Como dar feedbacks poderosos

Transmitir mensagens difíceis realmente não é o forte do ser humano. Uma pesquisa recente da Gallup mostra que apenas 26% dos colaboradores das empresas disseram que os feedbacks que receberam foram úteis para o seu trabalho.

Isso acontece porque nossos feedbacks são ruins: ou muito leves e indiretos ou são diretos demais e promovem uma reação defensiva na amígdala (parte do nosso cérebro que detecta as ameaças) a que está recebendo a mensagem. 

Aí vem o desastre: reagimos mal ao feedback e logo atacamos quem está falando, desestabilizando totalmente a conversa e deixando os nervos a flor da pele.

Mas afinal, como dar um feedback de maneira eficiente e poderosa? 

1. Comece com uma pergunta curta cuja resposta será “sim” ou “não:

Ex: “Você tem cinco minutos para falarmos sobre a nossa última conversa?” ou “Tenho algumas ideias para melhorar o nosso processo, posso compartilhar com você?” 

A vantagem de começar com esta pergunta é que a pessoa saberá que se trata de um feedback e seu cérebro terá tempo hábil para se preparar. Além disso, a pergunta cria um momento de ‘adesão’ assim que a pessoa responde sim ou não, dando a ela também autonomia para decidir se este é o momento certo.

2. Dê feedbacks baseado em dados:

Contra fatos não há argumentos, não acha? Seja específico dizendo exatamente o que você viu ou ouviu e de preferência elimine adjetivos ou palavras ambíguas, pois elas podem gerar mais confusão e dar margem para interpretações erradas. É muito importante se objetivo nesse momento.

Por exemplo, ao invés de dizer “Você deveria ser mais proativo” – ser proativo em relação ao quê? Em qual situação? – prefira algo como “Eu esperava que você tivesse tomado a iniciativa de preparar a apresentação, visto que os demais membros do time estavam ocupados”. Notou a diferença entre as duas abordagens? 

E isso vale também para os feedbacks positivos. É importante que o outro saiba exatamente qual é a nossa expectativa sobre o que está ruim, mas também o que está bom. Assim ela saberá exatamente como agir dali para frente.

3.  Gere impacto

Você deve dar a intensidade devida à situação para que a pessoa consiga enxergar o impacto que uma determinada atitude gerou no trabalho. Ex: “Como você não me enviou o e-mail conforme combinado eu fiquei bloqueado e não consegui avançar no projeto”.

A ideia é que a pessoa consiga compreender de forma clara o propósito, a lógica e o significado das ações.

4. Termine com uma pergunta ou reflexão

Encerrar o feedback com uma pergunta é uma ótima forma de fazer o outro pensar sobre a conversa. Ex: “Como você vê essa situação?” ou “Qual sua opinião a respeito?” Essas perguntas vão gerar um comprometimento ao invés de apenas um consentimento, ou seja, cria uma atmosfera de diálogo (e não de monólogo).

A ideia é que o momento do feedback seja uma oportunidade para resolver problemas de forma colaborativa e não autoritária.

Ansiedade no trabalho: por que ela é uma problema e como lidar!

Além do esgotamento natural do cotidiano de trabalho, por inúmeras situações nos deparamos com momentos que nos fogem do controle. Essas adversidades geram estresse, comprometendo nossa performance profissional e até mesmo nossa saúde (física e mental). Nesse sentido, o papel do RH é investir cada vez mais em programas para reduzir a ansiedade no trabalho, a fim de melhorar a qualidade de vida dos colaboradores, mantendo-os dispostos, motivados e produtivos.

Algumas dessas soluções promovidas pelas companhias não demandam grandes investimentos financeiros, e mesmo as que direcionam uma parte do seu capital trazem bons resultados, recompensando o capital gasto.

Neste conteúdo, você vai entender por que o estresse e a ansiedade no trabalho são um problema e como lidar com eles. Acompanhe e confira!

Qual é o papel do RH na garantia do bem-estar da equipe?

Os efeitos da ansiedade no trabalho não impactam somente os colaboradores. Nesse sentido, empregado e empregador são prejudicados, uma vez que o funcionário angustiado tem seu desempenho comprometido, perdendo parte de sua performance estratégica. Com essa baixa, caem também os resultados, e isso afeta o desenvolvimento da empresa. Sem falar na chance de os relacionamentos no ambiente de trabalho ficarem abalados.

Assim, é importante que o RH identifique as manifestações de ansiedade nas equipes e, caso seja preciso, ajude os profissionais a contornarem o problema com agilidade. Isso porque esse sentimento pode evoluir para quadros mais graves.

Ao elaborar um plano com metas atingíveis e realistas, os gestores podem controlar a ansiedade do time e deixar o fluxo de trabalho mais fluido. Atender às demandas e necessidades das partes envolvidas com empatia pode deixar o clima organizacional mais calmo e próspero.

Identificando estresse e ansiedade no trabalho

Esses sinais podem passar batidos pelos líderes e pelo RH, mas existem alguns sintomas que podem são percebidos em funcionários que sofrem estresse elevado durante a jornada laboral. Veja alguns exemplos:

  • adoecimento frequente;

  • apatia;

  • atrasos e faltas constantes;

  • baixa autoestima profissional;

  • comportamento ansioso;

  • diminuição na socialização e isolamento;

  • falta de engajamento;

  • queda na produtividade.

Caso não sejam detectados e tratados imediatamente, a ansiedade pode levar a quadros de debilidade psicológica, como depressão e síndrome do pânico. Outra consequência gerada na empresa é o aumento no índice de turnover, levando ao crescimento da rotatividade.

Como reduzir o estresse e a ansiedade dos colaboradores?

O segredo para amenizar a frequência desses problemas é focar no bem-estar da equipe. Veja as dicas a seguir.

Incentivar atividades físicas

Exercícios físicos diminuem os níveis de estresse e favorecem o equilíbrio mental e físico graças ao aumento no nível de serotonina (hormônio regulador do humor). Dessa forma, a pessoa tem melhoras consideráveis em seu estado psicológico, bem como a redução na fadiga e aumento da concentração.

Prezar por uma comunicação eficiente

Em geral, a ansiedade no trabalho surge por conta de demandas que poderiam ser resolvidas por meio de uma conversa aberta com a liderança. Porém, uma cultura hierárquica rígida presente em algumas organizações faz com que muitos colaboradores prefiram guardar o problema a ter que discutir com seus superiores. Com frequência, essa condição pode gerar estresse e desmotivação.

Companhias que zelam pela qualidade de vida de seus profissionais investem pesado na qualidade da comunicação interna. É importante gerar uma cultura de diálogo constante, permitindo que todos se sintam confortáveis para se posicionar e fazer críticas ou sugestões quando necessário.

Dar feedbacks

O feedback é indispensável para que o time saiba se está no caminho certo. Não dar retorno referente às atividades desempenhadas e entregues pode gerar angústia nos colaboradores, pois eles não sabem se os serviços prestados estão agradando.

Aqui, vale mencionar que o feedback coletivo é muito importante para gerar motivação na equipe. Caso seja preciso dar instruções mais rígidas para alguns integrantes, faça individualmente para evitar constrangimentos e ganhar a confiança do funcionário.

Reconhecer e valorizar os funcionários

Todo bom trabalho não pode ser ignorado. Se um colaborador ou time se destacar, diga o quanto a empresa está satisfeita com o trabalho realizado, tanto por e-mail quanto pessoalmente.

Quando um talento percebe que as horas dedicadas ao projeto valeram a pena, ele se sente menos esgotado, pois entra em um estado de relaxamento. Se ele entregar algo e não for reconhecido por isso, pode ficar desapontado.

Além disso, é importante recompensar a equipe toda com benefícios para funcionários. Para isso, crie um programa de recompensas de acordo com a categoria e o perfil de cada um.

Avaliar se a capacidade produtiva é adequada

Uma conduta que pode agravar a ansiedade no trabalho é a sobrecarga de funções e responsabilidades. Carregar um caminhão nas costas não é nada agradável, ainda mais se houver pressão por parte da liderança.

Para evitar esse problema, separe as atividades entre a equipe. Analise a jornada de trabalho de cada integrante para identificar suas aptidões e limitações. Por fim, dê autonomia para que eles possam tomar decisões operacionais sem burocracia.

Proporcionar momentos de descontração

Monte espaços dentro da empresa para promover momentos de relaxamento e socialização. Coloque móveis confortáveis, mesas para as refeições e objetos para entretenimento, como baralhos, jogos de tabuleiro, videogame etc. Pode não transparecer no primeiro momento, mas isso costuma gerar felicidade no trabalho.

Quais são os benefícios de garantir o bem-estar da equipe?

Confira os retornos positivos ao garantir o bem-estar dos profissionais que fazem parte da sua empresa.

Diminui o absenteísmo

Situações que afastam o colaborador do ambiente de trabalho por alguns momentos, ou mesmo dias, são diminuídas. Bons ambientes laborais sofrem menos com atrasos, doenças, faltas não justificadas e saídas.

Quando uma pessoa se sente bem na empresa, ela passa a jornada de trabalho sem olhar para o relógio. Com isso, a concentração aumenta e a convivência melhora significativamente.

Ameniza custos de contratação de novos colaboradores

Com a retenção de talentos, o caixa da empresa não sofrerá prejuízos com turnover e, por consequência, não terá de gastar tanto com recrutamentos e desligamentos a todo momento.

É claro que os processos seletivos são necessários, mas se estão sendo feitos com frequência, certamente há problemas. Além disso, a saída de colaboradores insatisfeitos e doentes pode levar a processos trabalhistas que podem encarecer ainda mais as demissões.

Reduz acidentes de trabalho

Um funcionário insatisfeito — seja por ansiedade, seja por estresse — é mais inclinado a cometer descuidos que causam acidentes de trabalho. Uma condição mental fragilizada prejudica a atenção no trabalho, reduzindo o rendimento laboral. Ao oferecer condições favoráveis na empresa, os profissionais se envolvem mais com suas obrigações e cuidam mais de si mesmos.

Maior produtividade

Um dos benefícios mais importantes e perceptíveis é o aumento do desempenho da equipe na execução das tarefas. Todas as vantagens trazidas pelo bem-estar corporativo contribuem para o aumento de produtividade e da lucratividade do negócio. Por fim, a companhia gera mais com o mesmo número de profissionais.

O sentimento de ansiedade no trabalho não deve ser negligenciado, mas sim banido do ambiente organizacional. Com as dicas mostradas, é possível manter sua equipe satisfeita com a experiência interna vivida durante a jornada laboral. Capital humano feliz é sinônimo de sucesso operacional e mercadológico.

O que de fato diversidade significa e qual sua real importância

Diversidade é um tema cada vez mais recorrente na atualidade, mas você sabe o que ela realmente significa? 

Essa é uma discussão essencial para os profissionais de Recursos Humanos, pois é uma temática de extrema relevância social, sendo o setor de RH um dos principais agentes responsáveis por ações que influenciam na promoção da diversidade no ambiente de trabalho.  

Neste artigo você vai aprender mais a fundo sobre: 

  • O que é diversidade;

  • O que são minorias;

  • Qual a importância da diversidade no ambiente de trabalho.

O que é diversidade? 

De acordo com o dicionário, o conceito de diversidade é definido como “um substantivo feminino que caracteriza tudo aquilo que é diverso, que tem multiplicidade”, ou seja, é tudo aquilo que apresenta pluralidade e que não é homogêneo. 

No contexto social, a diversidade é justamente isso: a convivência de indivíduos diferentes em relação à etnia, orientação sexual, cultura, gênero etc., em um mesmo espaço.

Porém, tornar um ambiente diverso é uma tarefa muito mais complicada quando aplicada no contexto social, pois existem estruturas sociais que impedem ou dificultam determinados indivíduos a terem acessos a certos espaços, seja pela história de opressão a um grupo, que foram marginalizados para determinados espaços físicos e simbólicos, ou  por preconceitos da sociedade. As razões são as mais diversas. 

É possível entender melhor essas relações ao se pensar em convenções sociais, que, resumidamente, são crenças e costumes que moldam os comportamentos das pessoas que fazem parte de uma comunidade. Essas normas são transmitidas de geração em geração e criam um senso de pertencimento àqueles que as seguem.

Além disso, essas normas, em muitos casos, vão para além da tentativa de moldar comportamentos e também ditam como deve ser a aparência, a orientação sexual, o gênero e várias outras características que fogem do controle do indivíduo, gerando uma sensação de inadequação aos que não se adaptam. 

Ou seja, aqueles que não condizem com os padrões vigentes sofrem uma pressão social para se encaixar e, caso não consigam, muitas vezes são levados direta ou indiretamente à marginalidade pelos que tentam manter o status quo. Esse grupo é conhecido como minoria. 

Vale ressaltar que minorias não são necessariamente grupos em menor quantidade numérica na sociedade, o termo diz respeito às relações de dominação de um grupo em relação ao outro. Nesse sentido, o grupo “maioritário” é respeitado e visto como aquele que deve ser imitado pelos outros, enquanto o grupo “minoritário” é o que pode ser alvo de comportamentos discriminatórios e preconceituosos justamente por não se adequar à norma. 

De modo geral, o conceito está atrelado a uma busca por integrar grupos diferentes em um mesmo ambiente, tendo em mente a pluralidade brasileira, por exemplo, que raramente é representada nos espaços. 

Mas se diversidade é tudo aquilo que é diferente, por que estamos falando de minorias?

O termo refere-se àquilo que é diverso, mas quando aplicado à sociedade, nem tudo é visto como diferente. Toda sociedade possui um conjunto de normas predeterminadas e isso é construído historicamente pelos grupos dominantes, sendo assim, é esperado que os indivíduos que façam parte de um determinado grupo tenham comportamentos compatíveis com o que é entendido como certo pela maioria. 

Essas regras que moldam a forma como os indivíduos devem se portar constroem comportamentos que são vistos como “normais”, ou seja, comportamentos que são tidos como o padrão daquele meio. Além disso, essas normas podem ir além do comportamento e atingir esferas que fogem do controle do indivíduo, como sua aparência e orientação sexual. 

Nesse sentido, existe uma norma, e tudo aquilo que está dentro dessa norma é considerado “normal” e o que foge é o “diferente”. Dessa maneira, há uma pressão para o que foge da norma adequar-se a ela. Logo, as minorias são os grupos que geralmente sofrem essas opressões contra suas diferenças, que não são socialmente aceitas e há uma tentativa de mudar esses sujeitos para se adequarem ou, caso não haja mudança, é possível que ocorra a segregação desse indivíduo daquele meio. E é aí que entra a importância de se discutir a diversidade, porque ela é uma forma de entender como as pessoas são tratadas de formas totalmente diferentes na sociedade.

Ao entender essas diferenças e as dificuldades que elas trazem para a vida daqueles que pertencem aos grupos que fogem da norma social, isto é, de grupos minoritários, é possível refletir sobre ações que ajudem a tornar a sociedade mais justa e igualitária.

Qual a importância da diversidade no ambiente de trabalho?

Atualmente, é fundamental para qualquer empresa pensar na diversidade e inclusão dentro das organizações, tanto por ser um tema importante e recorrente na sociedade quanto por trazer benefícios para a empresa. 

Contudo, não basta possuir um discurso pró-diversidade, esse ideal deve ser defendido e colocado em prática, caso contrário, a reputação da empresa pode ser altamente prejudicada. 

Existem diversos estudos comprovando que empresas que possuem maior diversidade não só apresentam retornos financeiros superiores, como também possuem um diferencial competitivo maior. Além de possuírem soluções mais criativas, por terem pessoas com diferentes pontos de vista para a resolução de problemas no dia a dia da organização.  

Além disso, um ambiente diverso melhora o employer branding da sua empresa e ajuda a atrair talentos de pessoas também diversas, que, como apresentado acima, possui inúmeros benefícios para melhorar o desempenho e crescimento do seu negócio. 

A promoção da diversidade no ambiente de trabalho também ajuda a aprimorar a cultura organizacional, pois um ambiente que promove a diversidade tem mais chances de construir uma cultura organizacional sólida e que acolhe e aceita as pessoas em suas diferenças. 

Nesse sentido, o papel do profissional de RH é de extrema importância, porque ele será o principal responsável por transformar essa reflexão em ações para promover a diversidade na organização.

Como se preparar para uma entrevista online?

Um candidato e um recrutador conversando. Um está em casa e outro na empresa. Imaginou a cena? Isso é possível graças às novas tecnologias aplicadas nos processos seletivos e, entre as mais comuns, está a entrevista online. Estamos nos acostumando a ver cada vez mais recrutamentos sendo executados pela internet, principalmente por pouparem tempo tanto de candidatos quanto da empresa. Uma entrevista virtual é muito parecida com a presencial, porém existem algumas diferenças e você precisa se preparar para aproveitar as oportunidades e não deslizar em detalhes que podem fazer a diferença na avaliação. Por isso, neste post, vamos te dar algumas dicas para se sair bem no processo seletivo online. Acompanhe!

DICAS PARA SE DAR BEM NA ENTREVISTA ONLINE

Fazer uma entrevista online traz algumas facilidades, como evitar o deslocamento até à empresa, mas não é por estar em um ambiente diferente que dá para descuidar da postura, do foco e do planejamento. Um exemplo é que, da mesma forma que para uma entrevista presencial você calcularia o tempo até chegar ao local, você também deve estar disponível com antecedência para garantir que tudo esteja funcionando para a hora marcada. Vamos ver mais algumas dicas como essa para te ajudar? 

PESQUISE SOBRE A EMPRESA

A primeira dica vale para todo e qualquer processo seletivo. Antes de qualquer coisa, se prepare conhecendo a empresa e a vaga para a qual você está se candidatando. Busque todas as informações que puder sobre ela e entenda o seu segmento. O site oficial e as redes sociais darão a você uma boa referência da cultura organizacional e do que esperar na entrevista. Se possível, converse com algum profissional que trabalha ou trabalhou na companhia. Assim, ficará mais fácil interagir na conversa quando o entrevistador contar sobre a oportunidade e, claro, mostrará a ele que você teve a iniciativa de pesquisar.

TESTE SUA CONEXÃO

A conexão com a internet é um problema muito mais comum do que deveria ser em uma entrevista online. Portanto, é importante que você faça testes antes do horário agendado com o recrutador. Se estiver em casa, prefira conectar o cabo de internet do seu computador diretamente no modem. Ou, se puder, vá para o ambiente com melhor sinal de WiFi.  Se a internet ficar instável ou caindo durante a entrevista, você terá dificuldades em manter uma conversa fluida, o que pode prejudicar o entendimento e prejudicar a avaliação.

DEFINA QUE EQUIPAMENTO USAR

É possível fazer sua entrevista online em diversos dispositivos, como celular, notebook ou tablet. Para decidir a melhor escolha, veja primeiro qual o canal proposto pelo entrevistador. Caso ele queira utilizar o WhatsApp, por exemplo, o ideal é usar um smartphone, mas se for o Skype, um computador com boa conexão pode ser a solução mais adequada.

De qualquer maneira, você deve definir isso com antecedência e testar se áudio, vídeo e conexão estão funcionando. Uma dica é fazer uma ligação de vídeo rápida com um amigo para ver se está tudo certo. Para evitar problemas, prefira usar fones de ouvido para escutar melhor!

Outra dica importante: esteja atento ao seu nome de usuário e foto. Na chamada, seja no WhatsApp, Skype, ou outro aplicativo, o entrevistador terá acesso ao seu perfil. Por isso, confira, antes de começar, se a imagem e o usuário que você está usando é minimamente profissional.

ESCOLHA O LOCAL DA ENTREVISTA ONLINE

Não é porque a entrevista não é presencial que você pode fazê-la em qualquer ambiente. O local escolhido deve levar em consideração, além da conexão, os ruídos que podem atrapalhar o desenvolvimento da conversa, por exemplo. É importante também que você se sinta à vontade nesse local, tenha onde se sentar e que o “cenário” seja sóbrio, sem muitas distrações. Então, nada de televisão, rádio ou notificações do celular ligados!

Tenha em mente que você não pode controlar o que acontece em locais públicos, então, se puder, evite cafés, bibliotecas etc. Uma opção para quem não pode se conectar em casa são os coworkings. Mas, mesmo nesse caso, peça por uma mesa reservada ou uma sala de reuniões para evitar interrupções, combinado?

FIQUE ATENTO AO VISUAL

Apesar de ser, geralmente, mais descontraída, a entrevista online é parte de um processo seletivo e a imagem que você passa conta muito. Então, aqui vale a mesma dica do processo presencial: estude a empresa para a qual você está se aplicando e se vista de acordo. Se é uma empresa mais formal, não precisa vestir um terno e gravata, mas uma camisa bem alinhada pode resolver o visual. Fique atento também ao cabelo, à maquiagem e à barba.

TODO O RESTO DEVE ESTAR OFFLINE

A entrevista será em um ambiente virtual e, portanto, você consegue controlar e evitar possíveis distrações. Feche outros programas ou abas do navegador antes de começar a conversa. Isso, além de impedir que você perca a atenção no que realmente importa, também deixa seu computador mais rápido. Seu celular também deve receber um cuidado especial: silencie as ligações e as notificações mais recorrentes mesmo que ele não seja o canal escolhido. Se não for mesmo utilizá-lo, deixe-o fora do alcance.

POSTURA É IMPORTANTE

Se portar bem na frente da câmera pode fazer você ganhar pontos na entrevista online. Independentemente do dispositivo escolhido, é importante seguir algumas dicas:

– Quando for falar, olhe sempre para a câmera e não para a tela ou o teclado. Assim, o entrevistador terá a sensação de contato visual.

– Comunique-se da maneira mais clara possível. Nem sempre o áudio ajuda em conversas virtuais, por isso, você deve falar calmamente, para ser melhor entendido. Evite, como sempre, gírias e palavras impróprias, ofensivas e agressivas. 

– Espere o entrevistador terminar as suas frases antes de responder. Na internet, pode haver delay (uma demora entre o envio e a chegada da informação), então, é importante esperar alguns segundos para manter uma conversa mais natural.

APROVEITE A COLA!

Uma vantagem que a entrevista online te dá é ter uma colinha ao seu lado! Anote todos os pontos que você gostaria de falar ao selecionador e deixe essas anotações próximas ao computador durante o processo. Essa “cola” pode ser um guia de tópicos, com suas realizações mais importantes, experiência, datas, ou até mesmo aqueles detalhes que você costuma esquecer. Deixe também uma caneta próxima para anotar algo que te chame atenção durante a conversa. Isso facilita, não é mesmo? 

HORA DE “LOGAR”

Depois de testar tudo e estar bem preparado, é hora de logar – entrar com usuário e senha – no aplicativo definido para a entrevista. Esteja online e com tudo pronto pelo menos 10 a 15 minutos antes do horário marcado. Isso te dá tempo de resolver algum imprevisto que possa aparecer de última hora.

Com essas dicas, você estará preparado para a próxima entrevista online que participar. E já que estamos falando de oportunidades de emprego e do mundo virtual, aproveite e cadastre seu currículo em nosso banco de talentos!

Seja uma pessoa plural

Durante algumas mentorias rápidas que participei na semana passada, deparei-me com dois casos que me fizeram pensar sobre a importância de ser uma pessoa plural. 

O primeiro é o de uma pessoa que não sabia se deveria colocar um longo curso de teatro que fez no currículo. Teatro era uma de suas paixões e ele investiu muitos anos atuando e estudando – agora não tem certeza se colocar todo esse conteúdo no seu currículo é algo que vai ajudar ou atrapalhar.

O segundo de um especialista em marketing digital. Ele tem muita vontade de crescer e se desenvolver, separa grande parte dos seus recursos e tempo para estudar e fazer muitos cursos. Quando falamos sobre quais cursos ele faz, me disse que apenas os que são relacionados com a sua área pois não quer desperdiçar tempo e dinheiro com algo que não irá ajudá-lo na carreira.

De um lado, o medo de alguém em falar que possui outros interesses fora da área de atuação profissional e, do outro, o foco apenas nela. Qual foi o meu conselho para eles? Para o primeiro, disse que tudo que fazemos na vida traz algum aprendizado e habilidade, que não deveria ter vergonha de suas experiências. Ao contrário, deveria colocar sua paixão em lugar de destaque no seu currículo. 

Eu sempre digo que nosso currículo deve ser quem a gente é, não apenas o que a gente quer. Para o segundo, o desafiei a pensar em quais coisas fora da área de marketing digital ele precisava aprender, se desenvolver e melhorar. Em um exercício rápido, chegamos em várias.

Para ambos também falei sobre algo que venho pensando e recomendando bastante nos últimos tempos: seja uma pessoa plural.

O perigo de ser singular

É perigoso dedicar a maior parte da nossa energia profissional apenas em uma dimensão sem considerar o todo, em especial para o que pode acontecer lá na frente. Há alguns anos recebi o depoimento de um ex-diretor de marketing.

Ele trabalhou 15 anos para a mesma empresa e se dedicou totalmente a ela e a seu cargo. Durante todo esse tempo, não estudou inglês, não estudou nada relativo a sua área e não fazia outra coisa que não fosse levantar para executar seu cargo atual com o conhecimento que já tinha.

Um dia, em um momento que a empresa precisou enxugar a folha de pagamento, foi demitido. Quando isso aconteceu e tentou se recolocar, a dura realidade bateu: estava desatualizado e não seria nada fácil voltar a ter o cargo e o salário que tinha antes. 

Na última vez que falei com ele, dois anos depois de ter perdido o emprego, ainda não tinha se recolocado e estava tentando se reinventar.

Essa história ilustra bem o preço que podemos pagar por pausar ou parar o nosso desenvolvimento, que deve ser contínuo e diverso.

As vantagens de ser alguém plural

Quando a gente tem interesses e conhecimentos diversos, isso tem impactos que nem imaginamos na nossa vida. Surgem novas possibilidades de emprego, a opção de empreender e aumento drástico do nosso networking pessoal que pode trazer uma série de outras oportunidades.

Acho que quase todos nós conhecemos alguém que decidiu sair (ou foi saído) para empreender em algo que antes era apenas a sua paixão. Eu vi muitos casos ao meu redor: uma blogueira que abriu uma empresa de produção de conteúdo, uma apaixonada por pães que abriu uma padaria de sucesso e um colega que era fascinado por videogames antigos que abriu uma empresa de reparo e recondicionamento dos equipamentos. 

Tenho certeza que você teria outras histórias para alongar essa lista. Agora imagine se essas pessoas não tivessem perseguido suas paixões pessoais? Será que não teriam o mesmo destino do ex-diretor da história acima? 

Um outro aspecto importante de ser plural é o aumento do seu networking pessoal. Eu tenho algumas paixões, entre elas o Yoga. Durante as práticas, os retiros e outros eventos relacionados fiz amigos e conheci um monte de gente interessante. 

Certa vez, ao terminar uma aula em uma escola nova, ficamos conversando em um grupinho e trocando informações. Quando mencionei que trabalhava em uma empresa de tecnologia, uma das pessoas disse que adoraria trabalhar lá. Peguei seu currículo e fiz uma indicação. Depois de dois meses, após uma maratona de entrevistas na qual que ele mandou muito bem, o encontro foi no corredor da firma, já como colegas de trabalho. 

Cada novo interesse, por mais exótico ou afastado da sua área de atuação, conecta você com pessoas diferentes, contribuindo com a ampliação do seu círculo de contatos.

O networking que construímos impacta enormemente as oportunidades que teremos no futuro. Portanto, não investir nele significa diminuir drasticamente estas possibilidades. Ser uma pessoa plural e ativa em adquirir novos conhecimentos e experiências irá fazer com que seu networking cresça de forma saudável e natural. É a situação perfeita.

Seja uma pessoa plural

Invista na sua pluralidade, seja estudando teatro, se aprofundando em uma paixão pessoal, experimentando coisas novas, buscando ter uma vida mais saudável (deixo a dica de experimentar Yoga) ou qualquer outra coisa que faça você pensar, interagir com pessoas e aprender. Além de melhorar a sua empregabilidade, estas atitudes podem trazer a você mais energia e felicidade. Boas experiências!

Artigo por Luciano Santos

3 livros sobre inteligência emocional para você começar a ler em maio

Você já deve ter ouvido falar em inteligência emocional. Nos últimos tempos, ela tem sido pauta de várias matérias, livros, palestras e usada em algumas organizações. Mas você sabe qual a real importância de aprender a usar a inteligência emocional em sua vida, seja ela pessoal ou profissional?

Inteligência emocional é a capacidade de saber identificar suas emoções com o objetivo de gerenciá-las melhor. E, acredite, isso pode fazer uma diferença e tanto! Dentre as características, destaca-se a habilidade de aprender a lidar com frustrações e a não desistir, apesar dos fracassos. Tudo isso tem se tornado cada vez mais importante no ambiente corporativo.

Por isso, se você gostaria de se aprofundar no assunto, confira nossa lista com 3 livros sobre inteligência emocional e que você pode aproveitar para começar a ler já neste mês!

Inteligência emocional, de Daniel Goleman

A maioria dos brasileiros ainda não sabe como lidar com as próprias emoções de modo saudável e produtivo. Por isso, uma ótima maneira de começar a entender melhor como a inteligência emocional funciona é pelo livro do renomado psicólogo Daniel Goleman. Nele, Goleman ensina que o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo, além de afirmar que essa é uma capacidade essencial para obter sucesso nos relacionamentos e na vida profissional.

Mindset, de Carol S. Dweck

Ao longo de sua carreira como professora de psicologia na Universidade de Stanford e especialista internacional em sucesso e motivação, Carol S. Dweck desenvolveu um conceito fundamental para obter sucesso, que se baseia na atitude mental com que encaramos a vida. Segundo ela, mindset não é mero traço de personalidade, é a explicação de por que somos otimistas ou pessimistas, bem-sucedidos ou não. Ele define nossa relação com o trabalho e com as pessoas e a maneira como educamos nossos filhos. É fator decisivo para que todo o nosso potencial seja explorado.

Agilidade emocional, de Susan David

Em seu livro, a psicóloga e professora de Harvard Susan David defende o conceito de agilidade emocional como forma de aprender a lidar melhor com as transformações de um mundo cada vez mais ágil. Essa capacidade implica aceitar o estado emocional, seja ele de alegria ou sofrimento, tentar entendê-lo para gerenciá-lo melhor. Segundo Susan, é preciso entender nossas emoções para que não nos deixemos ser dominados por elas.

Agora é só escolher por qual deles começar e boas leituras!

Dicas para lidar com isolamento social prolongado

É inegável que a saúde mental é um dos trending topics de 2020. Antes do cenário de pandemia, já tínhamos o título de país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, só ficamos atrás do Japão quando o indicador é o estresse.

Infelizmente, as organizações ainda não respondem à saúde mental com a mesma paridade que o fazem em relação à saúde física, mesmo havendo evidências claras da eficácia e elevado retorno sobre o investimento. De qualquer forma, o regime de quarentena impôs a pauta em caráter de urgência, sendo amplamente discutida não só no meio corporativo, mas também na sociedade.

Tudo isso propiciou a desmistificação do assunto, associando tecnologia à psicologia. Soluções que contemplam streaming de vídeo e teleconsultas ampliaram o acesso de mais pessoas a profissionais da área. Mas, em caráter individual, como promover melhorias no próprio estado mental?

Conversamos com Iaci Rios, diretora da IMR&ERICKSON – empresa especializada em treinamento e orientação profissional, para conhecermos suas dicas para o enfrentamento do isolamento social prolongado e a manutenção de uma mente saudável.

Cuide de você – Não descuide das coisas essenciais para seu bem estar: uma boa alimentação, qualidade de sono, atividade física, boa convivência com familiares e contato virtual frequente com as pessoas de quem gosta.

Evite entrar nos imensos e inúmeros grupos de WhatsApp que, além de lotarem seu celular com mensagens nem sempre interessantes, ainda podem te deixar com um sentimento de culpa por não conseguir responder. É possível sair de alguns deles com delicadeza, sob a justificativa de não estar dando conta de acompanhar as conversas.

Outro ponto fundamental é reservar horários para o lazer, fazer as coisas que lhe dão prazer, como meditar, ler, assistir a um filme, conversar, pintar, etc.

Cuide do seu lar – Não descuide da limpeza, organização das tarefas e respeito pelos ambientes da sua casa. Se você convive com mais pessoas, vale a pena uma conversa para que cada um exponha suas necessidades de espaço e tempo para trabalho, estudo e lazer, buscando acordos amigáveis. O que é combinado não sai caro!

Cuide do seu trabalho – Se você está em regime de home office, mantenha seu espaço de trabalho organizado. Exatamente como costuma fazer em sua empresa. E estabeleça limites de horário. Se alguém da sua equipe ou seu líder estiver invadindo seus horários de refeição ou lazer, exponha isso de maneira sutil e proponha que encontrem juntos uma solução, pois isto vai minar muito sua capacidade de atravessar a quarentena.

Também é importante se manter informado com parcimônia; sem virar escravo dos noticiários. Escolha uma fonte confiável e cheque, no máximo, uma vez ao dia. E, acima de tudo, não tenha medo de acolher seus sentimentos! Todos estão passando pelas mesmas emoções: medo, insegurança, raiva, desconforto, tristeza. Mantenha-se aberto a essas emoções, não tenha receio de falar sobre isso com as pessoas íntimas.

Positividade em tempos de crise

Tenho conversado com mais de 100 profissionais por semana nesses tempos de quarentena. Para todos eu faço a mesma pergunta: o que estão fazendo para se manter positivos em meio ao cenário da covid-19? O interessante é que muitas respostas de pessoas que nunca se viram coincidem, por isso achei interessante de compartilhar com vocês os principais insights que recebi:

Pergunte para si mesmo sobre o que te faz feliz

Pense em pequenas coisas que podem te fazer feliz e inclua na rotina ao longo dos dias. Não precisa e nem deve ser algo grandioso. Eu, por exemplo, gosto de ler livros dos mais diversos assuntos e reservei um espaço na minha agenda para ler, pelo menos, uma hora por dia. Também gosto de fazer atividades com meus filhos e tenho feito sessões de culinária envolvendo os dois.

Não fique tão viciado em redes sociais

As redes sociais são importantes para socializar com os amigos, principalmente nesse momento de reclusão. No entanto, o excesso pode elevar o nível de estresse, seja pelo alto número de notícias alarmantes ou informações falsas, além do fato de corrermos o risco de ver postagem de pessoas em clima de férias e com privilégios contrários a realidade da maioria.

Pratique algo para esvaziar a sua mente

Considere aderir à meditação ou colocar em prática conceitos de mindfulness. Avalie se essas atividades fazem bem para o seu perfil. Caso não se adapte, tente algo mais dinâmico, como dançar, tocar um instrumento ou jogar uma partida de xadrez. Tudo, claro, dentro de casa.

Faça pausas ao longo do dia

A tendência do home office é trabalharmos mais, se compararmos à rotina que tínhamos antes da pandemia. Então, é bom se policiar. De tempos em tempos, faça uma pausa para um café, dê uma volta pela casa ou aprecie a vista da janela. Quando nos permitimos essa pausa, a tendência é retomarmos as atividades mais focados.

Não se force demais em ser positivo o tempo todo

Quando estamos demasiadamente focados na nossa própria felicidade tendemos a nos isolar de outras pessoas com a sensação que o outro possa interferir no nosso positivismo. No entanto, minha percepção é de que o distanciamento total do mundo externo pode nos levar a picos de desânimo e estresse, principalmente em pessoas perfeccionistas. O cenário não está fácil e não sabemos até quando ele será assim. Então, é importante ter a resiliência para aceitar que teremos dias mais positivos do que outros, e está tudo bem.

Faça uma lista das coisas boas que estão acontecendo na sua vida na quarentena

Já parou para pensar sobre as coisas que você não conseguia fazer por causa da correria do dia a dia e agora encontrou um tempo? Eu, por exemplo, não estou satisfeita com o distanciamento social, mas estou satisfeita por não ter que enfrentar o trânsito e estou adorando poder passar mais tempo em família participando mais da rotina de todos. Com certeza tem algo de positivo no que estamos vivendo. Faça uma reflexão a respeito.

Faça uma lista de tarefas 

Antes mesmo da pandemia, meu dia sempre era guiado pela lista de atividades que precisavam ser realizadas. Minha recomendação é que você tente fazer uma também porque é um ótimo método para visualizar o quanto o seu dia rendeu. A frequência pode ser diária ou semanal. O importante é que o processo exista e que você comemore sempre que conseguir concluir alguma ação. São pequenas vitórias que geram sentimentos bons ao longo do dia.

Organize a sua casa e o seu local de trabalho

Faça isso da forma que achar melhor. Algumas pessoas relataram para mim que se sentiram bem fazendo uma faxina na casa, enquanto outras adotaram o método da Marie Kondo. Enfim, cada um se adapta de uma forma particular de organização, mas é fato que um local organizado, limpo e agradável vai aumentar a produtividade e a sensação de felicidade.

Mantenha contato com os colegas de trabalho

Essa socialização pode ser por telefone ou chamada de vídeo, o importante é que ela aconteça. Entre os profissionais com os quais tenho conversado, a grande maioria afirmou que manter contato com outras pessoas da empresa, utilizando recursos de voz e vídeo, tem sido um ótimo investimento de tempo para se sentir melhor.

Não se cobre tanto

Todos iniciamos o ano de 2020 com metas agressivas, dentro de uma conjuntura de retomada da economia, um mercado demonstrando sinais de melhora e um PIB em crescimento. O cenário mudou e é natural que os entregáveis mudem também. Aceite isso e não fique chateado se os resultados do segundo trimestre forem ruins ou abaixo do que foi projetado inicialmente. É importante, nesse momento, fazer uma reavaliação de todas as metas em alinhamento com seu gestor direto. Tenha resiliência para aceitar que nem tudo vai sair conforme planejamos.

Espero, de verdade, que esses insights possam te ajudar a manter um clima positivo, na medida do possível. É importante ressaltar que a noção do que faz cada um feliz varia de pessoa para pessoa e cabe a cada um refletir no que pode te fazer mais feliz dentro do contexto atual. As notícias dos órgãos de saúde alertam que ainda temos muitos desafios pela frente, pois ainda estamos a caminho do pico da pandemia. Mas, não podemos nos deixar contaminar demais apenas com notícias catastróficas e negativas. Esse excesso não ajuda. Por isso, reflitam a respeito dos pontos que eu citei. Assim, será mais fácil agregar leveza para os próximos dias.

Por Isis Borges
Diretora da divisão de recrutamento Engenharia, Supply Chain, Marketing e Vendas da Talenses

Os conselhos de Charles Duhigg que podem melhorar a produtividade no home office

Nas últimas décadas, neurologistas, psicólogos, sociólogos e publicitários finalmente começaram a entender como os hábitos funcionam – e, o mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo eles têm enorme impacto na nossa saúde, produtividade, estabilidade financeira e felicidade.

Após três anos consecutivos na lista de best-sellers do New York Times, o livro “O Poder do Hábito” tornou-se uma das principais referências sobre o tema. A obra também rendeu ao americano Charles Duhigg o Prêmio Pulitzer de Reportagem Explicativa.

Duhigg ganhou notoriedade mundial ao apresentar uma visão fascinante sobre como somos patologicamente comandados pelos nossos hábitos. Sua linha de pesquisa é orientada por um argumento inovador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformar hábitos pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte.

Em tempos nos quais as pessoas atravessam a clausura em prol da sobrevivência — e tocam projetos profissionais e pessoais dentro de suas próprias casas —, o escritor nos dá demonstrações práticas sobre como a adoção consciente de hábitos pode ser determinante para nossos sucessos ou fracassos.

Charles compartilhou que passou os últimos anos de sua carre investigando por que algumas empresas conseguem ser mais produtivas do que outras. Em sua opinião, a resposta pode estar nos hábitos dos colaboradores. Assim, o grande desafio que um líder pode encontrar nos dias atuais é saber identificar quais hábitos podem acelerar a produtividade da equipe — e quais podem atrapalhar.

Do micro para o macro – “A cultura organizacional só muda a partir de indivíduos, da mudança individual de cada um de nós”, afirma. Ou seja, é fundamental que as empresas entendam que o engajamento e alinhamento de cada membro da equipe com o propósito da organização é um ponto fundamental para que essa ruptura do mundo como conhecíamos seja superada e até utilizada como mola propulsora para novos êxitos.

Segundo Duhigg, um grande erro que muitas empresas cometem é achar que quanto mais um funcionário está ocupado, mais produtivo ele é. Isso é um equívoco. Nosso cérebro se acostuma com a rotina que criamos, para que em dado momento façamos muitas dessas atividades no automático, sem que seja necessário parar para pensar. Por isso, realizar o maior número de tarefas nova no dia impede sua equipe de ser mais criativa e produtiva.

A pausa que leva ao crescimento – Não há inovação sem que haja uma quebra de paradigmas e transformações de comportamentos a fim de que caminhemos juntos em todo o processo de inovação que o mercado anda acompanhando. Entretanto, mudar um hábito não é fácil, ainda mais para nós que somos seres analógicos vivendo numa era digital. O que os como líderes podem fazer para mudar isso é tentar promover momentos de distração, que quebrem essa rotina, e façam o cérebro trabalhar melhor. Assim como nas receitas gastronômicas, as características profissionais também demandam um tempo de adaptação e descanso para que o crescimento adequado ocorra.

“As pessoas mais produtivas são aquelas que desenvolvem hábitos para reduzir o ritmo e focar em prioridades”, declara o escritor. Como mudar um hábito? Charles explica que ele é construído através de 3 fatores: um gatilho, uma rotina e uma recompensa. A recompensa é o que muda o hábito de uma pessoa. As mais poderosas, que criam hábitos mais fortes, são todas emocionais.

Pessoas movem pessoas – Criar laços emocionais dentro da sua equipe pode ser o melhor caminho para torná-la mais criativa e produtiva. Construir uma relação de confiança entre líderes e colaboradores, mostrar que está tudo bem em falhar, e aprender com os erros são atitudes positivas e transformacionais, que fazem da sua equipe um time bem sucedido.

Líderes ágeis são aqueles que entendem que todos somos humanos, e humanos falham, sentem, ficam tristes e com raiva. Mas de tudo isso sempre há um aprendizado. A inovação é um tiro no escuro, se não estivermos preparados para falhar, nunca iremos aprender a lidar com as mudanças de mercado.

5 documentários da Netflix que todo empreendedor deveria assistir

Apesar de estar perdendo um pouco seu espaço para outras plataformas de streaming que estão entrando com tudo na luta por esse mercado, a Netflix ainda conta com um grande número de usuários assíduos. Até o final de 2018, o serviço alcançou 137 milhões de assinantes ao redor do mundo. Segundo pesquisa, as pessoas têm gastado 1 bilhão de horas por semana assistindo aos conteúdos da plataforma.

Esses números só colaboram para que a cada ano a Netflix invista mais em produções originais para completar seu catálogo. Mas se você é daqueles que ao entrar na plataforma fica perdido sem saber o que assistir e se você também adora assistir a um bom documentário, saiba que existem bons títulos escondidos por lá. Por isso separamos 5 documentários sobre temas relacionamentos à negócios e empreendedorismo para você assistir!

1- Brinquedos que marcam época

O nome deste documentário pode até te despertar uma certa nostalgia, no entanto, apesar do título, este não é um conteúdo para agradar às crianças. “Brinquedos que marcam época” é uma série documental de apenas 4 episódios, que tem como objetivo mostrar os bastidores da criação e história de quatro brinquedos que marcaram gerações: Star Wars, Barbie, He-Man e Comandos em Ação. Cada capítulo exibe depoimentos de seus criadores contando desde o desenvolvimento dos brinquedos até o momento em que alcançaram o sucesso. A série mostra as estratégias utilizadas para conseguir se destacar nesse mercado.

2- From Business to Being

Um dos grandes problemas da atualidade, principalmente para líderes e gestores, é o estresse causado pela pressão, excesso de trabalho e a falta de tempo para se cuidar melhor no meio da rotina atribulada. Neste documentário, Jon Kabat-Zinn, uma das referências em Mindfulness, responsável por trazer a prática para o Ocidente, mostra algumas práticas de meditação para você utilizar no seu dia a dia. Além disso, a produção ainda conta com outros especialistas, como a advogada Janice Marturano que desenvolveu um treinamento para líderes baseado na clareza, foco, criatividade e compaixão.

3- Banco ou Bitcoin

Se você é uma daquelas pessoas que ouve falar muito sobre Bitcoin por aí, mas ainda não sabe muito a fundo sobre a criptomoeda, este documentário foi feito para você! O filme conta a história de como a moeda digital surgiu, as ideias que motivaram seus criadores e os problemas que ela já causou no mercado. Além disso, a produção ainda coloca em pauta o futuro dos bancos centrais se o Bitcoin conseguir atingir uma aceitação global.

4- Explicando

A série documental com 20 episódios de menos de 20 minutos é um bom atrativo para maratonar no final de semana ou feriado prolongado. Com temas que vão de criptomoedas à mercado de ações – e ainda passa por outras áreas como astrologia e vida extraterrestres – a série tem como objetivo se aprofundar em assuntos diversos que fazem parte do universo dos usuários (ou nem tanto), e é uma ótima alternativa para quem quer se informar de maneira leve e didática sobre temas muitas vezes difíceis de entender.

5- Secrets of Selfridges

Este documentário conta a história do americano Harry Gordon Selfridges, que apresentou um novo modelo de negócios capaz de transformar a maneira de fazer compras da população Londrina. Inaugurada em 1909, sua loja de departamentos revolucionou as compras na capital da Inglaterra e teve um impacto duradouro na sociedade britânica. O filme mostra os segredos por trás de seus negócios progressistas e como a visão inovadora de Selfridges mudou o varejo e o comportamento do consumidor da época.

Agora que você já tem uma lista com ótimos títulos é só aproveitar o final de semana para maratonar e ainda tirar proveito desses conhecimentos para aplicar na sua vida profissional!