Vídeo entrevista: saiba porque essa ferramenta veio para ficar

Você já ouviu a frase: “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”? Retirando-a do contexto artístico-cultural em que foi dita pelo cineasta brasileiro Glauber Rocha, um dos destaques do movimento do Cinema Novo, podemos dizer que ela jamais foi tão praticada quanto agora com as infinitas possibilidades criadas pelas novas tecnologias. O acesso a celulares com câmeras de boa qualidade ao alcance de boa parte da população tem tornado a nossa sociedade cada vez mais visual, e com isso a vídeo entrevista surgiu.

Com a abrangente disseminação desse recurso passamos a utilizá-lo para várias necessidades cotidianas, comunicar-se por meio de vídeos tem sido algo cada vez mais natural e viável, tanto para pessoas físicas quanto para empresas, com a vídeo entrevista.

No recrutamento e seleção a utilização de vídeo entrevistas passou a ser grande aliada, beneficiando tanto as organizações, quanto os candidatos. Por meio delas, os recrutadores podem ter uma prévia sobre seus potenciais candidatos, agilizando a seleção de profissionais mais adequados para as vagas e tornando o processo mais assertivo. Para os profissionais, a vídeo entrevista é uma chance a mais para apresentar habilidades e expressar-se de forma mais tranquila e genuína.

Não confunda vídeo entrevista com a entrevista on-line

É muito comum as pessoas pensarem que a vídeo entrevista e a entrevista on-line são a mesma coisa, mas tratam-se de processos diferentes e que inclusive podem ser complementares. A vídeo entrevista é normalmente utilizada como uma etapa de pré-seleção de candidatos. Ela consiste em um vídeo, gravado pelo próprio profissional aspirante à vaga, respondendo a questões pontuais elaboradas pelo RH da empresa contratante, ou realizando alguma ação solicitada.

Os vídeos costumam ser curtos e diretos, podendo ter um tempo determinado pelo empregador. A partir dele, além do conteúdo das respostas, podem ser observadas características comportamentais do candidato como facilidade para se comunicar, desenvoltura, objetividade, dentre outros. Além disso, é possível verificar se o perfil coincide com a cultura da organização e o fit cultural da empresa.

Já a entrevista on-line está entre as etapas finais do recrutamento. Ela acontece ao vivo, de forma remota e serve para substituir à entrevista presencial. As perguntas são conduzidas pelo entrevistador sem que o candidato tenha uma prévia sobre as mesmas. Seu principal objetivo é otimizar e facilitar o processo, reduzindo os custos do candidato com o deslocamento, além de viabilizar a interação em casos de impossibilidade de um encontro presencial.

Principais vantagens

Pré-seleção mais eficiente

A vídeo entrevista é uma ferramenta simples e pode ser altamente eficiente no filtro de talentos. Ela confere mais agilidade ao processo de recrutamento e seleção e o torna mais assertivo, na medida em que oportuniza uma pré-avaliação mais ampla do candidato.

Redução de custos e tempo no recrutamento

A análise dos vídeos para uma triagem de profissionais mais alinhados à empresa leva menos tempo que uma entrevista presencial convencional ou on-line, na qual há interação com os candidatos. Além disso, diminui o número de vezes que o candidato seria chamado à empresa, para análises iniciais. Como já dizemos, não se trata de substituir etapas, mas de otimizar a escolha de pessoas com o perfil mais aderente ao que se busca. Para promover a vídeo entrevista a empresa pode lançar mão de softwares que facilitem o contato e a orientação aos candidatos.

Aumento da assertividade

Quanto mais informações sobre os candidatos, maiores serão as chances de se chegar ao match perfeito!

Sorria: você está sendo avaliado!

Essa é exatamente a ideia trazida pela vídeo entrevista, analisar a forma como o postulante à vaga age diante da oportunidade de expressar-se verbalmente sobre questões propostas pelos recrutadores. Como trata-se uma gravação, é possível entregar a melhor versão produzida, o que também ajuda a revelar elementos como envolvimento, dedicação e desejo em fazer parte da empresa.

Após o surgimento da pandemia de Covid-19, as vídeo entrevistas despontaram de forma acentuada, o recurso já fazia parte do recrutamento de muitas organizações, mas a necessidade de buscar soluções virtuais para aprimorar a seleção de colaboradores provocou um crescimento e também um aprimoramento desse mecanismo de avaliação do perfil profissional. Por isso, compreendê-lo pode trazer vantagens competitivas para empresas e para profissionais em busca de recolocação no mercado. Se você faz parte do primeiro grupo é fundamental empenhar-se em orientar seus candidatos para extrair o máximo dessa valiosa ferramenta de recrutamento. Já se está no segundo, deve estar preparado para expressar-se da melhor maneira possível.

Tecnologia no RH: conheça as principais tendências do mercado

Você conhece o impacto e as novidades da tecnologia no RH? A partir do momento que o setor passou a incorporar a digitalização e automação de seus processos, conseguiu ampliar sua atuação e colaborar de maneira relevante para o alcance de resultados corporativos.

Porém, essa tecnologia sofre mudanças e atualizações constantes. Por isso, é essencial estar a par do que acontece, a fim de evitar a obsolescência e manter a competitividade.

Neste post, vamos apresentar as principais tendências. Acompanhe!

Quais são os impactos da tecnologia no RH?

Com a chegada da tecnologia ao setor de Recursos Humanos, foi possível automatizar tarefas repetitivas associadas ao Departamento Pessoal, como cálculo e produção de folhas de pagamento, acompanhamento de frequência e pontualidade, entre outras atividades.

Isso permitiu que os funcionários otimizassem o tempo e pudessem voltar sua atenção para atividades mais estratégicas, atuando como braço direito na tomada de decisões.

Além disso, o uso de softwares produziu um grande volume de informações que podem ser aproveitadas para uma análise aprofundada da situação atual e prováveis caminhos da organização.

A gestão de pessoas também pode ser apresentada como uma consequência direta da tecnologia e do RH 4.0. Afinal, a aplicação de avaliações de desempenho de maneira estruturada, apoiada por uma solução digital eficiente, permite a realização dessa abordagem de maneira macro, propondo um plano de desenvolvimento a todos os colaboradores, com o alinhamento às metas organizacionais.

Quais são as tendências para o próximo ano?

Pensando na importância de conhecer as próximas tendências para promover uma modernização constante, reunimos aqui o que deve fazer parte do RH no futuro do trabalho.

Big Data Analytics

As ferramentas digitais geram um volume enorme de dados, que podem ser utilizados para entender melhor os resultados dos funcionários e a relação desses números com diversos aspectos da empresa.

Com base nessas informações, é possível analisar tendências e identificar gargalos, promovendo melhorias em diversos aspectos, como a gestão de pessoas, o pacote de benefícios, os treinamentos, entre outros.

Teletrabalho

Com o acesso à internet de alta velocidade na própria casa, é possível trabalhar de maneira remota. O regime home office aumenta a qualidade de vida do profissional, que não precisa se deslocar diariamente para a empresa e enfrentar horas de trânsito.

Para as organizações, o trabalho a distância promove uma redução de custos e amplia o leque de profissionais, permitindo a contratação de pessoas de outro estado ou até mesmo país.

People Analytics

O People Analytics é uma metodologia que se baseia na coleta, organização e análise de dados direcionada para a gestão de pessoas, para que o RH consiga ter uma visão mais estratégica do seu quadro de funcionários e de como suas competências colaboram com o alcance dos objetivos corporativos.

Com essas referências, é possível tomar decisões mais acertadas e ditar os rumos da empresa, o que permite uma visão mais estratégica.

Inteligência Artificial (IA)

A Inteligência Artificial permite que computadores interajam de maneira mais rápida e precisa, ao simular a inteligência humana. Esse recurso pode ser usado em diversas frentes, como no processo de recrutamento e seleção, rastreando o candidato ideal de acordo com um perfil traçado previamente.

Outra aplicação é no microlearning, processo pelo qual é possível coletar e avaliar informações para personalizar a trilha de aprendizagem do colaborador.

Gamificação

A gamificação é uma tendência já aplicada na gestão de pessoas, nos treinamentos e nos processos seletivos, como ferramenta para estimular a motivação e aumentar o envolvimento dos participantes.

Para isso, são aplicados recursos comumente usados em jogos de videogame, como pontuações, fases e storytelling. Além de estimular a competitividade de maneira sadia, a gamificação ativa conexões cerebrais capazes de acelerar o processo de aprenzidado, como os mecanismos de prazer e recompensa.

Quando implementar inovações no RH?

Talvez a sua empresa ainda esteja dando os primeiros passos na implementação de novas tecnologias; ou já trabalha com alguns softwares, mas ainda não sabe se é o momento de investir em novas tendências. Como saber se esse é o momento certo? Reunimos alguns pontos que podem ser observados para tomar essa decisão.

O primeiro é a velocidade nas decisões. Os CEOs estão conseguindo decidir em tempo hábil os próximos rumos, principalmente no que diz respeito ao treinamento, contratação ou demissão de pessoas? Se há uma lentidão nesse sentido, ou se as decisões não são tomadas com base em dados concretos, a transformação deve ser feita com urgência.

Outro ponto importante é o VOI, sigla para Value on Investment. Trata-se de um conceito, apresentado pela Gartner, que representa o retorno sobre investimentos em valores intangíveis, como conhecimento, processos e habilidades colaborativas.

Se ainda não há clareza sobre os retornos de investimento em ações do RH, é importante pensar na implementação de tecnologias que permitam o acompanhamento e a mensuração desses valores.

Como um RH moderno e estratégico pode ajudar a empresa?

Qualquer inovação traz riscos e preocupações. Porém, essa transição para um RH mais atual com base na tecnologia é uma necessidade latente entre as empresas para que mantenham sua relevância e consigam fazer uma gestão de pessoas eficiente.

Apenas para ter uma noção dessa necessidade, de acordo com a PwC, 60% das empresas enxergam nas ferramentas de análise de pessoas uma mudança na maneira de tomar decisões. Ou seja, cresce cada vez mais a consciência em relação aos números para definir os rumos da empresa e coordenar a administração de talentos.

Com um RH moderno e voltado para o futuro, é possível enxergar os profissionais como talentos e trabalhá-los de maneira inteligente, preparando-os para que os gargalos na produção sejam resolvidos. Assim, a organização tem uma visão mais clara do que já adquiriu e do ponto que pretende alcançar, transformando toda a mão de obra disponível em uma força direcionada a esses objetivos.

O RH estratégico também favorece a inovação e permite uma redução de custos considerável, além de trabalhar o engajamento e a retenção dos colaboradores, melhorando o valor percebido da marca empregadora.

Neste post, mostramos as principais tendências em tecnologia no RH e por que é tão importante não só manter-se a par não das informações relacionadas ao assunto, mas também aplicar essas tendências a fim de melhorar os resultados corporativos.

Quais as novas tendências da Gestão de Pessoas?

RH do Futuro tem sido uma das maiores tendências nos negócios e tem ganhado força devido a sua importância para o RH estratégico. Suas ações tem impactado diretamente em todas as áreas da organização e suas metodologias tem ganhado força nos últimos tempos, se estendendo além do setor de RH.

A Gestão de Pessoas tem se tornado cada vez mais estratégica, trazendo inovações tecnológicas para a rotina de trabalho e transformando o futuro do setor de Recursos Humanos com a ajuda de novas ferramentas e softwares para otimizar as tarefas, aumentando a produtividade.

Entenda agora sobre as mudanças esperadas, as tendências mais utilizadas e os novos desafios que o RH do Futuro trouxe para o departamento pessoal!

Como surgiu o RH do futuro?

O profissional de recursos humanos parou de ser apenas sobre recrutamento e seleção a muito tempo, agora sua atuação tem sido cada vez mais estratégica. As funções tem sido menos burocráticas e o papel do gestor de RH se tornou mais analítico, com o foco direcionado para o futuro.

transformação veio a partir do entendimento que um profissional valorizado produz muito mais e, tem maior motivação para alcançar os resultados. Por isso, o departamento pessoal passou a adotar um comportamento mais humano e automatizou as tarefas administrativas.

O RH do futuro surgiu para se aproximar das pessoas e dos negócios, acompanhar o andamento das atividades e atingir os resultados esperados. O RH do futuro é estratégico, com uma cultura organizacional e um ambiente colaborativo. Isso eleva o crescimento dos profissionais e da empresa em si.

Quais as expectativas para o RH do futuro?

O futuro do setor está mais próximo do que se imagina, afinal o uso de Tecnologias no RH já tem tomado conta da rotina de trabalho. Exemplos disso são o controle de ponto com aplicativos, holerites virtuais, recrutamento e seleção por filtragem de currículos nas redes sociais, entrevistas por vídeo chamadas, entre outros sites que auxiliam no processo.

As funções do gestor de RH, no entanto, não se resumem apenas a estas tarefas. As empresas precisam passar pela transformação digital e reestruturar sua forma de fazer negócios, trazendo inovações e a acompanhando as tendências de mercado para não ficar para trás.

As expectativas para o RH do futuro são voltadas para impulsionar a motivação, desenvolver as competências e talentos individuais dos colaboradores. Além disso, atrair e reter os melhores profissionais, implantar a cultura organizacional e analisar os recursos disponíveis para que a maior preocupação seja mais humana.

O uso de softwares de gestão, por exemplo, tem sido uma das estratégias mais utilizadas para tomar decisões mais assertivas e ter uma visão de longo prazo em relação ao futuro das organizações. Com essas ferramentas de RH é possível otimizar o tempo e automatizar as funções mais mecânicas.

7 novas tendências do setor de Gestão de Pessoas

Algumas ferramentas tem ganhado força nos últimos anos, moldando o futuro da gestão de pessoas, transformando os processos e otimizando as tarefas. Confira agora as principais tendências do RH do futuro.

1.     Onboarding

Onboarding, ou “embarque” em português, é utilizado na área de RH como o processo de realizar os primeiros passos do novo funcionário na empresa. É feito a integração dessa pessoa com a rotina que será desempenhada.

No Onboarding realiza o alinhamento da pessoa com a empresa, além das atividades, da cultura organizacional, a apresentação do propósito da companhia e as regras. É também mostrado os benefícios e toda a equipe de trabalho. Esse processo mostra uma maior preocupação e torna os primeiros dias daquela pessoa mais agradável.

2.     Big Data

O Big Data transforma um grande volume de dados em informações, respondendo todo tipo de problema dentro da organização. Com o Big Data é possível analisar e armazenar os dados em um único lugar.

Algumas aplicações mais comuns do Big Data dentro do setor de RH são nas análises e triagem de currículos, dentro do People Analytics, auxiliando a identificar candidatos em potencial para promoções ou cargos de sucessão, além de outros processos que podem ser otimizados com a ferramenta.

3.     People Analytics

O People Analytics auxilia no futuro do RH, desde a coleta, a organização até o diagnóstico dos dados, analisando informações que podem ser usadas como ações estratégicas. Esse processo faz o cruzamento dos dados de todos os colaboradores e podem influenciar no plano de sucessão, promoções ou até melhorias no setor.

Com esse processo, é possível também compreender o comportamento e as expectativas dos funcionários e realizar avaliações para descobrir a satisfação, o nível de motivação, entre outras informações valiosas.

4.     Automação dos processos

Automatizar os processos é fundamental para ter uma alta performance na organização. Atividades que levavam horas para serem realizadas, com uma plataforma ou software, tudo se resolve com mais rapidez e agilidade.

Alguns exemplos de automação de processos são os softwares de gestão de RH, ferramentas de ponto online, aplicativos de recrutamento, plataforma integrada para controlar as metas e a performance dos colaboradores, além de treinamentos. Para o setor de RH ser estratégico é crucial que o tempo gasto seja menos operacional e mais focado nas pessoas.

5.     Inteligência Artificial

O uso de Inteligência Artificial (IA) possui sistemas que ajudam na avaliação dados para reconhecer padrões que auxiliam na tomada de decisão. É possível desenvolver soluções para os problemas com maior agilidade e melhorar a experiência dos colaboradores com mais praticidade.

As informações são em tempo real e é possível planejar ações de forma mais assertiva. As estratégias se tornam mais eficientes, seja para capacitação ou retenção de talentos, além de automatizar as tarefas. Essa tendência tem aumentado cada vez mais e é considerado um diferencial competitivo.

6.     Ferramentas de BI

As ferramentas de Business Intelligence (BI) coletam, monitoram, otimizam e organizam as informações. Assim como o próprio nome já diz, essa solução transforma dados em informação inteligente, realizando análises que beneficiam o setor de RH de diversas formas.

Exemplos disso são a tomada de decisão (que se torna mais clara e rápida), o monitoramento das métricas (em relação aos objetivos organizacionais), a identificação de novas oportunidades do negócio. Enfim, pode ser qualquer ação que otimiza o tempo, auxilia no desempenho dos funcionários e na identificação de comportamentos ou novas tendências.

7.     Plataformas de gestão de talentos

Ter uma plataforma de gestão de talentos que faça a integração de dados transforma o setor de RH e deixa a sua atuação muito mais estratégica dentro das empresas. Com o auxílio de um Software As a Service (SaaS), é possível ter uma estrutura analítica para que os profissionais possam planejar com mais agilidade seus processos e tomar melhores decisões.

 

Enfim, é complicado prever ao certo todas as tendências do RH do futuro, mas algo que podemos afirmar é que o futuro é tecnológico. Essas transformações simplificaram os processos e eliminara algumas barreiras. Utilizar recursos tecnológicos não só automatiza a rotina, mas também traz uma possibilidade de inovações para a empresa.

Recrutar, reter e engajar: a transformação digital e os três grandes desafios do RH

Três especialistas em gestão de pessoas indicam como ser bem sucedido nessas tarefas em tempos de velocidade, incerteza e mudança permanente.

A transformação digital bateu à porta dos departamentos de Recursos Humanos e criou demandas adicionais para as equipes das empresas nos últimos anos. 

Os perfis, as demandas e as aspirações de carreira dos profissionais estão mudando – e a adaptação aos novos tempos exige reflexão e ação imediata em todas as companhias. 

Nenhum segmento passa incólume: mesmo as atividades cotidianas de gestão de pessoas adquiriram uma camada extra de complexidade.

Quais são os maiores desafios do RH na era da transformação digital?

Para três especialistas em gestão de pessoas, recrutar, reter e engajar hoje demandam esforços adicionais e estratégias específicas, distintas do que era habitual na área. 

Confira o que eles sugerem para ser bem sucedido nessas tarefas em tempos de velocidade, incerteza e mudança permanente:

“Temos demandas inéditas no recrutamento, que é um processo por natureza limitado”

Basta olhar para a empresa ao lado: é raro achar alguma comemorando a farta disponibilidade de candidatos qualificados. 

Um levantamento da Catho mostrou que a atração de talentos foi um desafio para 53% dos profissionais de RH em 2019. 

Isso é ainda mais verdade nas áreas que demandam profissionais especializados e altamente qualificados, como tecnologia e projetos. 

“A transformação digital tem gerado demandas inéditas, funções bem diferentes das clássicas com as quais todos estávamos familiarizados. Para as equipes de RH, o desafio é duplo: elas agora precisam assessorar um trabalho inédito para si também”, diz Aparecida Morais, sócia da Recrutei, plataforma de recrutamento e seleção para consultorias de RH, headhunters e pequenas empresas. 

Ao mesmo tempo, o processo de busca, atração e captação de talentos é por natureza limitado. “Em uma interação muito rápida, o recrutador precisa extrair do candidato características comportamentais, sociais, técnicas e cognitivas, sem a experiência concreta da convivência com ele”, explica Aparecida. 

Como desatar esse nó?

Para a especialista, recrutamento e seleção devem estar genuinamente integrados aos demais processos de gestão de pessoas – é essa proximidade que garante conhecimento suficiente sobre o que se espera dos profissionais que serão selecionados. 

Além disso, é necessário agregar inteligência ao processo“Automatizar as fases de trabalho mecânico e volumoso, como a triagem de perfis, assegura a acurácia do trabalho, entregas mais rápidas e melhores resultados”, afirma.

“Desafio está em manter talentos multi-skills nas empresas”

Mais do que estimular a atualização de profissionais já consolidados na carreira ou provocar mudanças nas empresas tradicionais, a transformação digital coloca a gestão de pessoas no centro das estratégias das empresas nascentes, como as startups

Com seus negócios inovadores, elas buscam candidatos cada vez mais específicos, demandando mais do que a academia consegue formar. E é justo nessa transição que o fator RH é determinante para ditar os rumos do mercado. Segundo a empresa de pesquisa CB Insights, 23% das startups que quebram no mundo enfrentaram problemas na formação dos times.

O maior desafio na montagem do RH das startups é conseguir atrair e principalmente reter talentos “multi-skills” (múltiplas habilidades), capazes de contribuir em diferentes áreas da empresa.

A avaliação é de Daiane Andognini, especialista em gestão de pessoas e CEO da Hug, consultoria focada na formação de equipes e cultura em empresas de tecnologia. 

“É preciso contratar pessoas que entreguem valor para o negócio como um todo, e não apenas na competência exigida para a vaga no momento presente”, diz Daiane. “Também é difícil manter pessoas com capacidade de aprendizado rápido e que consigam acompanhar os diferentes estágios da empresa. Isso exige foco e determinação e, por vezes, é necessário ter o apoio de um profissional ou do líder para se desenvolver com tamanha agilidade”. 

Capacidade analítica, habilidade para testar alternativas (tentativa e erro) e agilidade na tomada de decisão diante de um resultado inesperado também são competências desejadas na era digital.

“O RH está sendo impulsionado a ser ainda mais sensitivo, com o apoio de dados”

Por muito tempo, o RH contava apenas com a sua intuição e um conhecimento avançado sobre comportamento humano como principais fatores de competição com os demais cargos da empresa. 

Mas as novas tecnologias estão impulsionando a área para uma mudança cultural do seu próprio papel nas organizações. 

A quantidade de informações que são possíveis de serem levantadas com ferramentas de people analytics permitem que o RH use os dados sobre pessoas para guiar suas decisões e confirmar sua intuição.

Cesar Nanci, CEO da Pulses, plataforma de people analytics que mede clima organizacional e engajamento de forma contínua, acredita que através dos dados é possível identificar aspectos de cultura e ser um grande sensor para mudanças sutis que os números podem revelar, atuando antes mesmo que eles ocorram. 

“Em vez de ‘confie em mim’, o RH está começando a dizer ‘venha, vou lhe mostrar os dados que confirmam nossa suspeita e revelam algo mais’, e indo além do óbvio “, comenta Nanci.

LGPD: como ajudar sua empresa a entrar na conformidade

Segundo pesquisa da Akamai Technologies, 24% das empresas entrevistadas ainda não sabem o que é LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados traz novos rumos para a segurança de dados no Brasil. Com o objetivo de estabelecer regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, a lei, que entra em vigor em agosto 2020, eleva o padrão de proteção e traz penalidades significativas para empresas que não cumprirem a norma.

De acordo com uma nova pesquisa da Akamai Technologies, a maior rede de distribuição de conteúdo da Internet (CDN) e provedora de serviços de segurança em nuvem, feita com mais de 400 empresas/tomadores de decisão pela Toluna, faltando menos de 3 meses para a lei entrar em vigor, 24% dos entrevistados ainda não sabe o que é LGPD, e dos que têm conhecimento sobre a lei, 43% não sabem quando ela entra em vigor.

Prazo curto para estar em conformidade

“As empresas estão em uma corrida contra o tempo”, acredita Claudio Baumann, Diretor Geral da Akamai no Brasil. “Com tão pouco tempo para entrar em vigor, segundo nossa pesquisa, 64% dos entrevistados ainda não estão totalmente em conformidade com a lei, um número alto já que temos menos de 90 dias para a vigência”, afirma.

Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados alegam que as informações dos funcionários e clientes estão seguras, em contrapartida, dizem que ainda não estão em total conformidade com a lei. O que levanta o questionamento: quais devem ser os próximos passos para cobrir essas lacunas?

A Akamai Technologies preparou 4 dicas para ajudar as empresas brasileiras a entrarem em conformidade a tempo.

1) Identifique os dados captados e defina uma equipe de controle

Como e quais informações são captadas de clientes e funcionários? Pessoal, sensível, pública, anonimizada? Ela é captada por meio físico ou digital? Quem são os operadores internos e externos para mensuração de exposição da empresa à LGPD? Crie uma equipe ou contrate um encarregado (Pessoa Física ou Jurídica) com capacitação para exercer as atividades previstas na LGPD.

2) Crie protocolos de consentimento

É fundamental exercer controle do consentimento e anonimização dos dados para atender possível solicitação do titular, além de revisar e criar documentos (contratos, termos, políticas) para uso interno e externo. A criação de um banco de dados para auxiliar o controle dos pedidos dos titulares dos dados – acesso, confirmação, anonimização, consentimento, portabilidade etc – também é necessária.

3) Segurança dos Dados

O objetivo da LGPD é proteger os usuários e seus dados de acessos não autorizados, em situações acidentais ou ilícitas. Para isso, é necessária a adoção de medidas de segurança para a conservação ou eliminação das informações, assim como a elaboração de documentos que evidenciem essas ações.

O acesso aos dados através da internet, seja de funcionários trabalhando remotamente, seja pelos clientes ou pelo público em geral, cria uma potencial vulnerabilidade importante, devido à exposição às ameaças cibernéticas. Há soluções de mercado para implementar essas proteções.

4) Tratamento dos dados

Educar funcionários é fundamental quando falamos de LGPD. É preciso estabelecer regras de boas práticas ao captar, administrar e tratar os dados internos da empresa. Estabelecer procedimentos, normas de segurança, diminuição de riscos no tratamento de dados pessoais é um dos primeiros passos para manter informações de funcionários e clientes seguras.

“É inevitável que o Brasil siga os passos de países europeus ao discutir a segurança de dados pessoais, principalmente com o número de roubo de informações acontecendo nos últimos anos. Vale lembrar que a lei europeia aplicou mais de R$ 684 milhões em multas desde que entrou em vigor. O quanto antes as empresas iniciarem o processo de conformidade, menos suscetíveis estarão à penalidades”, comentou Baumann.

Conheça as tendências Cognizant e seus impactos no futuro do trabalho

A Cognizant , uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, apresenta estudo com 42 tendências sobre o futuro do trabalho. O levantamento contém análises e insights coletados nos 10 anos de trabalho do Center for the Future of Work (CFoW – Centro para o Futuro do Trabalho) da empresa. As tendências foram divididas em cinco categorias: mudanças nos modos, nas ferramentas, na estética, nos desafios e no significado do trabalho.

Selecionamos alguns insights interessantes para sua reflexão:

De hierarquia para “wirearquia” -Apesar de terem sido importantes, as hierarquias não pertencem a um mundo colaborativo. Aí entram as “wirearquias”, um modelo de organização baseado em auxílio mútuo e confiança. O futuro da estrutura organizacional está em equilibrar esses dois modelos.

De cargos para tarefas -Nossas profissões são um pedaço de nossa identidade. Contudo, o futuro do trabalho requer que as profissões sejam pensadas de maneira mais fluida, aceitando mudanças e reinvenções. Isso quer dizer que cargos estão sendo desconstruídos em tarefas, que são a forma mais sustentável de lidarmos com a força de trabalho homem-máquina.

De segunda a sexta para segunda a quinta -A jornada de trabalho de 40 horas distribuídas em cinco dias ao longo da semana é fruto da Primeira Revolução Industrial. Mas agora o trabalho pode ser realizado a qualquer hora, de qualquer lugar. E a tendência é que o fim de semana passe a contemplar a sexta-feira também.

De comprar para alugar -Os custos de comprar são maiores do que a ideia de comprar. A ligação entre riqueza e posses está diminuindo. E logo será desfeita. Embora a ideia de posse tenha sido um dos pilares do mundo moderno, a tendência é de mudança. Possuir bens não é mais tão sedutor assim para os jovens que estão entrando no mercado.

Da inteligência artificial para o machine learning -As aplicações comerciais da IA e do ML estão trazendo grandes retornos financeiros. Os filmes de Hollywood com robôs inteligentes malvados são uma miragem. Mas modelos de negócio baseados em machine learning serão uma realidade.

Do centralizado para o descentralizado -A tecnologia moderna deu mais ferramentas de centralização e controle para pessoas, governos e sociedades. Mas são as expressões descentralizadas que fazem as democracias liberais. A descentralização – se feita da maneira correta – será o antídoto para a polarização na era digital.

De smartphones para smartdevices– Aplicativos, plataformas, sistemas e websites fazem parte do nosso cotidiano. Você não precisa aprender como a tecnologia funciona. Você precisa aprender como trabalhamos e vivemos com ela.

Do terno para o capuz – Os ternos não combinam mais com essa nova era de disrupções. Os softwares comandam o mundo dos negócios agora, e os ternos caindo em desuso foi só dano colateral.

Do cubículo para o sofá – Atualmente, conseguimos trabalhar de qualquer lugar com um computador, celular ou tablet: num café, no saguão de um aeroporto, num quarto de

De “wi-fi grátis” para “sem wi-fi” – Ficar conectado o tempo todo está deixando todos malucos. Por isso, espaços sem wi-fi vão restaurar a calma e a sanidade de nossos cérebros confusos.

De serviços para experiências -A não ser que você seja um gamer ou um influencer, você se desenvolveu em uma carreira na área de serviços. Mas o que vem depois? Prepare-se para a era das experiências. Tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual, inteligência artificial e cross reality vão abrir as portas para a criatividade e experiências imersivas.

Da produção privada à produção individual – Prototipações rápidas e produções velozes abrirão para bens personalizados feitos pelo próprio usuário. As produções individuais são a alternativa ecológica para a manufatura e o varejo.

Da reciclagem para a economia circular – Há mil anos, os japoneses produziram o primeiro papel reciclado. Mas precisamos pensar em novas abordagens. A sustentabilidade está completando seu ciclo, e, na economia circular, todo dia é o Dia da Terra.

De informação grátis para informação paga – A onda das informações públicas disponibilizadas na internet está acabando, mas serviços de assinatura podem ser uma salvação. Não há gratuidade – pelo menos não do ponto de vista da privacidade.

Da aposentadoria à continuidade – Nosso ciclo de trabalho esteve bem definido no decorrer do último século. Os 65 anos eram a linha de chegada da carreira de muita gente. Mas agora precisamos dar umas voltas a mais. O jogo não acaba com a chegada da aposentadoria.

Da diversidade ao pertencimento – A diversidade é um conceito que está na ponta da língua. Mas a inclusão para minorias no ambiente de trabalho deve ser mais do que um representante no meio da maioria. Essa abordagem está chegando ao fim. Não importa nossa identidade, todos nós queremos sentir que pertencemos a algum lugar.

Conheça o microlearning, técnica que está mudando a educação corporativa

O novo jeito de ensinar e aprender está transformando as metodologias de corporações, que apostam em vídeos, podcasts, tutoriais, textos e jogos diversos.

“Há três anos notamos uma mudança significativa no perfil de nossos funcionários e percebemos que os métodos tradicionais de treinamento não faziam mais sentido para eles. O conhecimento se perdia”, diz Márcia Costa, vice-presidente de RH da C&A Brasil. Por métodos tradicionais entenda-se: treinamentos longos, com aulas, workshops, palestras e dinâmicas em grupo, pausas para almoço e coffee break entre as atividades.

Com média de idade de 25 anos, a varejista tem um número considerável de jovens da geração Z. Foi essa constatação que fez a empresa reformular toda a sua universidade corporativa, chamada de Academia da Moda. Há dois anos, a C&A passou a treinar as pessoas utilizando ferramentas de microlearning (ou microaprendizado).

A solução consiste em sintetizar e fragmentar os assuntos para que possam ser consumidos — e, sobretudo, assi­milados — de forma rápida. São vídeos, podcasts, tutoriais, textos e jogos que compõem o conteúdo e podem ser apreciados em, no máximo, 8 minutos. “Dá para estudar no ônibus, no metrô e até mesmo nas pausas para o café”, diz a executiva de RH.

Essa forma de disseminação do conhecimento, mais modular e em multiformatos, desponta como a favorita na emergente economia 4.0. E há razões, inclusive científicas, para isso. Uma pesquisa publicada em 2018 no International Journal of Educational Research Review comparou resultados de aprendizagem de dois grupos de jovens alunos.

A conclusão? O pessoal que usou microlearning apresentou aprendizado 18% melhor do que aquele que viu o conteúdo da maneira tradicional. Segundo os pesquisadores, o conhecimento adquirido de maneira compartimentada tende a permanecer na memória por períodos mais longos. Seguindo essa linha, o psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus criou o conceito de “educação espaçada” e demonstrou que o processo de aprendizado é melhor quando a mesma quantidade de estudo é dividida por diferentes períodos de tempo. 

Mas isso não significa que pequenas pílulas de informação,  sozinhas, sejam suficientes. “O modelo que mistura atividades online, presenciais e em grupo ainda é o melhor. A interação com professores e colegas é insubstituível, afinal, trabalhamos com humanos e fazemos negócios entre pessoas”, diz Adriano ­Mussa, especialista em educação e inteligência artificial pela Columbia University e reitor da escola brasileira de negócios Saint Paul.

Gamificação: O impacto dos jogos educativos no desenvolvimento cognitivo

Não é de hoje que se discute a importância das brincadeiras na educação infantil. Estudos da Universidade de Miami indicam que a utilização de atividades lúdicas proporciona um “ambiente seguro” durante o processo de aprendizagem infantil, especialmente em questões que demandam o uso da lógica.

Porém, engana-se quem pensa que a diversão não pode ser uma grande aliada no desenvolvimento cognitivo e na capacitação técnica diversas fases da vida. Os jogos e brincadeiras desempenham um papel fundamental na formação de um pensamento lógico e das habilidades motoras.

Na primeira infância, a utilização das brincadeiras no ensino é extremamente importante, pois é nesse momento que as crianças se sentem à vontade para explorar e descobrir novos mundos, já que a brincadeira também é uma forma de aprendizado. Além disso, um ensino mais leve e lúdico é mais atrativo para os pequenos, pois gera um interesse maior em entender e participar da atividade e socializar com os colegas.

Apesar de uma certa discriminação, o uso de videogames também pode trazer um grande aprendizado durante a adolescência. Jogos como Assassin’s Creed, por exemplo, são capazes de dar uma grande aula de geografia, com mapas complexos para conquistar missões primárias e secundárias, além de contextualizar com a parte histórica da antiga Grécia ou, até mesmo, da França.

Os Role-playing Games (RPGs), jogos de interpretação, também vêm para ajudar em questões matemáticas de lógica e de semântica, auxiliando na construção e entendimento de diferentes tipos de narrativas.

Já na fase adulta, a gamificação é muito bem-vinda para os negócios. Se bem utilizados, os elementos de jogos podem contribuir, e muito, para a experiência dos consumidores, com layouts mais atrativos e usabilidade mais intuitiva, podendo ser aplicados nos mais diversos softwares.

Além disso, os jogos são capazes de estimular a conquista de objetivos. É neste momento que atividades antes vistas apenas para passar o tempo, também são capazes de desenvolver mecanismos importantes como a empatia e habilidades sociais.

Para esse público, é possível notar o surgimento de outras características durante a prática do jogo, como flexibilidade, resiliência e soluções inovadoras para a resolução de problemas. E são justamente esses requisitos que são essenciais no ambiente de trabalho, uma vez que é onde lidamos diariamente com todo tipo de pessoas e adversidades.

Já para a terceira idade, os jogos vêm para manter o cérebro ativo e estender as conexões mentais, uma vez que é nessa época que o desenvolvimento cognitivo começa a apresentar sinais de declínio.

Aqui, o recurso pode ser aplicado para todos os gostos: para aqueles que são mais analógicos, as clássicas revistinhas de banca de jornal, com palavras-cruzadas e sudoku são a saída; já para os vovôs e vovós mais modernos, é possível encontrar jogos online e aplicativos para smartphones com a mesma proposta e ainda de forma gratuita.

Ao introduzir essas práticas ao dia a dia dos idosos, os resultados não poderiam ser mais animadores: reforço de memória, criatividade e atenção visual. Além disso, sabemos que nada como uma boa brincadeira para nos reunirmos com entes queridos e desenvolvermos o senso de pertencimento a algum grupo.

Por isso, nada de falar que “joguinhos” são coisa de criança. Utilizar essa ferramenta pode ser a garantia de uma mente saudável e de uma pessoa bem sucedida e feliz!

Samir Iásbeck é CEO e Fundador do Qranio, plataforma mobile de aprendizagem que usa a gamificação para estimular os usuários a se envolverem com conteúdos educacionais em todos os momentos

Empreendedorismo Feminino: oportunidade e empoderamento

Empreendedorismo feminino é um assunto que ganha cada vez mais atenção. Além de promover forte debate sobre a posição da mulher no campo empresarial, gera transformações na sociedade e na economia de todo o país.

Hoje, 9,3 milhões mulheres estão à frente de um negócio no país, representando 34% do número total de empreendedores formais ou informais no Brasil.

Nos últimos anos, as donas de negócio passaram a ocupar a principal posição em casa. 

Neste artigo, vamos mostrar a importância do empreendedorismo feminino não apenas em seu contexto social com empoderamento da mulher, mas também em seu cunho econômico. Além disso, vamos mostrar algumas empresas, cujas são mulheres, que têm grande relevância no mercado.

O papel do empreendedorismo feminino

Em teoria, esse conceito diz respeito aos negócios que são criados e geridos por mulheres. Porém, na prática, ele vai além dessa definição.

O empreendedorismo feminino diz respeito à liderança feminina e amplia a visibilidade das mulheres, contribuindo para o rompimento de várias barreiras sociais estigmatizadas.

Por exemplo:

Em um ambiente de negócios – que, precisamos admitir, é majoritariamente masculino -, a imagem do sucesso está, muitas vezes, ligada à figura de força e autoridade do homem. Por isso, a mulher se depara com muitos obstáculos para conseguir empreender, ser levada a sério por parceiros e ser reconhecida.

A revolução que o empreendedorismo feminino encabeça é aquela que propõe a revisão do antigo pensamento e modelo social do homem como figura única de autoridade. Assim, aos poucos, transforma o ambiente empresarial em mais inclusivo e inovador.

O empreendedorismo feminino surge, então, como forma de enfrentamento ao empreendedorismo tradicional, que é conduzido e pensado por homens de acordo com suas próprias regras e conceitos de sucesso.

Ao impulsionar uma forma diferente de pensar os negócios, as mulheres conquistam protagonismo e mais espaço, bem como reconhecimento e satisfação na vida pessoal e profissional.

Além disso, acabam gerando um aumento na renda familiar, gerando mais empregos e abrindo as portas do mercado para cada vez mais mulheres.

O impacto na economia brasileira

Em um contexto histórico, as mulheres começam a se inserir no mercado de trabalho na Revolução Industrial. No Brasil, as mulheres ganharam mais espaço no Movimento Sindical de 1980 e, com a Constituição de 88, elas conquistaram a igualdade jurídica, sendo consideradas legalmente com os mesmo direitos do homens.

Apesar de as dores e riscos do empreendedorismo serem menores para os homens, com o passar dos anos as mulheres se tornaram as principais empresárias de alguns setores da economia do país.

Hoje, de acordo com o relatório executivo mais recente do Sebrae, mais de 35% das empresas do Brasil são de mulheres. Só em 2018, em torno de 51% dos novos negócios criados no país pertenciam a mulheres (dado: Global Entrepreneurship Monitor).

Esse número tem uma possível explicação: as mulheres têm buscado o empreendedorismo como modo de driblar não apenas o desemprego, mas de cruzar a insatisfação com os salários desproporcionais com a necessidade de mais tempo em casa.

Isso se reflete nos dados apresentados pelo Governo Federal, onde 3 em cada 4 lares são chefiados por mulheres e, deste número, 41% já tem o próprio negócio. Elesgeralmente, são voltados para varejo e serviços.

Os principais desafios para mulheres empreendedoras

Apesar do progresso ter sido grande nos últimos anos, o cenário atual nos mostra que ainda existem muitos avanços a serem feitos.

Além do preconceito, um dos principais desafios que mulheres enfrentam no mercado de trabalho está relacionado à autoconfiança e ao medo de falhar, especialmente quando envolve filhos e família.

Para superar essas barreiras, as mulheres buscam aliar aspectos comportamentais e técnicos para estarem cada vez mais seguras e preparadas para administração do negócio.

Embora haja certa intimidação na hora de negociar e entender propostas, é importante seguir articulando e ampliando seu espaço de forma ativa e empoderada.

Como dizemos aqui: é preciso cavar uma bandeira no seu espaço.

Inspiração: Mulheres empreendedoras

Já não resta dúvidas: a mulher tem buscado diversificar de trabalhar, sustentar a família e ter independência financeira.

As brasileiras têm alcançado maior índice de escolaridade e se destacam na participação econômica, com ótimas ações de empreendedorismo feminino.

Para te inspirar nesse momento de decisão, separamos alguns exemplos de grandes empresárias do Brasil e ao redor do mundo. Confira:

Camila Farani

Camila Farani é um dos “tubarões” do programa Shark Tank Brasil, a única mulher bicampeã premiada como Melhor Investidora-Anjo no Startup Awards de 2016 e 2018.

Ela também é sócia-fundadora da G2 Capital, uma butique de investimentos em empresas de tecnologia e tem participação como sócia e criadora do Grupo Boxx (alimentação) e Innovaty (educação).

Mas todo esse sucesso não veio do dia para a noite…

Camila começou logo cedo a vivenciar os problemas reais de se empreender em um país como o Brasil. Perdeu o pai aos quatro anos e foi então que sua mãe decidiu abrir uma tabacaria no Rio de Janeiro.

Aos 16 anos, quando Camila trabalhava na empresa da família, fez uma ousada proposta para sua mãe: aumentar em 30% o faturamento do negócio em um determinado prazo.

Na sua estratégia, implementou uma pequena inovação que era oferecer café gelado aos clientes. Se o desafio proposto tivesse êxito, ela passaria a ter porcentagem da empresa.

Pouco tempo depois, aos 21 anos, ela propôs outra inovação na empresa familiar: passou a servir, na área de café, coquetéis da bebida. Com o crescimento das vendas, conseguiu fechar sociedade com sua mãe e, desde então, não parou mais de atuar no mundo do empreendedorismo.

Kylie Jenner

Kylie Jenner, de 20 anos, lançou, em 2016, a Kylie Cosmetics. A empresa começou vendendo online “lip kits” contendo um batom líquido e lápis para boca, tudo por 29 dólares.

Desde então, ela já gerou mais de US$ 360 milhões (quase R$ 1,36 bilhão) em vendas em 2018 (alta de 9% em relação ao ano anterior), segundo estimativas.

Hoje, ela é a mais jovem empreendedora a se tornar bilionária, ultrapassando Mark Zuckerberg, do Facebook. Com 20 anos, ela é a mais nova das 60 mulheres no ranking de empreendedoras mais ricas, ocupando a 27ª posição.

Kylie conseguiu superar o sucesso de suas irmãs, Khloe Kardashian, Kourtney Kardashian e Kim Kardashian e construiu seu próprio império, se tornando além de uma grande empreendedora, mãe e influencer, mas um grande nome no ramo de beleza e cosméticos.

Luiza Helena Trajano

Luiza Helena Trajano é sinônimo de vitória! Ela é uma das três mulheres mais poderosas do Brasil, segundo a revista Forbes.

Nascida e criada em Franca, interior de São Paulo, Luiza Helena Trajano deu início a sua vida profissional bem cedo, com apenas 12 anos de idade.

O desejo de comprar presentes de Natal para sua família e amigos foi o que a levou abrir mão de suas férias escolares para trabalhar como balconista na loja de seus tios.

A empresa era uma pequena loja de presentes em Franca que foi comprada pelos tios de Luíza em 16 de novembro de 1957. Sua tia criou um concurso cultural na rádio local para os moradores da cidade escolherem o nome da loja recém comprada. Com essa estratégia de Marketing, o negócio ganhou o nome de Magazine Luiza, em homenagem à tia, Luiza Trajano Donato.

A sobrinha, Luiza Helena, que tinha começado como balconista ganhou gosto pelo trabalho e aos 18 anos passou a trabalhar de forma efetiva. Após se formar em Direito e Administração de Empresas, ela chegou a ocupar cargos em todos os setores da empresa.

Já em 1991, ela recebeu um bilhete de sua tia avisando que era a hora de assumir o comando da companhia. Luiza não teve dúvidas e aceitou o desafio. O auge de sua carreira aconteceria alguns anos mais tarde, em 2008, quando se tornou presidente da rede.

Sob a sua gestão empreendedora, foram criados, em 1992, Lojas Virtuais da rede. O cliente ia até a loja e comprava pelo computador, com o auxílio de um vendedor, o produto que não estava exposto.

Sendo assim, fica claro que, além de empreendedora nata, Luiza foi um dos primeiros nomes femininos a serem vistos com destaque e como sinônimo de inovação no empreendedorismo.

Em 2011,  Luiza foi convidada por Dilma Rousseff para comandar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Hoje, ela está entre as mulheres de negócio mais poderosas do país.

Heloisa Helena Assis

Talvez você já tenha ouvido falar dela. Heloisa Helena é dona do Instituto Beleza Natural, reconhecido em diversos lugares do mundo por sua ideia de manter a beleza natural dos fios.

Mas ela não começou assim.

Na verdade, ela era empregada doméstica e decidiu fazer um curso de cabeleireira ainda jovem para aprender a domar os próprios cachos. Após diversas tentativas frustradas (que culminaram na queda do próprio cabelo, usado como cobaia para seus experimentos), Heloisa encontrou uma fórmula para manter a beleza natural dos fios crespos e tirar o volume.

Em 1993, com o dinheiro da venda de um Fusca, ela fundou o próprio salão de beleza no quintal de casa.

Os anos que se seguiram foram de muito trabalho. Hoje são mais de 25 institutos de beleza, com mais de 50 cremes de tratamento para ajudar mulheres a viverem seus dias com mais autoestima e cachos soltos.

A importância do empreendedorismo feminino para a sociedade

Para administrar seus negócios, as mulheres enfrentam diferenças e mostram que são capazes de trabalhar duro diante de adversidades, se impondo e cobrando os mesmo direitos. Esse ótimo desempenho faz com que cada vez mais mulheres assumam cargos de liderança, se tornando referências no mundo do empreendedorismo.

Em um cenário de negócios, onde o foco está tradicionalmente ligado às ideias de domínio, poder e força, o empreendedorismo feminino apresenta uma oportunidade de trazer para o primeiro plano elementos comumente ligados ao arquétipo feminino, mas que fazem parte de todos nós e são imprescindíveis para uma gestão efetiva e transformadora.

Nesse sentido, a presença de mulheres no mercado de trabalho destacou o valor do desenvolvimento de habilidades cruciais para a administração de equipes e empresas modernas.

Essas, inclusive, são consideradas competências essenciais dos líderes do futuro, que desejam engajar e motivar pessoas.

Também vale ressaltar que, seja atuando em uma instituição ou tocando seu próprio negócio, mulheres tendem a mostrar índices mais elevados de resiliência, mantendo a estabilidade e o equilíbrio emocional mesmo diante de dificuldades e pressões.

Por tudo isso, é perceptível o impacto positivo da liderança das mulheres na economia e a expansão desses negócios.

Elas criam um espaço mais rico, igualitário e com maior diversidade e pluralidade de ideias.

Podemos ver que empreendedorismo feminino é um importante catalisador de mudanças e uma grande conquista social.

Por isso, ele deve ser encorajado, amparado e valorizado em todas as instâncias na nossa sociedade. A busca por condições iguais de trabalho ainda parece ser longa, mas as mulheres já demonstram todo o seu potencial e competência para desenvolver negócios inovadores, criativos e revolucionários.

Faça parte desse movimento!

Entenda tudo sobre o que é admissão digital e aproveite vantagens

A admissão digital é mais uma das grandes sacadas do avanço da tecnologia para o setor de RH, buscando a excelência nos processos e a otimização do tempo dos gestores frente às leis trabalhistas.

Essa ferramenta faz algo que antes era inimaginável: dados e documentos dos recém-contratados podem ser recebidos via internet, dando fim as intermináveis idas dos profissionais a empresa contratante para levar a documentação antes do primeiro dia de trabalho.

Parece muita modernidade para você? Não se preocupe, hoje vamos te explicar certinho do que se trata. Você vai ver:

  • a importância de digitalizar o processo admissional;

  • as principais vantagens da admissão digital;

  • como ela funciona na prática.

Acompanhe e saiba mais sobre como ela pode ajudar você com a chegada de um novo funcionário!

A importância de digitalizar o processo admissional

A importância da admissão digital segue os mesmos preceitos da automatização de processos no RH: possibilitar que o gestor de pessoas deixa a parte burocrática para as máquinas enquanto se dedica a uma atuação cada vez mais estratégica.

Além disso, atende bem a um conceito cada vez mais difundido na área e uma das tendências para o próximo ano, que é a melhoria da experiência do candidato.

É no recrutamento e seleção que a empresa começa a construir uma relação sólida e motivacional com seu futuro novo colaborador. Por isso, proporcionar bons momentos antes que ele inicie sua jornada é essencial para garantir a produtividade desejada logo no início da jornada.

Facilitar a vida dessa pessoa permitindo que ele envie seus documentos pelo smartphone ou via internet — sem a necessidade de se deslocar até a empresa e tirar cópias e mais cópias dessas informações — conta muitos pontos a favor da organização e contribui logo de cara para que seja estabelecida uma boa relação.

As principais vantagens da admissão digital

Para que seja ainda mais fácil de visualizar todas as coisas boas que essa revolução na admissão de novos colaboradores pode trazer, separamos as principais vantagens para que você dê uma olhada. Confira!

Segurança

Quando você escolhe um software de gestão de Recursos Humanos de qualidade, você está garantindo que as informações sobre os colaboradores da sua empresa fiquem armazenados de forma segura.

Mais do que armazenar esses documentos em um local altamente apropriado, também é um meio prático, rápido e confiável de enviar os dados aos profissionais que cuidam das obrigações fiscais, como os contadores.

Isso sem falar na integração com o eSocial. Ao optar por um software que faça essa integração, você garante que todos os procedimentos relacionados a admissão de um colaborador esteja totalmente dentro dos parâmetros legais, evitando problemas com o Governo Federal.

Agilidade

Processos admissionais costumam ser longos e dependendo da rotina do profissional do RH, esse prazo pode se estender além do aceitável. Além disso, também deve se levar o nível do profissional contratado: a empresa pode perder essa pessoa para a concorrência.

Isso acontece porque o indivíduo pode entender que o novo contratante não está tão interessado nos seus serviços ou que é tão desorganizado a ponto de deixar a admissão para depois. Adotar um sistema automatizado evita esse tipo de situação e faz todo o processo de admissão digital melhor.

Praticidade

Tudo o que foi exposto acima vai de encontro a praticidade, tão importante em tempos como os atuais em que o mercado está cada vez mais competitivo e exigindo das empresas uma postura altamente estratégica.

Enquanto documentos são preenchidos, assinados e entregues online, o processo de admissão é agilizado e o custo por contratação diminui, sobra tempo para que os gestores de Recursos Humanos possam investir em estratégias de valorização do capital humano.

Vale lembrar que um bom software também pode auxiliar nos cálculos trabalhistas e realizar integrações com diversas ferramentas, tornando a rotina ainda mais prática.

Sustentabilidade

Em meio a segurança e a praticidade, não poderíamos esquecer de mencionar os benefícios que a admissão digital traz a natureza.

A sustentabilidade é assunto cada vez mais recorrente em nossa sociedade e uma tendência do mundo corporativo. Cuidar do planeta é tarefa de todos nós e digitalizar os processos de admissão contribui com isso e, por esse motivo, a vantagem deve ser valorizada.

É possível, inclusive, usar a ferramenta como um meio de conscientização, ao mesmo tempo em que agrega valor à marca.

Inovação

É impossível falar em tecnologia sem citar a inovação, e não há dúvidas de que permitir que o novo contratado inicie sua relação com a empresa acessando uma ferramenta moderna e inovadora pode garantir uma experiência única ao profissional.

Os colaboradores são os verdadeiros embaixadores da marca, suas percepções sobre o empregador se refletem para o mundo. Dentro disso, é muito importante garantir uma impressão positiva logo no primeiro contato. 

Relacionamento

A atuação estratégica do RH em prol da valorização do capital humano pode — e deve — contemplar o colaborador nos primeiros momentos da sua contratação.

Adotando a admissão digital, sobra mais tempo durante esse processo para que esse relacionamento seja trabalhado de forma estratégica.

Como o novo colaborador não vai precisar se preocupar com pilhas de papéis e a entrega de documentos, os encontros podem se refletir em integração, debates sobre a cultura organizacional, responsabilidades do cargo e demais assuntos pertinentes as atividades que serão realizadas no dia a dia.

Neste momento, cabe o gestor de Recursos Humanos ser criativo e aproveitar essa oportunidade da melhor forma.

Como ela funciona na prática

Na prática, tudo começa com a adoção de um software de gestão de RH que ofereça este recurso. Depois, acontece mais ou menos assim:

  • a empresa encaminha o procedimento para o candidato selecionado, que deve receber o formulado junto as informações sobre a vaga, funções que serão desempenhadas, salário e benefícios corporativos;

  • depois, é feito uma análise dos documentos para verificar se todos eles estão de acordo com as obrigações legais;

  • após o preenchimento e verificação, o RH encaminha os dados para o contado responsável pela parte fiscal da admissão e garante a integração dos dados ao eSocial.

Prontinho! Depois, basta que o colaborador leve consigo a Carteira de Trabalho no seu primeiro dia para que a empresa possa realizar as devidas assinaturas e o profissional está legalmente admitido. Surpreendente, não é mesmo?

E então, gostou de conhecer melhor a admissão digital? Está preparado para digitalizar esse processo de contratação e garantir todas as vantagens que a tecnologia pode trazer?

Esperamos que sim, afinal, acertar na contratação é um dos principais objetivos que um RH pode conquistar. Invista!