A importância da orientação vocacional

Atenção pais que tem filhos em fase pré-vestibular! Você já parou para analisar a carga de responsabilidade que seu filho está sentindo neste momento? Imagine um jovem, com 16, 17 anos, precisando decidir a profissão que, teoricamente, exercerá durante toda a vida! Existem pessoas que conseguem detectar facilmente seus talentos, seus sonhos; que desde crianças já sabem o que querem “ser quando crescer”. Mas também existem pessoas que não possuem essa percepção tão aguçada. E convenhamos, o mundo está mudando a uma velocidade enorme, fica realmente complicado exigir isso delas. Hoje em dia são tantas possibilidades, o que dificulta ainda mais a tomada de decisão assertiva. Os pais precisam ficar atentos para perceber se estão influenciando os filhos nesta escolha. E se esta influência é positiva ou não. Muitas vezes os filhos escolhem as profissões por admiração aos pais, ou para serem os sucessores de seus negócios, ou porque seus pais esperam que eles sejam advogados, médicos, administradores, ou ainda, porque acreditam que determinadas profissões não “dão dinheiro”.

Quantas pessoas se formam, exercem a profissão por um período e de repente se vêem insatisfeitas com o que fazem? Começam então os conflitos internos, surge aquele sentimento de frustração, de tempo perdido, dúvidas. Obviamente tiveram aprendizados nesta jornada, mas o investimento de tempo e recursos financeiros poderia ter sido economizado.

Perceba como os números são alarmantes:

  • Estudos indicam que 72% dos profissionais estão insatisfeitos com suas carreiras, por diversos fatores: não se sentem reconhecidos, não se adaptam ao ambiente de trabalho, ou não gostam do que fazem;

  • 7 em cada 10 profissionais estão insatisfeitos com sua carreira;

  • De acordo com o último Censo Escolar, apenas 22% dos alunos que se matricularam no primeiro ano nas universidades públicas conseguiram se formar em 2014;

  • Ainda conforme o Censo, 49% dos alunos que ingressaram no ensino superior em 2010 abandonaram seus cursos dentro de um período de cinco anos. Nas instituições privadas a evasão chegou a 53% e nas públicas, a 47%;

Certamente há vários fatores que contribuem com este cenário, como a metodologia de ensino da universidade, condições financeiras e socioemocionais, restrições de financiamento, despreparo do aluno para acompanhar as aulas, falta de conhecimento sobre a profissão escolhida, falta de identificação com o curso, dentre outros.

Quanto mais os jovens puderem ser amparados e orientados na fase da escolha, menores serão as chances de seguirem por um caminho tortuoso.

É por isso que hoje eu trago esta questão aos pais ou responsáveis desses jovens. Deixo aqui um convite à reflexão sobre a importância de estimulá-los a se conhecerem, saberem quais são seus verdadeiros talentos, pontos fortes, pontos de melhorias, limitações.

Todas as pessoas possuem dentro de si infinitos recursos e podem contribuir significativamente com o mundo, desde que estejam conectadas com a sua verdadeira essência, canalizando a energia e disposição ao verdadeiro propósito de cada um.

Pense nisso!

Por Thaís Alencar - RHF Talentos Unidade Mogi das Cruzes