Construção de cultura ágil

Mudanças rápidas no mercado, nas necessidades dos clientes, na tecnologia, na concorrência e nas regulamentações são cada vez mais comuns no ambiente corporativo. E isso demanda, mais do que nunca, que as organizações sejam capazes de responder e se adaptar rapidamente. A agilidade organizacional não deve ser vista como um diferencial, e sim uma necessidade.

Por que empresas como Magazine Luiza estão conseguindo superar a crise e retomar níveis de resultado muito próximos ao período anterior à crise? Somente por ter uma boa presença digital? Essa característica é determinante, mas não é tudo. A vantagem competitiva passou a depender da capacidade de agir de forma rápida, decisiva e eficiente na identificação, resposta e exploração das mudanças.

Para que um modelo de organização ágil seja um sucesso, as empresas devem projetar estruturas, governança e processos com um conjunto relativamente estável de elementos centrais:

Estrutura da organização – Migração de estruturas hierárquicas de gerenciamento para equipes que trabalham nas jornadas e mais perto dos clientes internos e externos, tendo mais controle sobre a tomada de decisões;

Equipes e projetos – Redes ou equipes montadas rapidamente com base em conjuntos de habilidades, e rapidamente desmontadas quando as melhorias nas jornadas são concluídas. Colaboradores passam a atuar em projetos que fazem uso de suas habilidades, permitindo que a equipe trabalhe em vários projetos de diferentes áreas;

Gestão de equipes – Os gestores não se concentram apenas em supervisionar pessoas, mas lideram projetos e patrocinam os colaboradores para suportar os requisitos do projeto.

Cultura – Indiscutivelmente o elemento mais importante para garantir que a organização ágil seja um sucesso, a cultura ágil da empresa terá influência em todas as áreas e todas as funções.

Manter a forma tradicional de atuar não é uma opção para empresas em meio a crises como a pandemia que atravessamos. É preciso que haja capacidade de implementar mudanças conforme o mundo se transforma.

Ao mudar a maneira como trabalhamos, incentivamos que as equipes se afastem do hábito de apontar culpados e estimulamos a colaboração e o pensamento em rede, com mais criatividade e uma entrega de valor mais rápida.

Essa mudança de mentalidade corporativa mantém a equipe em foco e os ajuda a se auto gerenciar. E isso pode ser alcançado através de um conjunto de atitudes que sustentam um ambiente de trabalho ágil:

Respeito – A maioria dos trabalhos em equipe precisa começar com respeito pelos colegas de equipe em todos os níveis da organização, no cliente e no próprio produto também é fundamental para manter um ambiente de trabalho ágil.

Colaboração – Com sistemas cada vez mais complexos sendo construídos e, posteriormente, problemas complexos sendo resolvidos, nenhuma pessoa seria capaz de manter todas as informações necessárias em sua cabeça para concluir uma tarefa. A facilitação da colaboração, por meio de ferramentas e comportamentos podem melhorar a qualidade e o número de discussões colaborativas.

Ciclo de Aprendizagem – Permitir que os indivíduos tentem algo novo e, sim, possivelmente falhar, dá à equipe a oportunidade de aprender e melhorar a si mesma. Os indivíduos não devem ser enganados por erros, mas sim apoiados por correr riscos e aumentar o conhecimento do grupo.

Foco na entrega de valor – O ponto principal de uma equipe ágil é agregar valor ao cliente. A equipe deve ser capaz de se concentrar no que é de maior valor no momento e entregar com o conhecimento de que outras pessoas na organização (gestores e scrum masters, por exemplo) estão lá para ajudar a remover quaisquer impedimentos.

Capacidade de adaptação à mudança – se o cliente ligar duas horas após uma reunião e quiser fazer alterações, a organização entrará em ação. Qualquer processo para gerenciar essa alteração não pode ser um impedimento para a mudança.

Cultivando e nutrindo essa mentalidade, seja antes, durante ou depois da adoção ágil, os colaboradores se mantêm comprometidos, entregando valor e deixando os clientes satisfeitos com os resultados.

Treinamento e desenvolvimento: saiba as vantagens de capacitar sua equipe

Programas de treinamento e desenvolvimento conseguem proporcionar a qualquer organização uma melhoria substancial em seus resultados a curto, médio e longo prazo. Por isso, é importante pensar na realização deles em sua empresa!

Esses programas promovem uma melhor adequação entre seus profissionais, fazendo com que eles trabalhem bem em equipe e busquem sempre pelo resultado coletivo. Outro aspecto que devemos destacar é que os benefícios se estendem ao clima organizacional, à taxa de rotatividade e até ao nível de satisfação do cliente — algo essencial para um bom branding.

Continue a leitura deste artigo e veja 8 vantagens do treinamento e desenvolvimento para a sua equipe.

1. Melhora a produtividade

Colaboradores que passam por programas de treinamento e desenvolvimento cometem menos erros, comunicam-se de maneira mais efetiva, são produtivos e conseguem propor melhorias nos processos.

Esses programas capacitam o profissional para que ele dê o melhor de si. Por isso, é importante programá-lo desde o momento da contratação, pois isso oferece a oportunidade de executar suas funções mais rapidamente com autonomia.

Os programas de treinamento e desenvolvimento também são fundamentais para os colaboradores mais antigos. Novas tecnologias e processos demandam conhecimento atualizado, que pode ser transmitido em reciclagens.

2. Reduz a taxa de turnover

Outra vantagem do treinamento e desenvolvimento para a sua equipe é a redução da taxa de turnover — que representa a média de saída de colaboradores. Isso acontece porque o resultado é refletido em aspectos subjetivos, como confiança e motivação.

Quando é bem capacitado, o profissional se sente mais valorizado e confiante para realizar suas atividades. Como consequência, ele cresce mais rapidamente na organização e enxerga mais oportunidades dentro dela.

Como parte de um programa de onboarding, por exemplo, o treinamento e o desenvolvimento de talentos acelera a adaptação dos novos contratados — tempo suficiente para que eles alcancem ou superem os resultados dos demais.

3. Oferece mais qualidade nos resultados

É real essa relação entre treinamento, desenvolvimento e a confiança do colaborador. Trata-se de um voto de confiança da empresa que contribui com o engajamento da equipe.

Isso oferece segurança para os colaboradores e, como consequência, a organização observa o crescimento do nível de comprometimento. Desse modo, eles conseguem propor inovações e se sentem responsáveis pelos resultados.

Uma vez que toda companhia é o resultado do conjunto de pessoas que faz parte dela, as ações de treinamento e desenvolvimento impactam diretamente o nível de qualidade das atividades e resultados.

4. Ajuda a estabelecer metas

Qualquer negócio sobrevive atingindo suas metas diariamente. No entanto, isso se torna um desafio quando a equipe está desnivelada — principalmente para baixo. Vem daí outra vantagem dos programas de treinamento e desenvolvimento.

Estimular um ambiente competitivo, em que os profissionais se encontram desnivelados, pode ser prejudicial para todos. Mas, quando eles são treinados e desenvolvidos, conseguem competir saudavelmente.

É dessa maneira que metas podem ser estabelecidas e atingidas. Fica mais fácil saber, por exemplo, os resultados que sua empresa consegue alcançar a partir das competências e habilidades desenvolvidas nos colaboradores.

5. Transforma o clima organizacional

O resultado do aperfeiçoamento profissional por meio de programas de treinamento e desenvolvimento também é visto no clima organizacional. Colaboradores mais preparados, confiantes e engajados trabalham melhor em equipe.

Esse também é um reflexo da melhoria dos processos e da comunicação entre as pessoas — que ocorre de modo mais efetivo e profissional. A colaboração entre os membros da equipe fica mais natural e rentável.

Para comprovar esses resultados, realize pesquisas de clima organizacional antes de investir em programas de treinamento e desenvolvimento. Os resultados delas comprovarão e ainda indicarão outras medidas que podem ser tomadas.

6. Incentiva o trabalho em equipe

Aproveitando o gancho do tópico anterior, é importante destacar que ambição é uma qualidade importante em diversos aspectos da vida pessoal e profissional. No entanto, é prejudicial quando está atrelada à competitividade e à individualidade.

Muitos gestores acreditam que estão incentivando de modo correto a ambição em suas equipes. Eles estimulam a competição entre os profissionais e os melhores resultados individuais.

O fato é que os profissionais devem ser ambiciosos, mas não podem deixar que isso os torne individualistas. A empresa é feita de pessoas, e seus resultados dependem basicamente do esforço de todos — que devem contribuir entre si.

7. Estimula o surgimento de lideranças

Os processos de treinamento e desenvolvimento também oferecem às pessoas a oportunidade de demonstrar outras habilidades, como a liderança. Mesmo nivelados, quem tem o potencial para liderar se destaca.

Isso acontece com mais naturalidade em companhias que investem em treinamento e desenvolvimento, pois o colaborador se sente mais à vontade para assumir responsabilidades e encabeçar outras equipes.

Do ponto de vista estratégico, essa é uma grande conquista para a organização. Ela deixa de recrutar líderes de fora e passa a investir nos talentos que já fazem parte de seu quadro de colaboradores.

8. Proporciona mais credibilidade aos clientes

Na outra ponta de tudo o que foi dito, você observará que até os clientes se sentirão mais satisfeitos com os produtos e serviços oferecidos por sua marca. Essa é o reflexo de um trabalho feito com dedicação e muita qualidade.

Uma vez que há mais comprometimento dos colaboradores e qualidade nas atividades realizadas, será possível sentir isso na entrega ao cliente. A credibilidade da marca, consequentemente, receberá impacto positivo.

Sendo assim, para obter sucesso, é essencial apostar nessas e em outras vantagens obtidas a partir dos programas de treinamento e desenvolvimento. Trata-se de um investimento, jamais uma despesa. Você observou que as vantagens são diversas e, principalmente, estão interligadas. É a oportunidade ideal para gerar outros benefícios ao longo do tempo a partir da qualificação dos colaboradores.

Para investir em treinamento e desenvolvimento de colaboradores, comece a pensar no futuro da companhia a partir da qualificação da área de Recursos Humanos. Organize sua equipe e prepare-a para essa mudança!

Como conquistar uma oportunidade sem ter experiência na área desejada?

Nas palestras sobre empregabilidade, nos grupos e redes sociais e em meus atendimentos essa pergunta vem se repetindo constantemente, geralmente vinda de jovens estudantes que desejam oportunidade em uma determinada área e que por não ter experiência acabam tendo dificuldades para conquistar a vaga desejada, e também vinda de profissionais mais seniores que desejam fazer uma transição de carreira, e se sentem perdidos sem saber por onde começar.

Pensando sobre isso separei 03 dicas que podem te auxiliar neste processo:

1) Tenha clareza
Ao decidir iniciar um curso de graduação, ou migrar sua área de atuação é fundamental ter clareza,! É importante saber:

Por que você está decidido a traçar esse caminho?
Quais são os desafios e oportunidades que essa área pode te reservar?
Quais são os possíveis obstáculos que você terá pela frente?

Se o seu caso for transição, entender os motivos que te fazem desejar migrar de área e de que forma pode estruturar uma carreira nesta área.

Quando se fala em clareza, o autoconhecimento torna-se fundamental, através dele você terá uma base mais forte, conseguirá compreender quais são teus motivadores pessoais, saber por exemplo:

Quais organizações estão alinhadas com seus propósitos profissionais?
Que cargo você deseja ocupar?
Quais qualificações serão necessárias para ocupar essa posição?

2) Invista em cursos e qualificação profissional
Uma forma de compensar a falta de experiência é manter-se atualizado! Em minhas palestras sobre Empregabilidade sempre reforço: Em um processo seletivo não tem espaço para currículos sem cursos de qualificação, sem atualizações na área desejada, sem cursos extracurriculares.

Um profissional em busca de oportunidade, tem como dever estar por dentro das boas práticas e inovações da área em que deseja atuar!

Essa afirmação pode parecer um pouco dura, mas encaro como sendo meu dever deixá-lo ciente de que você pode estar sendo desclassificado das vagas as quais tem se candidatado por não ter cursos e atualizações específicas, que enriquecem o seu currículo e demostram interesse. Vivemos na era da informação, existem infinitas possibilidade de cursos, palestras, workshops, seminários gratuitos na internet e presenciais, inclusive com emissão de certificados. Sei que nem sempre se tem oportunidade de reservar um valor para investir em cursos mais específicos, mas muitas vezes é uma questão de não priorizar, existem cursos excelentes que oportunizam networking, troca e muita aprendizagem com investimentos bem acessíveis e possibilidade de parcelamento.

Faça uma lista dos cursos de qualificação que deseja realizar e, e que estejam alinhado com seus objetivos profissionais, inicie suas pesquisas. Crie uma programação e uma meta mensal de qualificação! Inicie pelos cursos gratuitos e separe um % dos teus recursos destinando a sua qualificação. Tenha certeza que esse investimento terá retorno garantido!

Para quem é de Porto Alegre-RS e deseja entrar na área de Recursos Humanos, recomendo dar uma olhada no Projeto Evolua-se da RHF Talentos Porto Alegre, esse projeto é focado na qualificação profissional nos subsistemas da Recursos Humanos (R&S, T&D, Gestão de Benefícios e outros) e já tem previsão de expansão para outras áreas, a proposta é uma abordagem prática com turmas reduzidas que possibilitam uma visão real e total interação. Vou deixar o link no final deste post. A RHF Talentos também tem um Programa destinado a quem busca Recolocação Profissional em todas as áreas, o Empregabilidade 4.0, com palestras gratuitas sobre elaboração de currículo, entrevista de emprego, LinkedIn e muitas dicas, acompanhe a agenda através das redes sociais! Já para quem deseja um acompanhamento mais direcionado o Recolocar Talentos, que é um programa de recolocação profissional com atendimentos personalizados baseados na metodologia Coaching.

Em tempos passados ter uma graduação já era considerado suficiente, e te habilitava a conquistar e manter um belo emprego. Os tempos mudaram, a quantidade de informações disponíveis, a necessidade de novas habilidades, a abundante oferta de mão-de-obra, trouxeram a necessidade de qualificação continuada e atualização constante obrigando os profissionais a assumirem o protagonismo de suas carreiras.

3) Não busque um emprego, construa uma carreira
Existe uma grande diferença entre buscar um emprego e construir uma carreira, um emprego pode te sustentar, pagar os boletos e até te proporcionar diversão e lazer. Mas se um dia ele “for embora”, é bem possível que você fique perdido e sem identidade profissional.

A construção de uma carreira exige mais empenho, exige protagonismo, dedicação, ações concretas e ocorre de forma gradativa. Ter consciência de que seu retorno tende a ser proporcional a sua dedicação já é um bom começo! O processo de coaching pode te ajudar a ter o foco necessário nesta jornada, caso não tenha condições de investir neste momento, você pode escolher um mentor, alguém que entenda bastante do teu setor e tope te assessorar.

Você pode potencializar a construção de sua carreira através do posicionamento da sua marca pessoal, estudando sobre a área de atuação desejada por exemplo, construindo um networking consistente, e não estou falando de pedir indicação para vagas! Pense que você pode oferecer, faça um trabalho voluntário, compartilhe artigos, curta e comente as matérias que você achar interessante. No LinkedIn, faça muitas conexões e invista em interação, troque ideias, faça perguntas solicite e dê recomendações. Cuide da sua imagem nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp, use essas ferramentas a seu favor!

Espero sinceramente que estas dicas te ajudem! E se me permitir, aí vai minha última dica: Não desista! O processo de transição de carreira e colocação profissional não é fácil eu sei disso, mas trabalhar com o que te faz feliz não tem preço e vai valer cada centímetro de esforço!

Foco + Ação = Resultado

Sim, você pode!

Luisa Gonchoroski – RHF Talentos Unidade Porto Alegre
Gestora de Recursos Humanos, MBA em Gestão Empresarial
Analista Comportamental e Coach de Carreira

Nem sempre o melhor currículo é o melhor candidato?

No cenário de crise, existem ótimos profissionais em busca de recolocação. E o RH tem muito trabalho para analisar, pesquisar e não se “encantar” com os profissionais de excelentes notas, ótimas faculdades, e deixar em segundo plano os demais candidatos.

Estamos acostumados com a entrevista padrão. Com CV na mesa o recrutador faz perguntas e vai “ticando”, ou seja, confirmando o que está escrito.

Existem algumas pessoas que gostam de florear, dar aquela “valorizada” no produto. Cabe ao recrutador validar se tudo o que está escrito é verdadeiro.

Quem nunca se pegou comparando seu CV com os demais candidatos e pensou: “Pelo grau e gabarito dos demais, não tenho chance”. Mas, mesmo assim teve coragem e foi. (Seja o que Deus quiser).

Já ouviu falar que o papel aceita tudo? Pois é, cabe aos profissionais de RH a dura missão de saber extrair do papel e claro da pessoa, o melhor candidato.

O mercado brasileiro vem praticando a entrevista por competência, onde o seu CV não vai ser “ticado” na hora, aliás ele não vai estar na mesa. Nessa hora a pessoa terá que provar que sabe do negócio, porque terão cases para resolver.

Será proposto situações para saber opinião, ou atividades da rotina da vaga em questão. Nessa hora que será validado se o tal curso top é verídico.

Se realmente exerceu determinada função, se a habilidade que citou “aparece” na hora de resolver o problema proposto.

Mas, passando por toda essa situação e reprovar? Acredito que o sentimento será de frustração e de querer rasgar todos os diplomas, e ainda se sentir uma “fraude”? Calma, respire fundo.

Isso apenas mostra que não tem perfil para aquela vaga. Aproveite essa oportunidade para ver os gaps e correr atrás para se desenvolver.

Porque os profissionais precisam cada vez mais achar o equilíbrio entre competência técnica e comportamental.

Por isso a entrevista por competência vem ganhando espaço e claro, ouso dizer que o feeling do recrutador vai ajudar também, desde que o perfil seja analisado com foco aberto.

Na era digital, onde vivemos conectados, nosso comportamento nas redes sociais também é avaliado. Lembre-se que somos seres únicos não existe mais diferença entre o “mundo real” e o virtual.

Por onde passamos deixamos nosso rastro digital e vamos construindo nossa reputação digital. Por isso, use sua inteligência emocional, tenha atenção na hora de postar, comentar e compartilhar alguma foto ou texto.

Afinal, me diga quem tu segues, o que cometam e compartilham, que direi quem tu és.

Texto por Leila Duarte
Founder da Novo Elo, Administradora, MBA em Gerenciamento de Projetos, Especialista Lean Six Sigma, Auditora 5S Lean Office, Consultora, Palestrante, Mentoring.

Plano de cargos e salários: 4 motivos para sua empresa ter um

Afinal, quem ganha com a implementação de um programa de cargos e salários? Alguns gestores podem acreditar que esse é um benefício exclusivo para os colaboradores, que passarão a ter uma perspectiva de crescimento dentro da empresa. Acontece que, na verdade, o maior beneficiário desse tipo de ação é a própria organização. 

O plano de cargos e salários pode trazer uma série de vantagens para o negócio, da melhoria da produtividade até a correta organização dos processos internos. Por isso, ao contrário do que muitos pensam, essa não é apenas uma demanda sindical ou da classe trabalhadora: é uma ação essencial para desenvolver uma organização saudável.

Nesse post, você vai conferir todos os benefícios da medida.

1 – Crie um ambiente motivador
Em primeiro lugar, com o plano de cargos e salários, os profissionais se sentem muito mais motivados, é claro. Dessa forma, o clima organizacional fica mais agradável e todos se sentem mais confortáveis para exercer suas funções, afinal, sabem que, na empresa onde trabalham, existe uma perspectiva de futuro real.

Com os profissionais motivados, é possível reduzir bastante o índice de rotatividade da empresa, algo que gera uma série de perdas, como os custos com treinamentos e demissionais, além, é claro, de garantir a produtividade do negócio.

2 – Defina a linha de comando
Afinal, quem obedece quem? Quais processos são destinados para os colaboradores, e como será o monitoramento da gerência? Essas e outras perguntas podem ser sanadas quando todos os envolvidos — o gestor incluso — sabem exatamente quais são os cargos da empresa e a linha de comando.

Quando todos sabem qual é o seu papel na organização, são capazes de compreender melhor cada um dos processos e atividades desenvolvidas. Portanto, é possível criar um ambiente coeso e harmônico, o que certamente é excelente para a empresa.

3 – Estabeleça uma relação de transparência
Afinal, quais são os critérios para a promoção? Para não haver favoritismo, é preciso que o gestor defina com clareza todas as etapas que o profissional precisa percorrer para conseguir crescer na empresa.

Essa relação de transparência representa um benefício não só para o colaborador, mas, principalmente, para o negócio, e vamos explicar o porquê. Se o gestor não cria critérios objetivos para promover um colaborador, pode cometer o erro da parcialidade. Em um negócio, no entanto, é preciso tomar decisões racionais, mantendo a empresa com o “pé no chão”.

4 – Aumente a produtividade do negócio
Profissionais motivados, processos bem definidos entre os mais diversos escalões da empresa e uma relação saudável, pautada em critérios objetivos para a promoção. É claro que, reunindo os três pontos que mencionamos anteriormente, o último benefício que temos que listar é a melhoria da produtividade do negócio.

O plano de cargos e salários, portanto, é uma ação indispensável não só para que os colaboradores vejam uma perspectiva de futuro na empresa, mas, principalmente, para que o próprio gestor consiga enxergar com clareza quais serão os rumos do negócio!

Uma boa comunicação pode impulsionar a carreira corporativa

Não se trata apenas de saber se vender no mercado; a capacidade de lidar com colegas e equipes é fundamental para estimular o desempenho e a produtividade.

Que a comunicação é primordial, na vida particular e no mundo corporativo, não há a menor dúvida. A capacidade de expressar ideias e mobilizar outras pessoas é essencial para construir relacionamentos, educar filhos, formar equipes, superar concorrentes. Mas existem alguns mal-entendidos a respeito dessa competência tão importante.

Um dos mais comuns é: comunicar-se bem significa falar bem. Não necessariamente. “Saber ouvir é uma qualidade indispensável e pouco encontrada no mundo corporativo”, afirma Mara Behlau, professora do Insper, especialista em voz e consultora em comunicação humana. “Muitas vezes, as pessoas falam sem parar e têm certeza de que o outro entendeu.”

A professora lembra que, em diversos casos, a fala excessiva surge da necessidade que muitos profissionais sentem de se mostrar ativos. “Um gestor extrovertido parece muito participativo, mas também repetitivo. O introvertido é mais observador, porém parece desinteressado, sem opinião.” O ideal, diz ela, é ser ambivertido: “Há momentos para observar e momentos para se expor, trazer ideias”.

Diferentes linguagens
Outro equívoco muito presente nas empresas é acreditar que o talento técnico supera a capacidade de comunicar. Na verdade, os dois são complementares. “As pessoas são contratadas por habilidades técnicas e são demitidas por questões comportamentais”, observa Mara. Afinal, de pouco adianta saber realizar o trabalho se o profissional não consegue se expressar com clareza, seja com os colegas, os gestores, os fornecedores ou os clientes. Ou, o que é pior, não escuta o que eles têm a dizer nem percebe suas peculiaridades e necessidades.

Quem se expressa bem e desenvolve a capacidade de ouvir acaba tendo mais chances de ser promovido e convocado para projetos mais complexos. Também colabora para que o ambiente de trabalho seja mais agradável, com profissionais que atuam em conjunto de forma engajada e produtiva.

“Estamos vivendo uma nova economia, baseada no compartilhamento. Tudo no mundo dos negócios depende da capacidade de construir relações”, afirma Leni Hidalgo Nunes, professora do Insper nos temas de liderança e gestão de pessoas. Ela lembra que, à medida que evoluem no trabalho, os profissionais precisam ainda mais dessa habilidade. “Para as pessoas que subiram na carreira, a comunicação é essencial, porque existe o risco do isolamento.”

Em um cenário em que existem várias linguagens disponíveis, com suas características e limitações, é preciso aprender a lidar com cada uma. Por exemplo: há informações que podem ser repassadas por e-mail – em geral, comunicados formais, objetivos, com instruções claras. Mensagens urgentes podem seguir por aplicativos como o Whatsapp. Reuniões servem para mobilizar pessoas, mas precisam ter propósitos visíveis e horário para terminar. Palestras e cursos motivam e são eficientes para atualizar os colaboradores com informações novas. Cada um desses recursos pode ser usado de diferentes maneiras, seja para manter as equipes motivadas, seja para lidar, de forma direta e transparente, com situações de crise.