Employee experience: vá além da satisfação dos colaboradores

Um novo ritmo de vida organizacional, com colaboradores que já não se sentem satisfeitos somente com remuneração e recompensas. Que precisam se sentir valorizados, em processo de ascensão e compreendidos em seu ambiente corporativo.

Se você já percebeu as mudanças no ambiente de trabalho, então está na hora de ir além e conhecer sobre a tendência que mais cresce globalmente: o employee experience

Mas o que ela de fato significa e por que é tão crucial ao RH? É o que vamos desvendar neste artigo.  Continue a leitura!

A experiência do candidato hoje

Para muitos colaboradores, as empresas onde atuam representam sua segunda casa. Muitas vezes esses profissionais passam mais tempo com seus colegas de trabalho do que com seus familiares.

Logo, é fundamental otimizar a experiência desses indivíduos no trabalho para promover um bem-estar físico, psicológico, financeiro e competitivo. Para isso, é ideal adotar o employee experience.

Essa metodologia coloca o colaborador como centro e faz com que a companhia invista todas as suas energias e promover equipes de alta performance.

Veja a seguir um pouco mais sobre a importância do employee experience e como implementá-lo em seu negócio!

O que é employee experience?

O employee experience, ou EX, significa ter o colaborador como foco central das decisões tomadas pelos Recursos Humanos. Seu objetivo é promover ações que visam o crescimento e bem-estar das equipes na corporação.

Mas atenção. A experiência do funcionário não é, por si só:

  • o engajamento do colaborador;

  • uma política de trabalho flexível;

  • um pacote de benefícios cheio de opções atraentes;

  • um escritório cheio de atrativos.

Ela não é um dos itens acima isoladamente (e, no entanto, pode abranger todos eles), e sim focada em rastrear como os colaboradores pensam e se sentem durante cada ponto de contato de sua jornada pela empresa – suas interações com a liderança, equipes e centenas de outras coisas.

Essa atenção ao profissional deve ser dada desde o momento do processo seletivo, até o momento de seu desligamento. E, para otimizar as experiências do colaborador com a empresa, é preciso pensar em 3 forças:

  • Ambiente físico. Aqui, a companhia deve oferecer um espaço de atuação agradável, com boas refeições e uma infraestrutura acessível, segura e confortável.

  • Ambiente tecnológico. A organização deve comprometer-se com os avanços tecnológicos e oferecer ferramentas modernas e que otimizam a rotina de trabalho do colaborador, tais como plataformas de treinamento online, por exemplo. Dessa forma, o funcionário poderá se atualizar no momento em que for mais oportuno a ele, tornando-se mais qualificado e engajado.

  • Ambiente cultural. A empresa deve cuidar de seu estilo de liderança, para que ele seja o mais justo e alinhado a cultura organizacional possível, promovendo influência positiva na maneira de pensar, sentir e atuar do time.

Logo, como você pode ver, o employee experience está focado na conexão das pessoas e no impacto de suas atitudes no coletivo. É uma ferramenta que proporciona o entendimento dentro dos setores da empresa e faz com que os profissionais sintam-se mais compreendidos e valorizados.

Porém, sua adoção ainda é tímida. De acordo com pesquisa da Social Base, somente 13,4% das corporações afirmam estar dispostas a ter um orçamento voltado a execução de estratégias direcionadas ao público interno.

Portanto, optar pelo employee experience é uma forma de estar a frente dos concorrentes e tornar-se cada vez mais competitivo no mercado, gerando maiores resultados e conquistando mais clientes e profissionais talentosos.

Qual a sua importância?

O employee experience é importante para fidelizar os colaboradores e otimizar o trabalho da corporação, bem como aprimorar inúmeros indicadores. Além disso:

  • fortifica a cultura organizacional;

  • melhora o clima da empresa;

  • aumenta a acessibilidade dos colaboradores;

  • reduz a rotatividade;

  • amplia o engajamento;

  • diminui os erros;

  • melhora a comunicação interna.

Por isso, essa metodologia é tão importante e deve ser aplicada por toda empresa que deseja ter sucesso.

Quais são suas principais vantagens?

Veremos a seguir as principais vantagens que o employee experience garante à empresa. Confira!

Maior engajamento e produtividade

Quando os colaboradores percebem que são valorizados e que tem chances de ascensão na empresa, eles aumentam seu engajamento e produtividade.

Logo, o employee experience faz com que os profissionais se sintam mais estimulados a prestar um trabalho de qualidade para a empresa.

Aumento na atração e retenção de talentos

O employee experience está presente nas etapas de recrutamento e seleção. Assim, torna-se mais simples promover aumento na atração e retenção de talentos.

Afinal, os candidatos que não foram admitidos vão se sentir inclinados a tentar novamente e vão informar a outros profissionais sobre a excelente experiência que a empresa proporciona. Logo, novos talentos vão se interessar em fazer parte do quadro de colaboradores dessa companhia.

Já os profissionais que forem contratados darão seu melhor para manter-se na empresa, pois se sentem bem e engajados a realizar uma excelente atuação.

Melhoria na qualidade de vida do colaborador

Quando o profissional atua em um ambiente no qual o espaço físico, cultural e as condições psicológicas são favoráveis, sua qualidade de vida é melhorada.

Isso se explica pelo fato de que os níveis de estresse são reduzidos drasticamente, tornando-se exclusividade das cobranças em relação ao desempenho e em relação às condições de mercado.

Essas cobranças são menos complexas, pois já é o que o profissional espera do ambiente corporativo. Além disso, com boas condições de desenvolvimento, líderes compreensivos e um ambiente físico acessível e higiênico, é mais simples se empenhar para cumprir com as metas propostas.

Aumento na satisfação do cliente

Por fim, o employee experience promove o aumento na satisfação do cliente. Afinal, todo cliente deseja ser atendido por um profissional preparado, confiável e engajado.

Ou seja, o trabalho prestado terá maior qualidade e os consumidores também terão sua experiência otimizada com a empresa.

Como implantar a estratégia de employee experience?

A seguir veremos as formas mais sábias de implantar a estratégia de employee experience na empresa. Confira!

Escute e conheça os seus colaboradores

Um dos grandes mitos que existem nos ditados populares é dizer que o outro deve ser tratado da maneira como gostaríamos de ser tratados. Isso não é verdade porque as nossas necessidades são diferentes das necessidades dos outros.

Logo, devemos tratar as pessoas como elas gostariam de ser e, para isso, é primordial conhecê-las. Por isso, escute e conheça os seus colaboradores, peça feedbacks, saiba quais são suas aspirações pessoais e profissionais e tenha abertura à suas ideias e desabafos.

Alinhe os interesses dos colaboradores com os da empresa

Após conhecer os anseios de seus profissionais, alinhe-os com os anseios da empresa. Claro que devemos admitir que nem todos os desejos dos colaboradores poderão ser atendidos pela corporação.

No entanto, é possível alinhar os objetivos do funcionário aos objetivos da companhia. Desse modo, mesmo que seus interesses não se realizem em totalidade, ele verá que a organização se esforça por compreendê-lo e dar espaço a suas ideias.

Construa um ambiente de trabalho favorável

Muitas vezes o ambiente de trabalho é a segunda casa do profissional. Por isso é fundamental que se construa um ambiente de trabalho favorável e bem estruturado.

Isso significa que o ambiente precisa ser arejado, acessível, seguro e higiênico. Assim, os colaboradores se sentirão mais à vontade em seus postos de atuação.

Por fim, não se esqueça de acompanhar os resultados e observar se o employee experience está sendo aplicado de maneira eficiente.

Conclusão

Como vimos, o employee experience é extremamente positivo em diversos aspectos. Essa metodologia é útil para gerar sucesso sistêmico e a empresa que investe nela, está investindo em sua competitividade e boa reputação no mercado.

A importância da saúde ocupacional nas empresas

Chamamos de saúde ocupacional o setor específico da área da saúde voltado ao bem-estar e à qualidade de vida dos trabalhadores de uma empresa. Por meio de suas ações, é possível agir preventivamente no controle de doenças e condições que afetam a integridade dos colaboradores. Como consequência, a organização também só tem a ganhar — já que seu fluxo de trabalho permanecerá inalterado.

Além disso, trata-se de um aspecto muito importante para que o negócio se mantenha dentro das regularidades da CLT, como veremos a seguir. Então, se você deseja começar a aplicar, de vez, ações eficazes de saúde ocupacional e usufruir dos seus resultados, preste bem atenção nas dicas que reunimos neste artigo!

A importância da saúde ocupacional nas empresas
Quando uma empresa percebe que o seu capital mais importante é o humano, ela passa a enxergar cada um dos colaboradores como peças-chave para o seu sucesso. Nesse caso, uma forma de assegurar o bem-estar do seu time é investindo em saúde ocupacional e mostrando a todos que eles são importantes para o desenvolvimento organizacional.

Acredite: quando as equipes recebem esse reconhecimento, se sentem motivadas a produzir mais, com maior qualidade. Esse é certamente um dos principais benefícios de implementar ações de saúde ocupacional, mas não é o único,

Como falamos no início do artigo, trata-se de um aspecto obrigatório para todas as empresas, independentemente do porte ou segmento de mercado. Sendo assim, a fim de não ser reprovado nas fiscalizações do Ministério do Trabalho (MTE), é importante seguir as normas regulamentárias vigentes, redirecionando recursos de forma inteligente.

Melhores formas de implementar ações de saúde ocupacional

Agora que você entendeu melhor qual é a importância de investir em saúde ocupacional, é hora de identificar ações que podem ser implementadas na sua empresa. Confira!

1. Adote programas de alimentação saudável
Saúde e boa alimentação são fatores que caminham lado a lado. Quando se tem acesso a uma dieta equilibrada, as chances de desenvolver condições causadas pela carência nutricional, — como cansaço físico e mental, raciocínio comprometido, fraqueza, entre outras que acarretam perda da produtividade no trabalho —, diminuem -consideravelmente.

Sendo assim, que tal promover ações de reeducação alimentar na sua empresa? Você pode apostar em campanhas, concursos, palestras e, além disso, incluir no plano de benefícios corporativos o vale-alimentação e o vale-refeição, para que seus funcionários tenham acesso à uma refeição completa.

Com o alimentação, o colaborador tem a liberdade de adquirir os alimentos que consumirá no período de um mês em supermercados, mercearias, etc. Já com o refeição, ele poderá realizar refeições de qualidade em nos estabelecimentos de sua preferência.

2. Faça campanhas de vacinação
Certas doenças, principalmente as que podem ser transmitidas pelo ar ou pelo contato, são grandes vilãs da produtividade nas organizações — como é o caso da gripe. Isso porque, a depender da intensidade, ela pode acabar sendo motivo de faltas recorrentes. Pior ainda é quando outras pessoas são contaminadas, comprometendo o desempenho de toda a equipe.

Desse modo, investir em campanhas de vacinação dentro da empresa, conscientizando os funcionários sobre a importância delas, é uma solução amplamente eficaz de saúde ocupacional, pois reduz as faltas por motivos médicos. Lembre-se, no entanto, de que não estamos falando só de gripe: também é importante focar em tipos diferentes de vacina, como febre-amarela, hepatites, etc, para imunizar os colaboradores.

3. Aposte nos benefícios dos exercícios laborais
Além da alimentação, outro aspecto fundamental ao bom funcionamento do organismo é a prática de exercícios físicos. Mas, como é possível estimular essa atividade dentro da empresa, sendo que os funcionários passam grande parte de seus dias nela, — chegando em casa, muitas vezes, cansados e sem a energia necessária para fazer grandes esforços?

Felizmente, pode-se adotar a ginástica laboral como ação de saúde ocupacional. Para tanto, sugerimos a contratação de um profissional qualificado e a promoção de atividades para os times em uma frequência pré determinada, — por exemplo, três vezes por semana durante os primeiros 15 minutos de expediente.

É interessante que todos os funcionários que estejam aptos a participarem. A prática, além de fornecer mais energia para o dia de trabalho, evita, a longo prazo, lesões por movimentos repetitivos, problemas de postura, entre outras condições.

Como você pode perceber, a saúde ocupacional é fundamental para a manutenção dos níveis de produtividade dentro de qualquer negócio. Colocando em prática as dicas do post, a sua empresa contará com times de trabalho mais motivados e, ao mesmo tempo, evitará problemas com processos trabalhistas e fiscalizações.

Avaliação de clima organizacional: saiba como fazer

Você já parou para analisar a importância de executar, periodicamente, a avaliação de clima organizacional em sua empresa? 

Somente com ela você gerará um banco de informações sobre, por exemplo, a satisfação e insatisfação de seus funcionários, seus relacionamentos e sua motivação, rotatividade e identificar os aspectos positivos e negativos da organização. 

Essa ferramenta de planejamento estratégico é importante para poder criar um plano de ação eficaz, garantindo a motivação de seus funcionários e a produtividade da equipe. Mas, se você não tem ideia de como fazer essa avaliação, nós vamos ajudá-lo com 5 passos. Confira!

Crie um planejamento estratégico
Se bem planejada, a pesquisa será uma grande ferramenta de gestão estratégica. Dessa forma, coloque no papel todos os pontos em que você precisa avaliar, criando uma metodologia.

Existem muitos aspectos que podem ser considerados em uma pesquisa de clima organizacional, por isso, a melhor dica para a sua seja um sucesso é ter em mente quais são os objetivos de cada questão, para não deixar o questionário com muitas perguntas soltas ou sem foco.

 Listamos alguns exemplos:

  • Limpeza e organização geral do ambiente;

  • Relacionamento interpessoal e com a administração;

  • Satisfação e motivação;

  • Benefícios da empresa;

  • Estabilidade e recursos para o funcionário crescer na empresa;

  • Pontos fortes e sugestões de melhoria nos setores;

  • Estado emocional (se ele se sente valorizado, tem orgulho de seu trabalho, se sente que é importante para a empresa). 

Aplique a pesquisa
Prepare os funcionários para que eles respondam as pesquisas de forma sincera. Com antecedência, divulgue internamente que será realizado a pesquisa, quais são os seus objetivos e a real importância de o funcionário participar.

Se ele estiver bem informado, será mais fácil a sua preparação na hora de colocar as suas ideias e respostas no papel. O ideal é realizar a pesquisa de forma anônima, pois ele sentirá que possui liberdade de expressão. 

Faça a tabulação dos dados
Para facilitar a sua vida na hora da tabulação, uma dica é criar os Formulários de Pesquisa do Google, criando uma pesquisa online. O melhor de tudo é que você não perderá horas a tabulando, porque a plataforma fornecerá os dados prontos. 

Assim que estiver com os dados em mãos, é necessário fazer uma análise crítica de cada questão, avaliando com calma cada sugestão e opinião apresentada.

 

Elabore um bom plano de ação
De nada adianta você aplicar a pesquisa se ela não gerar um bom plano de ação. Os funcionários esperarão mudanças ou, pelo menos, um feedback por parte dos gestores. Então, facilite a comunicação com uma reunião ou criando uma forma de divulgar os resultados internamente. 

Se o resultado da pesquisa deu que 98% dos funcionários estão insatisfeitos com o vale-refeição, por exemplo, uma ação interessante seria aumentar em X% o vale. Se resultou que 80% não se relaciona bem com os colegas, uma boa alternativa para reverter a situação seria criar atividades que desenvolvam o relacionamento, como café da manhã, ginástica laboral, jogos etc. 

Faça uma análise das estratégias adotadas
Depois de elaborar a pesquisa de avaliação de clima organizacional, aplicá-la, realizar a sua tabulação e adotar suas ações estratégicas, você vai precisar saber se sua ação realmente deu resultados. 

Invista em indicadores de desempenho e aplique a mesma pesquisa, pelo menos, 6 meses após a primeira, para saber se suas estratégias deram certo ou se ainda é necessário fazer algum ajuste.

Qual é o papel do RH no aumento da produtividade na empresa?

Toda empresa busca ter colaboradores de alta performance, que produzem muito e geram resultados satisfatórios para a organização. Mas os níveis de produtividade na empresa, nem sempre estão elevados como os diretores e gestores desejam.

Muitos podem não saber, mas o RH tem um papel fundamental para reverter essa situação. Ele é um setor que pode colocar ações em prática que irão fazer toda a diferença na produtividade dos colaboradores. Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura!

Como o RH aumenta a produtividade na empresa?
Por lidar com gestão de pessoas, o setor de Recursos Humanos é muito importante no engajamento e motivação dos colaboradores em relação ao trabalho. É ele quem pensa nas principais ações e estratégias para conseguir que os profissionais se desenvolvam e apresentem uma alta performance em suas atividades.

Vamos te mostrar agora o que você, como um profissional de RH, pode fazer para aumentar a produtividade na empresa. Confira!

Detecte as falhas
O profissional de RH possui recursos para conseguir entender o que está acontecendo para que o colaborador tenha diminuído sua taxa de produtividade. Com avaliações de desempenho, conversa com os gestores e feedback com o próprio profissional, o setor de recursos humanos pode entender o que tem causado a baixa produtividade.

Pode ser, por exemplo, que o colaborador esteja no cargo errado, talvez ele precise de um treinamento específico para conseguir melhorar sua performance no trabalho, entre outras coisas.

Por isso, é importante que o RH esteja sempre atento aos profissionais e mantenha uma relação próxima de cada um deles, pois os conhecendo melhor é mais fácil de entender o que ele tem passado.

Invista em clima organizacional
Um dos motivos para a baixa produtividade pode ser um ambiente de trabalho ruim. Com isso, os colaboradores se sentem desmotivados com a empresa e sua atividade e, assim, não conseguem realizar bem seu trabalho.

Por isso, invista na criação de um bom clima organizacional, aplique pesquisas para saber a opinião de todos e conseguir entender o que vem acontecendo na empresa. Faça festas, happy hours, dinâmicas ou qualquer outra ação que mantenha os colaboradores próximos e com uma boa convivência.

Estimule pausas
Muitas vezes, as baixas taxas de produtividade podem estar ligadas a trabalho excessivo. Nenhum ser humano consegue trabalhar bem por muitas horas seguidas, chega num certo ponto que a pessoa começa a não conseguir realizar suas atividades da melhor forma.

Por isso, é muito importante estimular horários de almoço e lanches, fazendo que o profissional saia da sua mesa ou do local em que trabalha e vá para outro. Saindo do ambiente, ele conseguirá ter mais energia para voltar ao que estava fazendo. Você pode fazer isso criando ambientes para alimentação, jogos, leitura e descanso em geral.

Horário de trabalho flexível
Oferecer um horário de trabalho flexível também pode ajuda a aumentar a produtividade. Muitos colaboradores às vezes preferem começar a sua rotina mais tarde, outros tem um desempenho melhor nas primeira horas do dia.

Quando a empresa fornece essa flexibilidade de horário as chances dos colaboradores apresentarem uma melhor performance é maior, pois estão de certa forma livres para trabalharem no horário que se sentirem mais confortáveis, evitando desgastes.

Ofereça treinamentos
Muitos profissionais despencam na produtividade por não entenderem algum processo ou por não conseguirem usar determinada ferramenta. Por isso, é importante que o RH identifique as necessidades de treinamentos das equipes. Tendo total controle dos processos e dispositivos que precisa, os colaboradores irão aumentar a sua performance.

Para identificar essas necessidades você pode conversar com os gestores, inserir uma pergunta relacionada a treinamento na pesquisa de clima ou ter um momento de feedback com os colaboradores, os deixando à vontade para solicitarem o treinamento.

Valorize os profissionais
Um colaborador valorizado tende a se sentir cada vez mais engajado e motivado com o seu trabalho e com a empresa. Ele irá procurar se desenvolver para dar o seu melhor na vida profissional e isso gera produtividade.

Por isso, é muito importante valorizar os colaboradores, fazendo com que eles percebam que são remunerados por todo seu esforço. A gratificação não precisa ser só em forma de dinheiro, pode ser uma folga, um presente, um treinamento entre outras coisas.

Quando o RH participa efetivamente da criação de ações para o aumento da produtividade na empresa, o setor mostra que tem um papel não só operacional, mas também estratégico dentro da organização, conseguindo assim ser mais valorizado! Por isso, não deixe de colocar as dicas em prática e fazer com que seu setor melhore os resultados.

Dicas para construir um time inovador

Flexibilidade, diversidade e um programa de incentivo às ideias ajudam grandes companhias a encontrar soluções aos seus problemas.

A palavra de ordem no mundo corporativo tem sido inovação. Diversos negócios estão sendo ameaçados por rivais da nova economia que se mostram mais rápidas, eficientes e capazes de se adaptar ao atual momento do mercado. Quem se lembra, por exemplo, da gigante Blockbuster frente ao poder atual da Netflix? Para não ter o mesmo destino, as companhias tradicionais precisam se mexer.

Inovar em uma grande organização não é uma tarefa fácil. Por isso, os líderes de recursos humanos precisam trabalhar para formar equipes criativas, nas quais as ideias rolem soltas. Alguns clichês, como almofadas coloridas, vi­deogames e mesas de pebolim não bastam para essa transformação. Mais importante é manter uma atmosfera que estimule a criatividade.

É o que afirma o consultor americano Greg Satell, especialista no tema e autor do Mapping Innovation: A Playbook for Navigating a Disruptive Age (“Mapeando a inovação: um livro para navegar na era disruptiva”, numa tradução livre): “Pessoas motivadas, bem tratadas e num grupo diverso se sentirão estimuladas a procurar soluções”.

Veja a seguir as dicas para montar times inovadores e assegurar a sobrevivência dos negócios.

1. Crie ambientes em prol da inovação
Não basta colocar um videogame para os funcionários e pensar que eles serão criativos de uma hora para a outra. “Nada adianta ter uma sala cheia de pufes e post-its se a cabeça dos líderes não está voltada para a cultura de inovação”, afirma Luís Rasquilha, presidente da Innova Consulting. Muitas vezes, para mudar o mindset é preciso ultrapassar as paredes da firma. Foi o que fez a seguradora Porto Seguro, baseada na região de Campos Elíseos.

É nesse bairro, no centro da capital paulista, que 10 000 de seus 14 000 funcionários trabalham, inclusive o presidente. A poucos quarteirões da sede, contudo, está a chamada “Cracolândia”. Para tentar revitalizar a região, a seguradora inaugurou um teatro há cinco anos e um centro cultural em 2016.

Os investimentos, além de aumentar o fluxo de pedestres fora do horário comercial, formaram um polo de criatividade para os empregados, que participam de cursos, workshops e encontros culturais no espaço. Um dos exemplos é o PortoFabLab, um laboratório de fabricação digital voltado para artes e que é aberto ao público. Assim, funcionários da Porto interagem diretamente com a população do entorno. “É uma maneira de trazer novas visões para o nosso pessoal”, afirma o presidente.

A seguradora adota outras medidas para promover a inovação: tem uma aceleradora de startups (a Oxigênio, que apoia 29 empresas novatas) e estimula o trabalho flexível. “Se uma pessoa considera que rende melhor à noite, por que vou escolher o horário dela?”, diz o CEO. “Se não mexermos nessas tradições antigas, não será possível criar um ambiente inovador.” Além do horário flexível, 3 000 empregados da Porto trabalham de casa.

2. Incentive a colaboração
Segundo uma recente pesquisa da consultoria americana Clear Company, 39% dos empregados de grandes companhias afirmaram  que seus companheiros não colaboravam tanto como deveriam. Mais: para os entrevistados, 86% das falhas de uma empresa acontecem pela falta de trabalho em equipe entre as pessoas. “Criar um ambiente colaborativo é uma responsabilidade conjunta das áreas de inovação e de recursos humanos”, afirma Rasquilha.

Incentivar essa cultura é um desafio que a operadora Vivo vem enfrentando nos últimos anos. A concessionária, que atua no Brasil há duas décadas, desde a privatização da antiga Telesp, luta para que seus 35 000 funcionários comprem a ideia da inovação conjunta. “Por ser uma empresa que fornece serviços de internet, muitos podem imaginar que seja mais simples inovar aqui. Porém, não é o que acontece”, diz Ricardo Sanfelice, vice-presidente de estratégia digital e inovação. A Vivo tenta mudar a antiga filosofia baseada em comando e controle para uma com visão colaborativa.

Essa cultura é uma questão de sobrevivência, segundo Sanfelice. Isso porque a operadora pretende atrair talentos que sonham em trabalhar para companhias nativas digitalmente, como o Google e o Facebook. Por isso, a flexibilidade é algo fundamental. Medidas como extinção do antigo código formal de vestimenta, além de trabalho a distância, estão sendo adotadas.

A estratégia também resultou em uma área de inovação e digital, que ­atualmente conta com 600 funcionários — menos de 2% do quadro total de empregados da Vivo. Seguindo o conceito Agile, que estimula a criação de projetos entre diferentes setores, esses profissionais têm a missão de “serem evangelizadores da inovação”.

Um resultado mais tangível da estratégia foi a criação de um aplicativo para assistência técnica, chamado de Meu Vivo Fixo. Lançado em dezembro e gerado da união de diferentes departamentos, ele tem como meta reduzir à metade as mais de 700 000 ligações relacionadas a falhas técnicas que a operadora recebe por mês.

Além da interação entre pessoas de diferentes setores, Ricardo Sanfelice estimula também a inserção de start­ups no dia a dia da Vivo. “Esse tipo de contato melhora os resultados e motiva todos os funcionários a pensar em novas soluções para a companhia”, diz. Para esse fim, a Vivo criou a aceleradora Wayra e, com ela, já investiu em 64 empresas novatas no Brasil.

Uma delas é a Oito, ligada à área jurídica. A startup, que teve o aporte em 2013, procura por processos judiciais contra empresas e cadastra-os de maneira mais eficiente — algo fundamental para uma operadora de telefonia, que, com um número altíssimo de clientes, fica à mercê de ações na Justiça. A Telefônica, controladora da Vivo, já investiu globalmente cerca de 130 milhões de euros no projeto Wayra, sendo cerca de 10% no Brasil.

3. Invista na diversidade
A lógica é simples: pessoas iguais pensam de maneira igual. Quanto mais gente diferente em um ambiente, maior a probabilidade de soluções distintas para um problema. Um estudo do banco Credit Suisse aponta que, de 2011 a 2016, as empresas que investiram em diversidade tiveram um aumento no lucro 6,5% maior do que aquelas que não apostaram no tema.

Esse é um dos pilares em que a IBM mais presta atenção. Todo trimestre, a área de recursos humanos no Brasil reúne as lideranças em um comitê de diversidade para tratar da contratação de mulheres, negros e representantes da comunidade LGBT. “Aumentamos em mais de 70% a contratação de mulheres e negros no ano passado”, diz Christiane Berlinck, diretora de RH da IBM.

4. Recompense as ideias
A IBM sabe que precisa de mais do que uma estratégia de diversidade para ter inovação. A companhia, que em sua história centenária saiu da fabricação de computadores para a de sistemas de inteligência artificial, tenta estimular ideias permanentemente.

Para isso, criou uma moeda própria: o blue point. Se um funcionário inicia um projeto inovador ou tem atitudes que encorajem a inovação de seus pares, ele é premiado com o dinheiro. Com a bonificação, compra desde viagens até eletrodomésticos. Todos os gerentes e diretores têm direito a premiar qualquer pessoa na empresa, do próprio time ou não. “É uma forma de incentivar o trabalho entre as equipes”, diz Christiane, que não divulga os resultados.

5. Fale e repita
Falar sobre inovação — o tempo todo — é importante. O Grupo Algar, que engloba desde resort até empresa de energia renovável, criou há 16 anos ciclos anuais sobre o assunto. Nesses encontros, equipes multidisciplinares são formadas para resolver problemas internos e externos da corporação e até mesmo para sugerir novos produtos ou serviços. Desde 2001, a empresa já investiu 100 milhões de reais em mais de 1 000 projetos e teve um retorno de 500 milhões de reais no mesmo período.

Para o tema não ficar restrito a apenas um grande evento por ano, no entanto, a Algar lançou uma série de eventos menores. Maratonas de programação e aprendizagem são feitas em parceria com universidades de maneira recorrente, especialmente na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais. Além disso, também abriu uma incubadora. Um dos exemplos desse movimento foi a estreia da Algar no mercado de energia fotovoltaica, por meio da startup Alsol. “Não enxergamos inovação como um tema apenas do momento”, diz Clau Sganzerla, vice-presidente de estratégia.

Como tudo na vida, não existe uma receita para inovar — mas há ingredientes certos. É irreal pensar que, com um evento aqui e outro acolá ou com estímulos pontuais, os times se tornarão supertalentosos em criar soluções. “O problema é que muitas empresas imaginam que basta jogar um pó mágico que a inovação acontece, e está longe de ser desse modo”, diz Roberto Wik, diretor da consultoria americana Cognizant. A mudança de mentalidade de todos os envolvidos é fundamental.

Afinal, a inovação não é resultado de um toque de Midas nem de pufes espalhados pelo escritório.

3 maneiras de construir uma equipe orientada por dados

3 maneiras de construir uma equipe orientada por dados

É sem dúvida um sinal de progresso que uma proporção significativa de organizações e gerentes parece se sentir culpada hoje quando admitem que estão tomando grandes decisões administrativas de uma maneira intuitiva, em vez de baseada em evidências. De fato, ser conduzido por dados juntou-se às categorias de “inovador”, “diverso” e “socialmente responsável” como o das características mais louváveis da cultura organizacional, pelo menos se formos nos sites das empresas.

Embora sentir a pressão para demonstrar que os fatos objetivos – em vez de preferências subjetivas – estão por trás das principais escolhas dos gerentes é sem dúvida um passo importante para se tornar uma organização voltada para dados, é uma meta ambiciosa para qualquer empresa, exigindo uma grande transformação cultural . Terá de transcender os desejos dos líderes seniores para criar mudanças reais em como as pessoas pensam, sentem e agem em todos os níveis da organização. E, como acontece com qualquer transformação cultural, os gerentes são um agente crítico de mudança.

Aqui estão três principais recomendações de gerenciamento de talentos que devem ajudar sua equipe a se tornar mais orientada a dados:

1. Promover o pensamento crítico 

Embora muitas das discussões atuais em torno dos dados se concentrem no papel da tecnologia e da inteligência artificial, é realmente o lado humano da equação que continuará a ser o maior diferencial para equipes e organizações. À medida que a organização aumenta sua capacidade de coletar mais e mais dados – e não é tanto sobre tamanho, mas sobre qualidade – o que mais importa é ter pessoas que possam fazer as perguntas certas para os dados. Na verdade, como Ajay Agrawal e seus colegas argumentam em seu recente livro inteligência artificial (IA) permitirá previsões mais baratas, o que explica por que há tanta demanda por isso. Mas a curiosidade humana e o pensamento crítico são necessários para identificar os principais problemas que a IA e os dados podem ajudar a resolver, e esse processo começa com você.

Isso significa questionar seus próprios preconceitos, desconfiar de sua intuição e exibir um grau saudável de ceticismo quando for apresentado a idéias e sugestões de outros, em particular de sua equipe. Igualmente importante, não recompense os outros por terem idéias intuitivas ou idéias intuitivas. Em vez disso, celebre o pensamento crítico, a curiosidade e o desejo mais profundo de questionar as coisas Por exemplo, a Amazonencoraja desacordos para evitar o pensamento de grupo e alavancar os benefícios da diversidade cognitiva.

Embora as pessoas sejam diferentes em sua predisposição geral para o pensamento crítico, você pode ajudá-las a desenvolver qualquer potencial que possuam se você implementar os incentivos corretos, fornecer feedback preciso às pessoas e estabelecer uma cultura de aprendizado informal e não hierárquica na qual as pessoas possam compartilhar opiniões e idéias. Por exemplo, na AirBnB , os funcionários publicam problemas em um repositório de conhecimento interno que permite que outras pessoas forneçam respostas ou soluções. Essa simples tentativa de crowdsource knowledge elevará as capacidades de resolução de problemas de sua equipe ao alavancar sua inteligência coletiva .

2. Investir em treinamento

Muitas vezes, há um descompasso entre as coisas que os gerentes e as organizações dizem valorizar – por exemplo, inovação, habilidades sociais, talentos de liderança e tomada de decisão orientada por dados – e os recursos que dedicam para possibilitar essas coisas. As implicações são óbvias: se você quiser que sua equipe aceite, ou pelo menos acompanhe, a atual revolução dos dados e trabalhe de maneira mais baseada em evidências, você precisará treiná-los. Isso não significa transformar todos em um cientista de dados , mas sim alavancar o vasto universo de recursos virtuais que existem dentro e fora das organizações. Por exemplo, muitas das principais universidades – incluindo as Ivy Leagues – oferecem cursos on-line gratuitos sobre IA , visualização de dados e ciência de dados , e corporações líderes neste espaço, como o Google , oferecem uma ampla gama de recursos gratuitos e cursos on-line sobre IA, análise e big data. Então, o investimento primário não é dinheiro, mas tempo . E, claro, você precisa incentivar as pessoas a fazer uso desse tempo.

Estudos meta-analíticos sugerem que intervenções de treinamento bem planejadas podem aumentar os resultados da aprendizagem formal em 0,60 de um desvio padrão – o que implica que o indivíduo médio no grupo de treinamento acabará superando 73% dos indivíduos em um grupo sem treinamento . Dito isto, o potencial dos indivíduos restringe o quanto eles se beneficiarão de uma intervenção de treinamento. De fato, uma metanálise abrangente mostra que, para a maioria dos trabalhos e tarefas relacionadas ao trabalho, a prática deliberada representa apenas 1% da variabilidade no desempenho, com os 99% restantes dependendo das qualidades individuais que estavam presentes (e mensuráveis) antes o treinamento aconteceu. Em outras palavras, a maior parte dos ganhos relacionados ao treinamento em perícia ou conhecimento pode ser prevista pelo potencial inicial das pessoas, o que torna a contratação mais consequente do que um ótimo treinamento (veja o próximo ponto).

3. Contrate as pessoas certas

Quando se trata de treinamento de habilidades de raciocínio quantitativo, orientado por dados ou baseado em fatos, há evidências bem estabelecidas para as competências que predizem a probabilidade de os indivíduos aprenderem e exibirem essas habilidades. Em primeiro lugar, isso depende de seu nível de inteligência geral ou capacidade cognitiva, que é o único melhor preditor da capacidade de uma pessoa para resolver problemas de raciocínio bem definidos e adquirir conhecimento formal em qualquer área de competência. Pense nisso como uma medida geral de potência mental ou velocidade de processamento cognitivo. Mais especificamente, indivíduos com maior capacidade quantitativa ou numérica níveis (um subconjunto da inteligência geral) acharão muito mais fácil obter qualquer treinamento relacionado à análise de dados. Independentemente da experiência ou da base de conhecimento que eles já possuem, eles aprenderão mais rápido e melhor.

Isso pode parecer óbvio, mas a implicação prática é que, se você quer que sua equipe seja quantitativamente qualificada, sua melhor aposta é evitar contratar pessoas com níveis mais baixos de capacidade de raciocínio numérico. E, no entanto, existem também outras qualidades psicológicas que determinam se os indivíduos aprenderão a pensar de forma mais empírica e quantitativa: estando à altura da Abertura para a Experiência , a curiosidade e a capacidade de aprendizagem aumentarão a vontade das pessoas de aprender e pensar mais racionalmente, assim como o seu nível geral de motivação e conscienciosidade. Assim, não importa quão inteligente seja sua intervenção de aprendizado e quão bem projetado e executado seu programa seja, será mais eficaz se os destinatários forem geralmente brilhantes, curiosos e trabalhadores – na verdade, o perfil de sua equipe será o maior determinante do sucesso da sua intervenção.

Fonte: Harvard Business Review