Competências de um líder de sucesso

“Todo líder deve ser flexível, podendo inclusive mudar de opinião”

“Todo líder deve estar aberto e receptivo às tentativas de inovação, mesmo sabendo que isso pode ocasionar erros.”

O que essas duas afirmações têm em comum? Responda a primeira coisa que vier à sua mente!

Elas têm em comum o seguinte aspecto: se o líder tem essas duas características marcantes em sua condução, ele incentiva o aprendizado e o crescimento contínuo de sua equipe; se não as tem, provavelmente é um líder ultrapassado e com conceitos antigos e inadequados para os dias atuais.

Admitir erros nunca foi e nunca será uma tarefa das mais fáceis, mas posso afirmar que o líder que consegue lidar de maneira mais equilibrada com os erros, tem uma maior vantagem competitiva sobre outras empresas que não aplicam o mesmo conceito.

Para assegurar e encorajar essa postura de aprendizado e evolução dentro de sua equipe, os líderes devem garantir, de todas as maneiras, que estão abertos e sempre dispostos a aprender e mudar.

Na maioria dos casos, onde vemos que empresas, empreendedores e organizações conseguiram implementar mudanças que trouxeram grandes frutos, foram mudanças que surgiram após algum tipo de fracasso que ocorreu na própria organização ou com algum player do mercado, ou seja, na maioria das vezes, o resultado não tão bom é essencial para o aprendizado.

2 – Gerar conexão e pertencimento

Não preciso nem dizer que nós, humanos, somos uma espécie altamente sociável. Claro que uns mais, outros menos, mas afirmo com convicção que nascemos com a necessidade básica de pertencer aos mais diversos grupos sociais, seja no seu ambiente de trabalho, familiar, onde pratica algum hobby ou em qualquer outro lugar.

E onde você, como líder, consegue imaginar que pode potencializar seus resultados sabendo dessa informação?

Líderes que se comunicam abertamente, com frequência e que conseguem, de alguma maneira, criar sentimentos positivos em sua equipe conseguem construir uma base muito forte para a conexão e a interação entre seus colaboradores.

Sabemos hoje, através de estudos liderados pela Psicologia Positiva, que um profissional satisfeito e feliz pode render até 40% mais em seu trabalho e, se ele tiver um grande amigo dentro do ambiente de trabalho, pode render até 30% mais, ou seja, é cientificamente comprovado que gerar conexão e um senso de pertencimento na sua equipe irá alavancar seus resultados.

Dica de ouro:

Identifique de maneira singular que medidas podem ser tomadas para estabelecer conexão, como por exemplo:
•Sorrir
•Chamar a pessoa pelo nome
•Lembrar de seus interesses
•Perguntar sobre os membros de sua família

E se por acaso você é líder de uma equipe muito grande, e não consiga ter um contato diário com todos, foque sua atenção nos formadores de opinião, que serão seus embaixadores quando precisar desenvolver algum novo projeto ou mudança estratégica.

3 – Senso de ética e clareza

Nossa terceira competência combina dois atributos que costumo ouvir muito quando estou aplicando algum treinamento dentro das organizações. Liderados exigem ética de seus líderes, assim como a comunicação de expectativas e cobranças de forma clara e objetiva.

Juntas, essas competências têm a capacidade de criar um ambiente seguro e de alta confiança para todos. Afinal, a equipe é o reflexo do seu líder, não é verdade?

Portanto, se você conseguir manter seus padrões éticos claros, e comunicar suas metas e exigências de maneira objetiva, tenha certeza que seus colaboradores sentirão a confiança necessária para honrar todas as regras durante o processo.

4 – Inteligência emocional

Existe uma teoria, do escritor americano Stephen Covey, que vai de encontro ao que hoje chamamos de Inteligência Emocional.

Covey deu o nome de 90/10 para essa teoria. Ela nos ensina, basicamente, que 10% do que acontece com todos no decorrer de suas vidas realmente são obra do acaso ou do destino, mas que 90% de tudo o que acontece com cada um está diretamente relacionado às atitudes e aos comportamentos que temos quando somos impactados pelos 10% que não temos controle.

Ou seja, temos um alto nível de responsabilidade em relação a tudo o que acontece conosco. Trazendo isso para o ambiente de trabalho, quero te fazer algumas perguntas:

Alguma vez você já tomou alguma decisão precipitada por estar desequilibrado? Suponhamos que algo que te marcou de forma negativa no passado acontecesse novamente agora, você teria uma reação diferente? Qual seria essa reação?

O que estou tentando te dizer é o seguinte: você não tem como controlar todos os problemas que acontecem com você, mas pode, de maneira consciente, melhorar a maneira como reage a eles.

Ter sabedoria e autonomia, mesmo que de forma parcial, sobre seus sentimentos faz parte do processo de amadurecimento da inteligência emocional e, com toda certeza, isso te ajudará a potencializar seus resultados.

5 – Comprometimento e Execução

Eu diria que é praticamente impossível uma pessoa que deixa tarefas para a última hora e não consegue pensar nos resultados chegar ao topo em sua carreira. Muitas vezes, é extremamente complicado manter seu desempenho consistente, porque isso exige clareza total e absoluta sobre seus objetivos, o que para muitos é extremamente difícil.

Posso te afirmar que uma maneira de facilitar esse processo é justamente quando você enxerga no trabalho, na sua função, um meio para atingir um fim que te dê prazer e satisfação, e assim é mais fácil ter comprometimento. Se você não está cumprindo seus prazos com a eficiência e a rapidez que são necessárias, reavalie o que te impede de se envolver com aquela tarefa de maneira mais profunda e consistente.

Aplique o mesmo comprometimento para tudo na vida. Não se atrase para encontros e cumpra sua palavra, fazendo disso um hábito regular em sua vida. Como qualquer hábito, o senso de urgência funciona melhor quando entra na rotina de maneira natural.

6 – Relacionamento e Networking

Saber trabalhar em equipe, em busca de um objetivo comum, é requisito básico, não importa a sua posição atual. Se você não faz ideia de como o que você fala pode ser recebido pelos outros, tenho uma notícia para te dar: com certeza, isso é um é mau sinal para o bom desenvolvimento da sua carreira.

Quem tem uma boa capacidade de relacionamento não faz discriminação e trata todos os membros da organização do mesmo modo, do estagiário ao presidente, mantendo uma relação de respeito, atenção e empatia. Se você não está convencido sobre isso, pense também que as posições podem rapidamente se inverter, pois vivemos em um mercado altamente dinâmico. É de suma importância perceber o impacto que suas ações e seus comportamentos causam nas pessoas, e não buscar somente que o seu desejo prevaleça a todo momento.

Networking não está ligado diretamente a quantas pessoas estratégicas você conhece ou se coleciona cartões, mas quantas dessas pessoas reconhecem em você um profissional que realmente pode fazer a diferença.

7 – Propósito e Missão

Em qualquer área de atuação, é de suma importância ter clareza do que a equipe está buscando, entender com perfeição e de forma detalhada qual é o resultado ideal que estão buscando é muito importante para elevar os níveis de engajamento da empresa.

Podemos imaginar que a empresa é um barco e que cada colaborador pode pegar seu remo e forçar para que a embarcação vá para um lado diferente. Portanto, a função de um líder de sucesso é fazer com que todos entendam a missão e qual é o resultado que todos devem alcançar, fazendo com que todos remem para o mesmo lado.

Liderando em tempos de trabalho remoto

Profissionais que já estão acostumados a realizar trabalho remoto sabem que o modelo de home office é tão produtivo quanto o presencial.

Mas no momento atual estamos vivendo uma experiência diferente do dia a dia comum. Trabalhar em regime de isolamento é uma situação mais delicada e que exige mais das equipes e, principalmente, das lideranças.

Em primeiro lugar, gestores e lideranças precisam de sensibilidade e cuidado para perceber as diferenças entre o home office e o isolamento “obrigatório”.

Isolamento não é home office

No caso do home office, o colaborador vai trabalhar em casa por opção. Neste caso, pode estar em um café, cowork ou qualquer ambiente onde possa realizar as suas atividades de forma profissional.

Na situação provocada pela pandemia que estamos vivendo, em muitos casos o funcionário está confinado com toda a família. Precisa dar atenção aos filhos, à rotina do lar e vive um momento de pressão e tensão coletiva.

Percebida esta diferença, a gestão e as lideranças precisam também se adaptar e criar mecanismos para oferecer uma atuação eficiente às suas equipes. Separamos algumas dicas que podem ser úteis: 

O momento é de incerteza e adaptação

Até mesmo profissionais que já trabalham remotamente serão impactados. Aqueles que estão vivenciando a experiência pela primeira vez, precisarão de um certo tempo para se adaptarem e se tornarem produtivos. Seja paciente e flexível.

O período de adaptação também serve para você, que é líder e está coordenando equipes à distância pela primeira vez. 

Reflita sobre as suas habilidades de liderança

Passar por este momento vai exigir que as lideranças utilizem todo o seu repertório de gestão. Será necessário manter o foco, ter senso de prioridade, total capacidade de gerenciamento do tempo, trabalhar para manter as equipes motivadas e, ainda, ficar de olho nas metas estratégicas da organização.

Mais do que nunca, este é o momento para que líderes sejam uma inspiração para seus colaboradores e façam parte das equipes de forma genuína. 

Convívio diário fará falta

Sua empresa se esforçou para criar um clima organizacional e uma estrutura que envolvesse os colaboradores em um ambiente mais produtivo. Este ambiente fará falta e pode gerar dificuldades de adaptação.

Neste momento, uma boa iniciativa é compartilhar informações sobre o que você, que também é um colaborador, está fazendo para se adaptar. Procure ouvir queixas com atenção, ofereça soluções e compartilhe boas experiências. A mensagem é “estamos todos no mesmo barco”.

Fique atento a sinais e comportamentos que podem indicar desconforto psicológico ou estarem relacionados a questões de saúde mental. Ofereça ajuda.  

Conecte o time com pequenas reuniões e informação

Como líder, você tem acesso a informações importantes sobre o andamento da empresa. Compartilhe essa informação de maneira estratégica para dar clareza à situação do negócio e dos próprios colaboradores. Essa é uma medida importante que pode contribuir para reduzir a tensão.

Em metodologias ágeis são comuns as reuniões diárias realizadas para  avaliar ciclos curtos de atividades e planejar o próximo ciclo. Este é um modelo interessante, bastante comum em equipes de desenvolvimento de software, que faz ainda mais sentido agora.   

Engajamento virtual

Áudios e vídeos curtos, fotos e encontros virtuais em salas de reunião são uma ótima pedida para trazer todo mundo para mais perto. Além disso, um conteúdo menos denso vai tornar a comunicação mais leve e contribuir muito para o sentimento de pertencimento ao time. 

A Internet vai cair

Você conhece as operadoras e sabe que problemas técnicos de conexão vão atrapalhar. Seja paciente e não se estresse demais com isso. Nessas horas a melhor coisa a se fazer é ler um bom livro.

Atitudes que irão ajudar a melhorar sua comunicação para liderança

Na minha jornada como mentora trabalhando com líderes de diversas organizações há sempre uma dor comum que todos carregam: pessoas. Para alcançar o C-Level em suas carreiras, todos trazem histórias de horas de muito estudo e trabalho, muita luta, resiliência, dedicação e noites insones pensando nas melhores decisões para a sobrevivência e o futuro do negócio. Mas há uma habilidade que não se aprende nas universidades e cursos de MBA – a comunicação interpessoal, saber ouvir, respeitar a diversidade de opiniões, compreender o sentimento expresso muito além das palavras.

Você tem alguma ideia de como seus colegas te enxergam? Que imagem carregam da sua “personalidade corporativa”? O que suas atitudes no dia a dia revelam sobre você? Qual sua real capacidade de gerar empatia?

Para cada público, uma mensagem

O primeiro passo para melhorar sua comunicação é entender que cada interlocutor e cada situação demandam uma linguagem, uma abordagem diferente. Você não conseguirá ser compreendido e gerar conexão com um millenial usando o mesmo vocabulário de quando está na reunião com a Diretoria. Assim como não adotará um linguajar informal com seus clientes enquanto não tiver mais intimidade com eles.

Ao iniciar uma conversa com quem quer que seja, lembre-se que está em frente a um ser humano, que, como qualquer outro, tem sua própria história de vida, seus traumas e frustrações, suas idiossincrasias, seus dias bons, seus dias ruins.

A primeira impressão é mesmo a que fica. E esta percepção é criada a partir de inúmeros sinais, verbalizados ou não, que você passa quando se comunica com seu time. Ela é moldada a partir da forma como você se comunica ou não se comunica. Seus gestos, sua postura, sua expressão facial, sua respiração, seu olhar; tudo diz muito mais sobre você do que você pensa.

Tímido ou arrogante?
Se acha que te enxergam como uma pessoa tímida, sinto muito, tenho uma má notícia: é mais provável que a imagem que está passando é de arrogância. Uma boa comunicação é uma ferramenta estratégica que, se bem utilizada, pode ser decisiva para conseguir engajar sua equipe e conquistar suas metas ou, ao contrário, se mal trabalhada, pode exterminar qualquer chance de alcançá-las. Portanto, a timidez não irá te ajudar em nada.

E não pense que é fácil. Um líder que passa o dia trancado em sua sala tocando a gestão somente de olho nas planilhas e não circula pelos corredores corre o sério risco de ter uma visão deturpada da realidade em sua volta. Mudar esta atitude não é tarefa fácil; e não necessariamente por ser esnobe, mas por, basicamente, não conhecer a si mesmo.

Sim, para entender o outro é essencial, antes de mais nada, compreender a si próprio. Faça um exame de consciência. Qual sua percepção sobre você? Como se enxerga? Que imagem tem de sua própria persona? Provavelmente, ao embarcar nesta viagem de autoconhecimento, irá descobrir que há um gap entre o que você de fato é/está e como é visto/percebido. E isto é ótimo porque será o impulso que precisa para iniciar sua transformação.

Não é porque você não fala que não estão te escutando. Guarde bem isso.

Listo aqui 5 atitudes que irão te ajudar a aprimorar sua comunicação para liderança:

1)Cumprimente com sinceridade. Eu sei que sua cabeça está cheia de pendências pra resolver, que está atrasado para próxima reunião, que as contas não estão fechando, que seus filhos estão te enlouquecendo, mas, por favor, não faça de conta que o ser humano que está ali ao seu lado, dentro do elevador com você, não existe. Dê um bom dia sincero. Comente algo que mostre a ele o quanto o julga importante. Procure saber mais sobre sua vida. Além de ganhar um sorriso e sua simpatia, de quebra ainda poderá descobrir que aquela pessoa tem um grande potencial e pode estar na posição errada.

2)Estabeleça uma comunicação genuína. Lembre sempre que em um processo de comunicação há sempre um emissor (você) e um receptor (seu interlocutor). Se você não demonstrar verdade, autenticidade, sinceridade, o tiro certamente sairá pela culatra. Não tenha medo de ser e expressar quem você é. Você só estabelecerá uma comunicação eficaz e terá credibilidade se quebrar o gelo. Do contrário, é mais provável que não será compreendido. Prepare-se para situações de crise que irão exigir conversas difíceis e, se avaliar que não está sereno o suficiente, vá tomar um café, dar uma volta, respirar e, somente quando se sentir pronto, inicie o diálogo (eu disse diálogo, não monólogo). E, nestes momentos adversos, jamais esconda-se atrás de uma mensagem de e-mail ou de WhatsApp. A comunicação escrita pode levar a “N” interpretações e um texto é eternizado, compartilhado, comentado. Na crise, olho no olho!

3)Observe-se. Seja qual for a situação, não esqueça que há sempre um tom de voz adequado (nunca, jamais grite com ninguém!), um linguajar, um gesto, o contato visual e muitas outras sutilezas que são determinantes para passar segurança na sua comunicação e conquistar, envolver sua audiência. Se vai proferir uma palestra ou comandar uma reunião, prepare-se e pense como irá se apresentar mediante seu público. Se irá apresentar um projeto aos acionistas, construa dentro de si uma persona autoconfiante, que sabe o que diz e está segura sobre suas ideias. Esteja sempre pronto para ser confrontado e responder perguntas difíceis. Procure aprender com as situações em que alcançou uma boa performance na sua comunicação e não fuja daquelas que te tiram da sua zona de conforto. A boa comunicação só se aprende na prática, no dia a dia. Encare os momentos mais difíceis como as melhores oportunidades para se desenvolver.

4)Faça uma leitura do seu interlocutor antes de começar a se comunicar. Tenha sempre em mente que para ser compreendido é preciso primeiro compreender o outro, sua essência, sua história, sua vida dentro e fora da empresa. Você nunca chegará a um entendimento sobre o outro somente a partir daquilo que você vê. Portanto, esteja pronto para escutar (sempre!) e fique atento a todos os mínimos sinais. Muitas vezes, um olhar representa muito mais do que o outro consegue traduzir em palavras. Mantenha seu radar ligado.

5)Peça e dê feedback. Se você ainda não tem clareza sobre sua habilidade comunicativa converse com seus pares mais próximos. Peça a eles que digam com franqueza (pode ser uma única pessoa da sua confiança) o que pensam sobre a maneira como se comunica, como se apresenta, que imagem passa dentro da organização. Da mesma forma, não tenha medo de dar feedback. Os millenials valorizam muito ouvir de seus líderes o que pensam sobre eles. Se souber estabelecer esta troca é mais do que meio caminho andado para ter a tão desejada empatia.

Para encerrar, deixo o provocativo pensamento de Dalai Lama: “A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância”.

Pense nisso e boas conversas!

Claudia Colnago – Fonoaudióloga e sócia da Verbare Comunicação, consultoria que oferece mentoria para desenvolvimento da competência comunicativa para liderança através de uma jornada de autoconhecimento e autoconsciência. Claudia tem formação em Neurocoaching e em Consultoria para Liderança.

Três livros para você ler em março

Ler é a chave para o sucesso de alguns dos principais líderes empresariais e empreendedores de hoje em dia. Confira abaixo 3 indicações para você começar a ler no próximo mês:

1- Faça Tempo – Jake Knapp e John Zeratsky

Você já deve conhecer o Jake Knapp, ou pelo menos seu best-seller Sprint, onde ele explica como criou o método do Design Thinking. Agora, em seu novo livro, Faça Tempo, Jake Knapp e John Zeratsky buscam maneiras de ajudar as pessoas a otimizar energia, concentração e tempo na hora de realizar suas tarefas. Para isso, eles criaram táticas mais eficientes e uma estrutura diária de quatro passos, a fim de que qualquer pessoa seja capaz de esquematizar seu próprio dia, de maneira mais sistemática e produtiva.

Mas se você espera por alguma fórmula padrão sobre produtividade ou ainda soluções irreais, não irá encontrar nada disso. O livro se destaca justamente por ser um guia que proporciona pequenas mudanças na sua vida com o objetivo de fazer você se libertar das constantes distrações do dia a dia e priorizar o que é realmente importante.

2- Thrive – Arianna Huffington

Nesta obra, Arianna Huffington argumenta de forma clara e convincente sobre a necessidade de redefinir o que significa ser bem-sucedido no mundo de hoje. A partir de suas experiências pessoais, Arianna começou a se questionar sobre o preço do sucesso após ter sofrido um desmaio devido ao cansaço extremo e à privação do sono.

Em Thrive, ela afirma que a busca incessante pelas métricas tradicionais de sucesso – dinheiro e poder – levou a uma epidemia de doenças relacionadas como burnout, crises de ansiedade, depressão, além de contribuir para um desgaste na qualidade de nossos relacionamentos, em nossa vida familiar e, ironicamente, em nossas próprias carreiras. Com base na mais recente pesquisa e em descobertas científicas nos campos da psicologia, Arianna mostra, nesta obra, o caminho para uma revolução em nossa cultura, nosso pensamento, nosso local de trabalho e nossas vidas.

3- Comportamento Inadequado – Richard H. Thaler

Richard H. Thaler, ganhador do prêmio Nobel, passou sua carreira estudando a noção radical de que os agentes centrais da economia são os seres humanos, ou seja, pessoas previsíveis e propensas a erros. Neste livro, o economista relata a luta para trazer a disciplina acadêmica de volta à Terra – e mudar a maneira como pensamos sobre economia, nós mesmos e o mundo.

Unindo algumas descobertas recentes da psicologia humana a uma compreensão prática de incentivos e comportamento de mercado, Thaler ensina os leitores sobre como tomar decisões mais inteligentes em um mundo cada vez mais imprevisível. Ele revela como a análise econômica comportamental abre novas maneiras de olhar para tudo: as finanças domésticas, o modo como vemos televisão, abrimos um escritório novo, desenvolvemos projetos pessoais ou profissionais e até como criamos negócios alternativos semelhantes à Uber.

Agora que você já tem essas dicas, é só escolher qual deles será o seu livro de cabeceira do próximo mês!

Liderança resiliente: entenda a importância para líderes e gestores

Muito se fala sobre a liderança resiliente e é fato que esse tipo de liderança tem sido muito buscado nos últimos tempos. Afinal, um bom líder hoje em dia deve estar pronto para lidar com as adversidades, trabalhar sob pressão e, ainda assim, motivar a sua equipe.

Para conseguir dar conta de tudo isso, a resiliência é uma habilidade imprescindível para líderes e gestores. Mas se você ainda não se sente um líder resiliente, não se preocupe, pois essa habilidade pode ser desenvolvida ao longo da sua carreira.

Se você quer saber um pouco mais sobre liderança resiliente e como desenvolver essa habilidade, continue lendo este post!

O que é resiliência?
A resiliência é um termo que foi originado na física, significando a capacidade que um corpo tem de voltar ao seu estado normal após uma deformação. Quando trazemos esse conceito para o mundo dos negócios, a resiliência é traduzida como a capacidade que um profissional tem de lidar com os problemas, superá-los e até mesmo enxergá-los como uma oportunidade de aprendizado e crescimento.

Em outras palavras, um profissional resiliente não desiste de suas metas e objetivos. Além disso, sempre encontra uma maneira viável de contornar as adversidades e os desafios, sem deixar que a situação abale seu rendimento.

Por que é fundamental que os líderes sejam resilientes?
Considerando o cenário corporativo atual, sabemos que as mudanças são constantes dentro das empresas. Os avanços tecnológicos que não param de acontecer, inclusive, tem bastante responsabilidade nesse caso.

Por isso, é fundamental que os líderes da empresa sejam resilientes, demonstrando capacidade de enfrentar os desafios, tomar decisões, lidar com seus erros e de sua equipe, além de saber lidar com os momentos de crise. Também entendem que as falhas são oportunidades de aprendizado e sempre dão feedbacks construtivos quando necessário, contribuindo para o amadurecimento de todos.

Afinal, o líder deve dar o exemplo — ele é o responsável por inspirar e motivar sua equipe a adotar uma atitude resiliente também. Dessa forma, é capaz de aumentar a confiança de seus membros e promover sua adaptabilidade, construindo um ambiente calmo e saudável.

Quais são as principais características de um líder resiliente?
Certas características costumam ser percebidas nos líderes resilientes e, abaixo, listamos algumas delas para você se identificar. Veja!

Autoconfiança
Quando o profissional confia em sua capacidade de resolver uma tarefa ou solucionar determinadas situações, ele não se desespera com os imprevistos e trata logo de buscar uma nova maneira de fazer o serviço. Ou seja, ele tem convicção de que vai superar esse momento e driblar os desafios com seu bom trabalho

Persistência
A persistência é uma característica dos líderes resilientes, pois eles não se cansam ao ir atrás do objetivo proposto. São aquelas pessoas que não desistem após as dificuldades — em alguns casos, elas servem até mesmo como um fator motivante.

Otimismo
O otimismo de um líder resiliente não se trata de acreditar que tudo vai dar certo sempre, mas sim saber que para toda situação pode haver um plano B, além de saber tirar um aprendizado de cada adversidade.

Empatia
Saber se colocar no lugar do outro também é algo comum em uma liderança resiliente. Afinal, isso facilita a comunicação e o entendimento de ambas as partes, para que todos possam chegar a uma solução juntos.

Como vimos, a resiliência proporciona diversos benefícios para uma empresa. Investindo em gestores e líderes com essas características, a tendência é que toda a equipe fique mais motivada e produtiva.

 

Liderança 4.0: criando o que não existe hoje

Imagine um presidente de uma multinacional da década de 1950 que é transportado aos dias atuais e que, assumindo o mesmo cargo (agora rebatizado por CEO), depara-se com um grupo de colaboradores em plena atividade de ginástica laboral. Ele dá dois passos e se encontra com sua nova assistente vestindo jeans e tênis – e não um tailler bem cortado –, usando cabelos pintados de azul e portando, em vez de um bloco e uma caneta, um laptop ou tablet. Ela substitui a querida Ana, que está em licença-maternidade há quase um ano (quem diria que isso é possível?).

Ao pedir um café, o recebe em um copo totalmente ecológico porque o material faz parte de um extenso programa da empresa que visa à preservação do meio ambiente. Na reunião da tarde, é recebido por profissionais que parecem saídos do colegial (agora chamado de Ensino Médio), garotos e garotas que falam muita gíria, têm ideias e projetos incríveis e jamais viram um terno na vida… Aqui e ali, ele até vê um executivo sênior, mas, espanta-se ao saber que os líderes nem sempre são os mais velhos, mas, sim, os jovens, que vão embora de bicicleta, patins elétricos ou ficam na academia do próprio prédio, já que valorizar a saúde é uma de suas prioridades.

É, o mundo mudou consideravelmente, em pouquíssimo tempo. Se avaliarmos a história hipotética acima, cada parte dela é relacionada às pessoas, seus comportamentos, necessidades, estilos de vida, competências, capacitação e forma como trabalham e se relacionam. A situações citadas seriam inviáveis – e até bizarras – em 1950, mas, comuns atualmente. E essas transformações exigiram investimentos em liderança, para que as companhias evoluíssem junto com a tecnologia e as necessidades do mercado – mas, principalmente, com as pessoas que fazem tudo acontecer.

As empresas passaram por inúmeras adaptações – tantas que, atualmente, é necessário ao líder concentrar seus esforços mais no material humano, no ambiente social e nos recursos ambientais do que apenas na tecnologia ou na produtividade pura e simples. Gosto muito de uma frase do professor Klaus Schwab, fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, proferida em 2016: “Precisamos de líderes que sejam emocionalmente inteligentes e capazes de modelar e defender o trabalho cooperativo. Eles capacitam, em vez de comandar; eles serão movidos pela empatia, não pelo ego. A revolução digital precisa de uma liderança diferente, mais humana”.

Klaus Schwab cunhou os termos Liderança 4.0 e Revolução Industrial 4.0 na mesma época. Para ele e outros estudiosos das mudanças empresariais globais, as corporações mudaram a forma como lideram a partir de uma nova cultura, de inovação e metodologias que permitem fazer negócios alinhados com os anseios de seus acionistas, mas, ao mesmo tempo, valorizando o trabalho das equipes e do capital humano.

Para Schwab, a revolução tecnológica que está mudando a forma como trabalhamos, vivemos e nos relacionamos é diferente de tudo o que já presenciamos e, diante de tanta novidade, a Quarta Revolução Industrial é ímpar, afinal, quem imaginava que drones fariam entregas em locais inóspitos, cirurgias seriam realizadas à distância e por robôs, carros andariam pelas ruas sem motoristas e pessoas alugariam quartos em casas de outras, nos mais variados países do mundo, com apenas alguns toques na tela do smartphone? Tudo isso afeta a forma como as empresas precisam ser lideradas porque são seus líderes que ajudarão na manutenção das companhias no futuro. É necessário que as empresas se preparem para um futuro ainda mais diferente, inovador e cheio de novos modelos de negócios, que podem trazer desafios que superarão todos os já vividos.

Mas, como se preparar para liderar nessa nova realidade e prever tudo o que está por vir? Se aquele executivo, do início do nosso texto, deparou-se com tantas coisas inimagináveis há 70 anos, temos que fazer um exercício enorme para imaginar o futuro e tentar prever as relações que ocorrerão adiante. Se, hoje, critica-se a possível frieza criada pelo uso excessivo da tecnologia, que nos aproxima de quem está distante, mas nos afasta de quem está ao nosso lado, essa mesma geração tecnológica valoriza a qualidade de vida, buscando mais lazer, momentos dedicados à saúde e ao esporte. A preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade de cada empresa sobre o planeta não são simples estratégias de Marketing, mas, atitudes reais e cobradas pelos consumidores. As lideranças, para obterem os melhores resultados, não mandam mais, mas, precisam de apoio, colaboração, ações em conjunto – e até combinadas com outras empresas – e a própria concorrência pode virar aliada, em alguns casos.

Tudo está ligado a criar o futuro que não existe hoje, através da interação homem-máquina. Não se trata de deixar de lado a tecnologia e a inovação, mas, de pensar que a liderança se faz pensando nas pessoas e para as pessoas. É nelas que deve-se colocar o foco. É para elas que devemos trabalhar, pensar e por elas devemos liderar.

Por Marcelo Tertuliano