe, mas por, basicamente, não conhecer a si mesmo.

Sim, para entender o outro é essencial, antes de mais nada, compreender a si próprio. Faça um exame de consciência. Qual sua percepção sobre você? Como se enxerga? Que imagem tem de sua própria persona? Provavelmente, ao embarcar nesta viagem de autoconhecimento, irá descobrir que há um gap entre o que você de fato é/está e como é visto/percebido. E isto é ótimo porque será o impulso que precisa para iniciar sua transformação.

Não é porque você não fala que não estão te escutando. Guarde bem isso.

Listo aqui 5 atitudes que irão te ajudar a aprimorar sua comunicação para liderança:

1)Cumprimente com sinceridade. Eu sei que sua cabeça está cheia de pendências pra resolver, que está atrasado para próxima reunião, que as contas não estão fechando, que seus filhos estão te enlouquecendo, mas, por favor, não faça de conta que o ser humano que está ali ao seu lado, dentro do elevador com você, não existe. Dê um bom dia sincero. Comente algo que mostre a ele o quanto o julga importante. Procure saber mais sobre sua vida. Além de ganhar um sorriso e sua simpatia, de quebra ainda poderá descobrir que aquela pessoa tem um grande potencial e pode estar na posição errada.

2)Estabeleça uma comunicação genuína. Lembre sempre que em um processo de comunicação há sempre um emissor (você) e um receptor (seu interlocutor). Se você não demonstrar verdade, autenticidade, sinceridade, o tiro certamente sairá pela culatra. Não tenha medo de ser e expressar quem você é. Você só estabelecerá uma comunicação eficaz e terá credibilidade se quebrar o gelo. Do contrário, é mais provável que não será compreendido. Prepare-se para situações de crise que irão exigir conversas difíceis e, se avaliar que não está sereno o suficiente, vá tomar um café, dar uma volta, respirar e, somente quando se sentir pronto, inicie o diálogo (eu disse diálogo, não monólogo). E, nestes momentos adversos, jamais esconda-se atrás de uma mensagem de e-mail ou de WhatsApp. A comunicação escrita pode levar a “N” interpretações e um texto é eternizado, compartilhado, comentado. Na crise, olho no olho!

3)Observe-se. Seja qual for a situação, não esqueça que há sempre um tom de voz adequado (nunca, jamais grite com ninguém!), um linguajar, um gesto, o contato visual e muitas outras sutilezas que são determinantes para passar segurança na sua comunicação e conquistar, envolver sua audiência. Se vai proferir uma palestra ou comandar uma reunião, prepare-se e pense como irá se apresentar mediante seu público. Se irá apresentar um projeto aos acionistas, construa dentro de si uma persona autoconfiante, que sabe o que diz e está segura sobre suas ideias. Esteja sempre pronto para ser confrontado e responder perguntas difíceis. Procure aprender com as situações em que alcançou uma boa performance na sua comunicação e não fuja daquelas que te tiram da sua zona de conforto. A boa comunicação só se aprende na prática, no dia a dia. Encare os momentos mais difíceis como as melhores oportunidades para se desenvolver.

4)Faça uma leitura do seu interlocutor antes de começar a se comunicar. Tenha sempre em mente que para ser compreendido é preciso primeiro compreender o outro, sua essência, sua história, sua vida dentro e fora da empresa. Você nunca chegará a um entendimento sobre o outro somente a partir daquilo que você vê. Portanto, esteja pronto para escutar (sempre!) e fique atento a todos os mínimos sinais. Muitas vezes, um olhar representa muito mais do que o outro consegue traduzir em palavras. Mantenha seu radar ligado.

5)Peça e dê feedback. Se você ainda não tem clareza sobre sua habilidade comunicativa converse com seus pares mais próximos. Peça a eles que digam com franqueza (pode ser uma única pessoa da sua confiança) o que pensam sobre a maneira como se comunica, como se apresenta, que imagem passa dentro da organização. Da mesma forma, não tenha medo de dar feedback. Os millenials valorizam muito ouvir de seus líderes o que pensam sobre eles. Se souber estabelecer esta troca é mais do que meio caminho andado para ter a tão desejada empatia.

Para encerrar, deixo o provocativo pensamento de Dalai Lama: “A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância”.

Pense nisso e boas conversas!

Claudia Colnago – Fonoaudióloga e sócia da Verbare Comunicação, consultoria que oferece mentoria para desenvolvimento da competência comunicativa para liderança através de uma jornada de autoconhecimento e autoconsciência. Claudia tem formação em Neurocoaching e em Consultoria para Liderança.