Gestão da inovação: saiba como implementá-la na sua empresa!

Gestão da inovação é a sistematização do processo de geração e implementação de ideias nas empresas. O objetivo é criar uma estrutura propícia para a criatividade e desenvolver soluções inovadoras de forma contínua a fim de gerar valor ao negócio.

Engana-se quem pensa que a inovação está ligada apenas à criação de produtos e serviços revolucionários. Esse tema também diz respeito à inovação no RH, à reinvenção de processos, ao refinamento do modelo de negócios, à abertura de novos mercados, às mudanças na estrutura de governança, à atualização da cultura organizacional e à otimização do marketing.

Quer entender melhor o que é gestão da inovação, quais são os seus benefícios e como implementá-la no seu negócio? Continue a leitura e saiba tudo sobre o assunto!

Primeiramente, o que é inovação?

Para entender melhor o que significa gestão da inovação, é importante que a definição de inovação esteja bem clara, porque é comum haver confusão com invenção e descoberta. No entanto, não é tudo a mesma coisa. Entenda as diferenças:

  • descoberta: novos conhecimentos frutos de pesquisas científicas. Por exemplo: a descoberta de uma nova espécie do reino animal, um planeta, um fóssil antigo etc.;

  • invenção: criação de um produto, serviço ou processo que tem potencial para resolver algum problema. Geralmente, as invenções são protegidas por patentes;

  • inovação: aplicação comercial da invenção ou introdução de diferenciais que melhoram significativamente produtos já existentes.

Como você pôde perceber, inovar não significa necessariamente criar algo do zero. Na verdade, o termo está ligado à renovação e ao aperfeiçoamento. É pegar alguma coisa que já existe e melhorá-la, tornando-a mais funcional e rentável.

O Uber, por exemplo, é uma inovação. Isso porque o serviço de transporte individual já existia: o táxi. No entanto, a empresa revolucionou o mercado ao oferecer ao cliente uma experiência diferenciada e mais prática.

Apesar disso, é bom esclarecer que uma invenção também pode se transformar em inovação. Isso só acontece quando a solução tem aplicação comercial, entra no mercado, tem o seu valor reconhecido pelo público e gera lucros para uma empresa.

Afinal, o que é gestão da inovação?

Inovação diz respeito às mudanças. No entanto, não é possível reinventar um negócio de maneira desordenada. Isso porque não basta ter ideias inovadoras: é necessário que a empresa tenha uma estrutura para a criação, a implementação e o gerenciamento dessas novidades.

É aí que entra a gestão da inovação. Esse setor é responsável por sistematizar o processo de aperfeiçoamento e torná-lo contínuo. Com isso, é possível analisar a demanda e a viabilidade das ideias, considerando aspectos humanos, financeiros, táticos, operacionais, tecnológicos etc. O objetivo é facilitar a inovação e transformar essas atualizações em lucros reais para a empresa.

Quando a gestão da inovação surgiu?

A inovação sempre existiu — mesmo antes de receber essa nomenclatura. Afinal de contas, desde os primórdios, o ser humano luta para aperfeiçoar artefatos de caça com o intuito de se alimentar.

No ambiente corporativo, o tema ganhou relevância em 1939 quando o economista Joseph Schumpeter publicou o estudo “Business Cycles: a theoretical, historical, and statistical analysis of the capitalist process” — em português, “Ciclos de negócios: uma análise teórica, histórica e estatística do processo capitalista”.

A teoria reforça a ideia de que as inovações são as principais propulsoras do desenvolvimento da economia capitalista. De acordo com o autor, para que uma empresa saia do seu ponto de equilíbrio e cresça, é necessário que alguma inovação modifique significativamente as condições anteriores.

Nessa época falava-se muito em inovação, mas pouco sobre como geri-la. Na tentativa de coordenar esse processo, muitas empresas criaram departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Nesse contexto, o processo de criação era linear e restrito a um grupo seleto de pesquisadores.

Foi entre 1980 e 1990 que as organizações perceberam que a inovação não deve ser um processo vertical, mas sim baseada em gestão horizontal e interativa. Até porque não é possível desenvolver uma solução inovadora sem considerar a visão de quem vai usá-la, não é mesmo?

A inovação exige o envolvimento de todos os stakeholders de uma empresa: colaboradores, fornecedores, clientes, entre outros. A gestão da inovação começou a ser implementada nesse período com o objetivo de administrar todas essas variáveis e garantir que as inovações, de fato, resultem em lucros para o negócio.

Mais tarde, por volta de 2011, a quarta revolução industrial quebrou paradigmas e criou condições ainda mais favoráveis para as empresas inovarem, tanto do ponto de vista operacional quanto do gerencial. Agora, tudo é conectado e os avanços tecnológicos facilitam a gestão da inovação.

Qual é o seu papel nas empresas?

A função da gestão da inovação é estratégica, pois torna a inovação um processo sistemático e, relativamente, previsível. É isso que não apenas suporta a evolução de grandes multinacionais, mas também contribui para o crescimento das PMEs.

Com uma gestão da inovação eficiente, os colaboradores são orientados a “pensar fora da caixa” e gerar ideias com o objetivo de resolver gargalos operacionais e idealizar soluções que otimizam o trabalho ou atendem a uma demanda do mercado.

A área é responsável por criar e gerenciar a estrutura necessária para que a empresa consiga inovar de forma contínua. Além disso, os insights saem do papel e ganham aplicação prática. Em outras palavras, é a gestão da inovação que permite a concretização de novas ideias e garante que elas sejam, de fato, lucrativas.

Qual é a importância da gestão de inovação para os negócios?

É uma simples questão de sobrevivência. Com a transformação digital, as empresas estão adotando recursos tecnológicos em todos os processos para deixá-los mais rápidos e eficientes. Quem não aderir ao movimento perderá competitividade.

Para ilustrar a relevância do tema para os negócios, vamos citar o exemplo da Kodak. A empresa monopolizava o mercado de fotografias até 1997, mas viu o império desmoronar por causa da falta de visão e por subestimar a concorrência.

Ao contrário do que muita gente pensa, a empresa não ficou para trás por não prever a chegada da câmera digital. A verdade é que a própria Kodak criou o primeiro modelo desse tipo de equipamento e faturou com a patente até 2007, quando o registro expirou.

No entanto, mesmo com a carta coringa na manga, a marca segurou o lançamento por medo de perder o controle de toda a cadeia de suprimentos: as câmeras fotográficas e, principalmente, os filmes e o serviço de revelação. Até porque boa parte dos rendimentos da empresa vinha desses dois últimos pontos.

Por não dar muita importância para a nova tecnologia — pois, no primeiro momento parecia ser menos rentável —, a empresa não investiu pesado nisso. Foi aí que a concorrência encontrou uma brecha para ganhar mercado. Mais tarde, a Kodak até lançou alguns modelos de câmeras digitais, mas não conseguiu conquistar o consumidor no quesito qualidade.

Quando o número de vendas de máquinas digitais ultrapassou as tradicionais, naturalmente, a comercialização de filmes e o serviço de revelação caiu drasticamente. O preço que empresa pagou pelo comodismo e por não assumir o risco de inovar foi caríssimo: a falência.

Percebeu como a Kodak foi inventiva, mas não inovadora? Ela identificou uma ameaça e, mesmo assim, não se reinventou para atender às novas demandas do mercado. Esse é um clássico exemplo de uma empresa que não resistiu por falta de inovação. A gestão, portanto, é fundamental para manter um negócio competitivo.

Quais são os benefícios da gestão de inovação?

Assim como a Kodak, qualquer empresa que ficar parada no tempo pode perder fatias de mercado para a concorrência e até falir. No entanto, muito mais que apenas se manter de pé, investir em gestão da inovação é uma estratégia para dar destaque ao negócio, conquistar mais clientes e fazer a empresa crescer. A seguir, você vai conhecer as principais vantagens de implementar a tática.

Valoriza a marca

Empresas que inovam são valorizadas pelo mercado porque estão sempre em busca do aperfeiçoamento de produtos, serviços e processos. Portanto, aplicar a gestão da inovação no seu negócio é uma forma de melhorar a imagem da marca, ganhar autoridade no mercado e até ditar tendências.

Garante vantagem competitiva

Lembra que inovar significa melhorar soluções para que elas fiquem mais funcionais? São esses diferenciais que enchem os olhos dos clientes e os fazem escolher uma marca em detrimento de outra. Mais: os consumidores estão dispostos a investir um valor superior por soluções inovadoras e diferenciadas. Logo, inovar deixa a sua empresa em vantagem perante a concorrência.

Viabiliza a conquista de novos mercados

O processo de inovação não é feito de forma aleatória. O setor trabalha com a identificação de ameaças e oportunidades de negócios para conseguir dar passos firmes. As soluções inovadoras são desenvolvidas om base em estudos e análises de tendências.

Isso quer dizer que quando a inovação é sistêmica, fica mais fácil identificar lacunas para desenvolver soluções com potencial para resolver um problema. Assim, é possível ampliar os horizontes da marca, conquistar novos mercados e até descobrir nichos ainda inexplorados.

Melhora a atração e retenção de talentos

Uma empresa que fica parada no tempo não perde apenas competitividade e clientes. Os melhores profissionais do mercado estão sempre em busca de desafios e inovar é uma maneira de se superar constantemente.

Além disso, a cultura da inovação estimula o empowerment, pois dá liberdade para que os colaboradores sejam criativos, contribuam com as suas ideias e ainda sejam valorizados por isso. Essa sensação de que eles estão, de fato, ajudando a empresa a crescer é motivadora. É por essa razão que a gestão da inovação contribui para a atração e retenção de talentos.

Garante o uso eficiente dos recursos

Gerir a inovação exige um conhecimento profundo sobre todos os recursos que a empresa dispõe: humanos, financeiros, tecnológicos, operacionais etc. Essa análise ajuda a identificar o que compromete a performance da empresa e o que ajuda no aperfeiçoamento. O objetivo é reduzir falhas, desperdícios e retrabalhos para aproveitar os recursos da melhor forma possível. Com isso, a empresa ganha eficiência operacional.

Aprimora e organiza processos internos

Para tornar a inovação possível, é essencial manter processos bem estruturados e fluidos. Portanto, a gestão também atua na organização e no aperfeiçoamento de processos. Aliás, inovar não diz respeito apenas à reinvenção de produtos e serviços. A adoção de soluções tecnológicas e metodologias para otimização de processos também entra no rol de inovação de uma empresa.

O resultado disso pode ser percebido no aumento da produtividade dos funcionários e da empresa de forma geral. Dessa maneira, é possível escalar as atividades sem necessariamente precisar contratar mais gente.

Aumenta a lucratividade do negócio

Toda inovação precisa ser economicamente viável, ter valor para quem vai usá-la e ainda gerar lucros para a empresa. E isso pode acontecer tanto com o aumento na venda de produtos ou serviços quanto na redução de custos do negócio por causa da otimização de processos.

Todos os benefícios citados anteriormente impactam diretamente a lucratividade do negócio. Uma empresa valorizada, que apresenta diferenciais competitivos e ainda expande a atuação para novos mercados, por exemplo, consegue atrair mais clientes e lucrar mais.

Já quanto aos aspectos internos, a gestão da inovação melhora a utilização dos recursos e, por consequência, contribui para a redução de custos e o maior controle das despesas. Isso também reflete nos resultados financeiros da empresa.

Em suma, investir em gestão da inovação não é apenas uma boa prática. Ignorar esse aspecto pode colocar em risco a existência da empresa no futuro. Agora, a pergunta que não quer calar é: como implementar a estratégia na minha empresa? É exatamente isso que você verá a seguir.

11 passos para implementar a gestão de inovação

Chega de teoria e vamos à prática. Para implementar a gestão da inovação em uma empresa, é necessário começar pelo planejamento. É nesse momento que você precisa definir estratégias e determinar aonde a sua empresa pretende chegar com esse processo.

Além disso, é importante eleger um gestor para a área. O ideal é que esse profissional seja um bom líder — não chefe —, tenha habilidades técnicas e, principalmente, uma boa visão de negócios. Depois disso, é só cumprir os próximos passos.

1. Identifique necessidades, ameaças e oportunidades

Nesse momento, você precisa identificar quais são os principais problemas que a gestão da inovação precisa resolver: melhoria de produtos ou serviços, otimização de processos, eliminação de gargalos operacionais etc. Isso dará um norte para a estratégia.

No mais, é essencial também analisar os ambientes externo e interno para identificar forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Uma boa ferramenta para fazer isso é a matriz SWOT. A sigla vem do inglês e significa:

  • S (strengths ou forças): representam fatores internos que garantem vantagem sobre a concorrência, como infraestrutura, colaboradores capacitados, boa política de benefícios, entre outros;

  • W (weakness ou fraquezas): ainda sobre o ambiente interno, esse quesito representa os pontos fracos do negócio. Por exemplo: ausência de tecnologias, alta rotatividade de funcionários etc.;

  • O (opportunities ou oportunidades): diz respeito a fatores externos que impactam as decisões do negócio, como mudanças no comportamento do consumidor e inovações tecnológicas;

  • T (threats ou ameaças): aspectos externos que podem prejudicar o desempenho da empresa. Por exemplo: mercado saturado, concorrência acirrada e crises econômicas.

Além de auxiliar a gestão da inovação, essa análise de ambientes internos e externos também pode ser usada para montar o planejamento estratégico de RH.

2. Faça benchmarking

Em português, benchmarking quer dizer “ponto de referência”. Na prática, esse é um processo de análise da concorrência para visualizar em que posição o seu negócio está em relação às outras empresas do setor.

Essa pesquisa é fundamental a fim de gerar insights que se transformarão em projetos inovadores na sua organização. Ao estudar cases de sucesso — inclusive, de outros setores do mercado —, é possível encontrar inspirações. Em qualquer caso, é imprescindível adaptar a ideia à realidade do seu negócio e introduzir diferenciais para a sua solução.

3. Institua uma cultura de inovação

Uma empresa sem cultura de inovação dificilmente consegue bons resultados. Isso porque é comum que os colaboradores se sintam retraídos em ambientes corporativos que não valorizam as opiniões dos colaboradores. Assim, ninguém se sentirá confortável para expor as suas ideias.

É por isso que a inovação precisa ser incorporada à cultura organizacional. O objetivo é criar um ambiente livre onde qualquer colaborador — independentemente do cargo — possa propor soluções inovadoras.

Todos sabemos que mudar a cultura de uma empresa não é uma tarefa fácil. Por isso, é necessário criar um plano de ação com estratégias para integrar as equipes e incentivar a inovação.

4. Inclua a inovação em sua estratégia

Não adianta criar soluções que não têm sinergia alguma com os objetivos do negócio. Ao colocar práticas inovadoras no planejamento estratégico da empresa, fica mais fácil alinhar as expectativas com a realidade.

Além disso, é nesse momento que você definirá quais são os recursos que serão disponibilizados para o setor: valor do investimento financeiro, materiais, tecnologias, pessoas etc.

5. Crie um ambiente favorável

Dificilmente o colaborador contribuirá com as suas ideias se trabalhar em um ambiente inóspito e repressor. Para que ele se sinta à vontade, é necessário deixar o espaço mais acolhedor e propício para o desenvolvimento.

Adotar os princípios da cultura de startup, por exemplo, pode ajudar nesse processo. Empresas desse tipo costumam privilegiar a qualidade de vida do funcionário e criar ambientes mais descontraídos com rotinas dinâmicas. Vale até criar premiações para as melhores ideias a fim de incentivar a participação de todos. Pense nisso!

6. Estimule a criatividade

Inovação e criatividade têm tudo a ver. Inclusive, um ambiente favorável contribui para o pensamento criativo. Uma boa estratégia para melhorar o espaço nesse sentido é investir em diversidade.

Ao contratar colaboradores com bagagens diferentes — seja por causa da cultura, idade, orientação sexual, raça ou padrões estéticos —, é possível obter diversos pontos de vista sobre o mesmo problema. Isso ajuda no desenvolvimento de soluções diferenciadas e mais completas.

Além do mais, quando uma empresa demonstra respeito e valoriza as diferenças, os colaboradores se sentem mais confortáveis para serem autênticos. Sem bloqueios ou medos, a criatividade aflora.

7. Mostre para toda a empresa a importância da inovação

Não é só a alta direção que precisa ter consciência da importância da inovação. Todos os colaboradores precisam estar cientes de que esse processo é fundamental para manter a empresa no mercado.

Sendo assim, utilize histórias de sucesso e de fracasso com o propósito de evidenciar a relevância do tema. Colaboradores esclarecidos e cientes do papel que exercem na organização costumam ser mais engajados.

8. Estruture um processo

Um processo é uma sequência de operações que são reproduzidas com regularidade. Todos os setores de uma empresa precisam de processos bem estruturados para garantir a eficiência e os resultados previsíveis. Com a gestão da inovação, essa realidade não é diferente.

Em vista disso, crie um fluxo de inovação para orientar o processo. Por exemplo:

  • geração de ideias;

  • filtragem de ideias;

  • estudos de viabilidade econômica, técnica e tecnológica;

  • seleção de projetos;

  • desenvolvimento das ideias;

  • acompanhamento de resultados.

9. Desenvolva diversos projetos

Empresas que vivem a transição geracional se beneficiam da mistura de experiências para se aperfeiçoar cada vez mais. Desse ambiente podem sair uma pluralidade de ideias de soluções inovadoras, e ter que escolher apenas uma é um desafio.

Aliás, restringir a um único projeto não é uma boa estratégia. Afinal de contas, para tornar a empresa mais eficiente, é necessário inovar em diversos âmbitos. Portanto, desenvolva vários projetos — desde que eles sejam financeiramente viáveis, claro.

E essa variedade não precisa contemplar, necessariamente, projetos exclusivos da empresa. Ao desenvolver parcerias com fornecedores, clientes e instituições de pesquisa, por exemplo, é possível ampliar a visão de mercado, acelerar o processo e, ainda, dividir responsabilidades, riscos e recompensas. Essa colaboração ajuda a gerar insights para o seu negócio.

10. Considere os aspectos legais

Muitas vezes, soluções inovadoras são protegidas por patentes (invenções e modelos de utilidade) e registros (marcas e desenhos industriais). Portanto, é importante ficar de olho se o produto que você pretende implementar, de fato, não existe para evitar problemas jurídicos no futuro.

Quando a sua empresa desenvolver algo também precisa patentear ou registrar a inovação para proteger a solução. Assim, nenhuma outra empresa poderá explorar comercialmente aquilo sem que você autorize e receba por isso.

11. Determine KPIs

As Key Performance Indicators (KPIs) — em português, indicadores-chave de performance —, servem para medir o progresso da inovação dentro da empresa. Nesse contexto, é importante acompanhar, por exemplo:

  • quantidade de ideias geradas;

  • taxa de ideias por colaborador;

  • quantidade de projetos em andamento;

  • quantidade de inovações implementadas;

  • taxa de sucesso;

  • Retorno sobre Investimento (ROI).

Com essas informações, é possível certificar-se de que a gestão da inovação, de fato, contribui para rentabilidade da empresa. Caso os resultados não sejam positivos, é necessário fazer ajustes na estratégia para corrigir o desempenho e retomar o crescimento.

O que é inovador hoje, amanhã já pode ficar obsoleto. É por isso que a gestão da inovação é fundamental para as empresas. Implementar a estratégia é uma forma de garantir o aperfeiçoamento contínuo, reinventando produtos, serviços e processos. Dessa forma, é possível não só manter a competitividade, mas também fazer a empresa crescer.

Desafios da inovação no mercado de trabalho

A inovação no mercado de trabalho é uma realidade, e esquivar-se dela enquanto profissional significa perder boas oportunidades, estando sempre atrás da concorrência. Tanto as empresas quanto seus colaboradores precisam se capacitar para tirar o melhor proveito das novas tecnologias. Contudo, sabemos que essa nem sempre é uma missão descomplicada, afinal, estar alinhado às tendências requer planejamento e treinamento.

A empresa precisa entender que as ferramentas tecnológicas geram otimização e potencializam resultados. Já os profissionais devem estar capacitados para compreender tais recursos e aplicá-los de modo eficiente no dia a dia — e é justamente aqui que começam a surgir os desafios. Pensando nisso, trouxemos um panorama da inovação no mercado de trabalho e seus impactos para empregadores e empregados. Acompanhe!

Qual é o perfil do profissional esperado pelas empresas?

A Indústria 4.0 impulsionou o uso da tecnologia nas empresas para otimizar processos e potencializar resultados. No entanto, não só as organizações devem se preparar para as transformações tecnológicas: elas precisam de mão de obra qualificada e devidamente instruída para transitar em meio à inovação com eficiência.

Esse cenário acarretou mudanças importantes nos processos de recrutamento e seleção. Hoje, os empregadores direcionam esses procedimentos por meio de estratégias que alinham o colaborador ideal às missões, aos valores, à cultura e ao cotidiano organizacional. Isso significa que o tipo de profissional esperado também passou por grandes mudanças.

O colaborador requisitado pelos empregadores hoje em dia é aquele que não tem medo da transformação, mas se adapta a ela, tendo também sede de ir além, contribuindo com ideias e sugestões. Seguindo essa linha, a criatividade é outro fator que conta muito, bem como a proatividade — ou seja, cumprir as tarefas sem esperar ordens superiores —, a vontade de aprender — afinal, ninguém nasce dominando tudo, mas demonstrar interesse pelo novo já muda a forma como você é visto pelas empresas — e o dinamismo.

Outras habilidades e traços que compõem o perfil de profissional esperado atualmente são:

  • facilidade para trabalhar em equipe;

  • resiliência para aprender com erros;

  • inteligência emocional para lidar com desafios;

  • curiosidade para aperfeiçoar processos e adotar inovações.

Qual é o papel da gestão na capacitação e na incorporação de tecnologias inovadoras?

É fundamental deixar de lado o pensamento de que as empresas são do século XIX, os colaboradores do século XX e os clientes do século XXI. Todos devem se comunicar, e as organizações devem estar conectadas à tecnologia para que a inovação não seja apenas parte do processo de produção, mas algo comportamental — o que inclui gestão, estratégia e liderança.

Essa constatação foi feita, inclusive, pelo professor, autor, palestrante e CEO Luiz Rasquilha. Em outras palavras, os gestores precisam enxergar o investimento no desenvolvimento do capital humano — treinamentos, workshops etc. — como uma ação de alto retorno, e não como um gasto. Afinal de contas, trabalhadores capacitados são capazes de gerar resultados melhores em produtividade e qualidade das entregas.

Vale ressaltar que essa capacitação deve ser conduzida de forma que os colaboradores realmente entendam os impactos da inovação na produção e saibam como aplicar os recursos tecnológicos no cotidiano de trabalho. Assim, as ações de educação corporativa se tornam grandes aliadas, sobretudo quando acompanhadas pelos gestores e líderes.

A velocidade em que as coisas acontecem passa a ser um desafio?

A velocidade das inovações e da conectividade imprimiram um dinamismo e uma complexidade nunca vistos no mercado de trabalho, levando a uma mudança no comportamento do profissional e das corporações. Esse ritmo acelerado de constantes transformações é, de fato, um desafio para todos os envolvidos.

Tanto para as empresas quanto para os colaboradores, não acompanhar o ritmo da Indústria 4.0 é sinônimo de prejuízo. As organizações perdem em nível de produtividade e, consequentemente, lucratividade. Já os profissionais se tornam obsoletos, visto que sempre haverá alguém capacitado e antenado, que facilmente poderá ocupar o seu lugar.

Em 1900, ainda segundo Rasquilha, a atualização no ambiente corporativo demorava 100 anos, ou seja, os processos continuavam sendo realizados sem nenhuma mudança. Já em 1945, o ciclo de atualização na carreira caiu para 45 anos, possibilitando que a reciclagem ocorresse quando os colaboradores estivessem encerrando sua vida útil no mercado.

Quase 70 anos depois, os números mostram a magnitude da revolução tecnológica. Em 2013, o CEO afirma que a velocidade do tempo de capacitação foi aumentado para 13 meses — isso significa que os profissionais precisaram, desde então, se reciclar constantemente para acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas. Em 2022, a previsão é de que todos necessitarão dedicar 101 dias de suas vidas à aprendizagem de novas tecnologias.

De que maneiras driblar esses desafios?

A capacitação é a melhor forma de lidar com a inovação no mercado de trabalho sem deixar que ela se torne um empecilho. Mais uma vez, isso vale para empregadores e empregados. Por mais que ambos contem com anos de experiência e tenham insights valiosos sobre a área de atuação, negar os avanços tecnológicos significa deixar de crescer.

Por isso, é importante que as empresas criem uma cultura de aprendizado dentro do ambiente organizacional. Os colaboradores precisam receber capacitação para aplicar a inovação na prática, eliminando dúvidas, gargalos e instigando-os a buscar conhecimento.

Por que a aplicação da tecnologia é tão importante no dia a dia?

Vimos que o ritmo em que as transformações ocorrem é rápido. Uma ferramenta que anteriormente fundamentava todo um processo de produção, hoje pode ser substituída por um recurso automatizado, gerando economias em tempo e recursos e evitando retrabalhos.

A tecnologia é tão importante no dia a dia da corporação porque interfere diretamente em sua lucratividade. O mercado é competitivo, e sobre isso não há dúvidas. As startups e pequenas e médias empresas (PMEs) estão aí justamente para provar que soluções e metodologias inovadoras aceleram o ritmo de crescimento de um negócio, por isso, até mesmo as grandes corporações têm muito o que aprender sobre a transformação digital.

A aplicação de tecnologia tem como vantagens:

  • melhorias no fluxo de produção;

  • motivação dos funcionários;

  • elaboração de ações que incentivam o capital interno;

  • integração dos times;

  • engajamento dos colaboradores com a missão da empresa;

  • engajamento dos colaboradores com a função desempenhada;

  • processos mais rápidos e seguros;

  • comunicação mais eficiente entre setores;

  • comunicação mais eficiente com o cliente;

  • criação de um relacionamento entre empresa e público-alvo etc.

Como foi possível perceber, ser inovador em um meio extremamente exigente e acelerado é questão de sobrevivência para empresas e funcionários. O primeiro passo para que isso aconteça é aceitar a inovação no mercado de trabalho e driblar os possíveis desafios. Estar a par das tendências e de tudo o que está em alta em termos de tecnologia é fundamental — uma vez que trazê-las para a realidade do negócio gera um diferencial competitivo, ao mesmo passo que ignorá-las pode até mesmo ser sinônimo de prejuízo.